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Lula viaja a Recife e PSB espera apoio explícito a Danilo Cabral

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Lula (PT) e Marília Arraes (Solidariedade)
Reprodução/Twitter @MariliaArraes – 20.07.2022

Lula (PT) e Marília Arraes (Solidariedade)

Com Marília Arraes (Solidariedade) liderando as pesquisas e associando sua imagem a do petista, a expectativa do PSB é que o ex-presidente Lula deixe claro em sua visita a Pernambuco, que começa hoje, que seu pré-candidato a governador é Danilo Cabral. O desempenho da deputada federal na pré-campanha tem ameaçado a hegemonia de 16 anos dos pessebistas em Pernambuco, estado que serviu de base para a aliança nacional entre PT e PSB.

Deputado federal por três mandatos, Cabral disputa sua primeira eleição majoritária e é pouco conhecido no estado. Ele pretende se tornar mais competitivo ao ser apresentado pelo próprio ex-presidente como o candidato do Lula. O deputado estará ao lado do petista em três atos públicos da viagem: no sertão, no agreste e em Recife.

“A expectativa é que ele (Lula) venha aqui para que possamos tornar mais claro a alternativa que ele tem em Pernambuco. Não é aliança de conveniência e projeto pessoal. Lula é a maior referência política que temos no Nordeste”, afirma Cabral.

Marília deixou o PT em março deste ano após ser preterida na disputa para o governo do estado em nome da aliança nacional com o PSB. Apesar disso, continua defendendo a pré-candidatura de Lula à Presidência. Na semana passada, a deputada posou para fotos ao lado do ex-presidente e seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), em Brasília. Nas redes sociais, grava vídeos falando do seu alinhamento com Lula e faz provocações a Cabral.

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Embaraços

Para não criar embaraços com a aliança entre PT e PSB, a pré-candidata foi preterida das agendas de Lula em Pernambuco. Por meio de sua assessoria de imprensa, ela disse tratar com naturalidade a visita de Lula e que seguirá em pré-campanha não só para se eleger, mas também o ex-presidente.

Uma das estratégias de Cabral frente a ofensiva de Marília será relembrar os avanços do período em que Lula estava na Presidência e Eduardo Campos no governo de Pernambuco. Entre os siglas que estão com Cabral, a expectativa é de que Lula não faça nenhum aceno a Marília nos dois dias em que estiver no estado.

A pré-campanha do deputado atribui o desempenho de Marília nas pesquisas ao recall da última eleição à prefeitura de Recife, em 2020, quando ela perdeu em uma disputa acirrada com o primo João Campos (PSB).

Além disso, caberá ao PT tentar domar dissidentes da pré-candidatura de Cabral e evitar que o pré-candidato seja vaiado como aconteceu em um evento de campanha de 2018. Na época, Paulo Câmara (PSB) concorria à reeleição e foi alvo de manifestações de parte da militância petista que estava insatisfeita com sua candidatura. Embora tenha uma aliança consolidada com o PSB, o PT em Pernambuco admite que há integrantes que apoiam Marília e outros que ainda não têm clareza da posição de Lula sobre qual será seu candidato local.

“A foto divulgada por outros candidatos vinculando sua imagem à do ex-presidente cria uma confusão com a imagem de Lula. Quem está em qual partido e quais nomes irão compor a chapa, são elementos que serão deixados claro a partir de agora”, diz o presidente do PT em Pernambuco, Doriel Barros.

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Levantamentos internos da sigla mostram que metade dos eleitores consultados sequer sabe que Marília saiu do PT.

Hoje, Lula e Alckmin participam de ato público em Garanhuns, onde o nome da presidente nacional do PC do B, Luciana Santos, deve ser anunciado como vice na chapa de Cabral. No fim da tarde, Lula terá outro ato público, em Serra Talhada, no sertão.

Réplica da casa

Entre os dois compromissos, Lula fará uma parada em Caetés, onde visitará uma réplica da casa onde nasceu na zona rural. A casa de taipa, construída com barro e madeira, foi erguida em uma área desapropriada a partir de informações de familiares do ex-presidente. Depois que o ex-presidente conhecer o local, a casa será aberta para visitação do público.

Na quinta, Lula e Alckmin almoçam na casa de Danilo Cabral, antes do terceiro ato público em Recife, à tarde.

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Fonte: IG Política

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Flow: Bolsonaro volta a defender remédios ineficazes contra a Covid-19

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Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast
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Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast

Em entrevista ao podcast “Flow”, o  presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que “o Brasil é o país com menos sofreu com a Covid-19” logo no início da conversa. Hoje, o país ultrapassa o número de 680 mil mortes por conta do coronavírus. O candidato à Presidência também questionou a imunização contra a doença e voltou a defender os medicamentos ineficazes.

O mandatário ainda admitiu ter recebido orientações para evitar o assunto para perder eleitores, mas disse não se importar e que prefere dizer “a verdade”, segundo ele.

Apesar da fala de Bolsonaro, pesquisas mostram a queda no número de mortes acompanham o avanço da vacinação. Ele ainda disse que preferiu não se vacinar contra a Covid-19, embora tenha imposto sigilo de cem anos em sua carteira de vacinação.

“O pessoal me recomenda: ‘não toque nesse assunto’. Poxa, eu tenho que valar a verdade para o pessoal. Não quer votar mais em mim, lamento, né, posso fazer o quê? Eu tenho que falar a verdade”, disse o presidente.

Enquanto Bolsonaro falava sobre a questão da pandemia durante a entrevista, o programa exibido pela plataforma Youtube, destacava na legenda: “Lembre-se de pesquisar tudo o que foi dito neste programa”.

“Eu não tomei vacina. Me recomendaram até a tomar uma água destilada. Eu não vou. Posso enganar a você, mas não vou enganar a mim. Influencia alguns (a não tomar a vacina). Não é que a minha palavra tá valendo, eles foram ler a bula”, disse.

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Bolsonaro citou estudos de Israel que apontam a perda de eficácia da vacina da Pfizer. Entretanto, a aplicação da quarta dose para adultos acima de 40 anos, imunossuprimidos e profissionais de saúde quatro meses após a terceira dose, é recomendada pelo Ministério da Saúde.

Apesar das críticas, Bolsonaro disse que as doses de vacina contra o coronavírus seguirão sendo disponibilizadas:

“Tem gente que quer tomar a terceira, quarta dose. Sem problema nenhum, enquanto quiser tomar, vamos dar a vacina. Agora, respeite quem não quer tomar a vacina”, disse.

Ademais, o presidente  voltou a defender medicamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid-19, como a hidroxicloroquina.

“Eu acho que deviam tomar. Eu tomei e fiquei bem, 90% tomaram e tão bem”.

Bolsonaro ainda diz que a “liberdade médica” foi cassada durante a pandemia.

“O meu ministro da saúde, o tal do Mandetta, ele fez um protocolo e quem tava com Covid ia pra casa e quando sentia falta de ar, ia para o hospital. Aí eu falei ‘ vai pro hospital fazer o que? Ser intubado?’. Por que você não garante a liberdade do médico de clinicar seu paciente? Porque o médico sabe disso. Se chega alguém que tá passando mal que pode morrer, ele pode receitar alguma coisa em comum acordo com o paciente ou com a família”.

O Chefe do Estado também comentou sobre a questão do contrato da Pfizer ter chegado no Brasil e ele não ter aceitado prontamente, questão tratada durante a CPI da Covid, onde foi divulgado que 101 e-mails com ofertas de venda e reforço da disponibilidade das doses foram ignorados pelo governo brasileiro, o que poderia ter adiantado o  início da vacinação no Brasil.

Bolsonaro justificou que a oferta chegou em maio de 2020 e não aceitou, pois, segundo ele, a farmacêutica não se responsabilizava pelos efeitos colaterais.

“Me acusam de não ter comprado vacina. Li o contrato da Pfizer e tava escrito: “Não nos responsabilizamos pelos efeitos colaterais”. Falei não, pô”.

Antes de estar disponível para o cidadão, qualquer vacina ou medicamento passa primeiramente pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A agência avalia os estudos de eficácia da vacina, ou seja, quanto que ela funciona, e os estudos de segurança, isto é, as reações adversas, efeitos colaterais e problemas observados nas pessoas que se vacinaram. Ou seja, é verdade que as empresas não se responsabilizam pelos possíveis efeitos colaterais, mas ela dispõe de dados, resultados e acompanhamentos para que uma agência de saúde possa aprovar ou não um imunizante com segurança. Se aprovado, é porque a vacina tem sua segurança cientificamente comprovada.

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Fonte: IG Política

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