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Lira cita “neutralidade” e defende vacinação em discurso de posse na Câmara

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Lira foi eleito com 302 votos para o cargo de presidente da Câmara
Agência Câmara

Lira foi eleito com 302 votos para o cargo de presidente da Câmara

Em discurso após ser eleito presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) defendeu a “neutralidade” da presidência e prometeu ouvir os deputados de centro, esquerda e direita em sua gestão. Lira foi eleito após forte interferência do governo Jair Bolsonaro , que cedeu emendas e retaliou opositores do candidato.

“Meus irmãos e irmãs brasileiros de todo o país. Sei o peso e a dimensão da responsabilidade que vossas excelências acabam de me delegar ao me eleger para presidir essa Casa pelos próximos dois anos”, disse Lira após a eleição.

No discurso, disse fazer questão de iniciar a jornada com um “gesto simbólico”: ficar de pé ao lado da cadeira da presidência. Durante a campanha, ele criticou diversas vezes Rodrigo Maia por ter sido um presidente centralizador: “é um gesto de respeito a esse plenário”.

Lira afirmou ainda que “a glória é efêmera” e que irá servir ao país com dedicação nesse “momento de enorme angústia” do povo brasileiro. Pediu um “momento de silêncio” em respeito às “vidas ceifadas” pela Covid-19: “não me confundo com essa cadeira e jamais irei me confundir. Sou um deputado igual a todos. Não sou e não serei a cadeira que irei ocupar ao longo dessa legislatura”.

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Lira disse que a Câmara é “a espinha dorsal do regime democrático” e que o formato do plenário, circular e plano, remete ao fato de que a presidência deve ter neutralidade e ser equidistante de todos os grupos do espectro ideológico.

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“A cadeira deve ser giratória. Para que seus ocupantes sejam capazes de olhar para o centro, a esquerda e a direita. Tem que olhar e ouvir todos os lados”, afirmou.

Durante o discurso, Lira fez um gesto de conciliação ao agradecer e elogiar Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Baleia Rossi (MDB-SP). Disse que trabalhará para que a Câmara seja harmônica diante das crises econômicas e sanitárias: “vivemos a mais cruel e devastadora pandemia do último século”.

Segundo Lira, será preciso criar novo mecanismo de proteção social aos brasileiros em situação de vulnerabilidade. Com o fim do auxílio emergencial , o presidente da Câmara indicou que retomará uma nova discussão sobre o assunto.

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“Precisamos urgentemente amparar os brasileiros que estão em desespero econômico por causa da Covid-19 “, disse. Além disso, tratou de uma das frentes de combate à pandemia: “(Precisamos) vacinar, vacinar, vacinar”.

Lira disse ainda que vai propor ao  novo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) a votação de uma “pauta emergencial”: “temos que avançar nas reformas do Brasil, que vêm sendo tentadas por sucessivos governos. É mais urgentes do que nunca”.

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POLÍTICA

Qualquer coisa considerada válida contra a covid-19 deve ser usada, diz Mourão

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Vice-presidente Hamilton Mourão
O Antagonista

Vice-presidente Hamilton Mourão

Na manhã desta quarta-feira (03), o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB), disse que “qualquer coisa” considerava válida contra o novo coronavírus, deve ser usada. Ele havia sido questionado sobre a possibilidade de importação do spray nasal de Israel . As informações foram apuradas pelo Metrópoles. 

“A medicina brasileira conseguiu desenvolver uma série de procedimentos – e aí vai de acordo com cada profissional de saúde – que permite que hoje, 97,5% das pessoas que são infectadas não tenham problema nenhum e se curem da doença. Qualquer outra coisa que for válida, comprovadamente, pode ser utilizada”, declarou. 

O presidente Jair Bolsonaro , desde de o início do mês de fevereiro, vem afirmando que mandaria uma comitiva até Israel e m busca da medicação que ainda se apresenta na fase de testes . Na terça-feira (02), Bolsonaro confirmou que no próximo sábado (06), uma comitiva brasileira chefiada pelo chanceler brasileiro Ernesto Araújo, será enviada. 

“Decisão é decisão, não compete a mim analisar. Vamos lembrar o seguinte: a vacina é o último remédio que nós temos, aquele que vai realmente impedir que a pessoa mesmo sendo contaminada entre numa situação crítica que pode levar ao óbito”, afirmou Mourão em relação a decisão de enviar a comitiva a Israel. 

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Na última sexta-feira (26), o ministro da Saúde de Israel, Yuli Edelstein, declarou que 50% da população do país já recebeu a primeira dose da vacina contra a covid-19 e que 35% desse número, já foi vacinado com a segunda dose do imunizante, ou seja, menos 95,8% de risco da população israelense se contaminar com a covid-19. 

O spray nasal ressaltado pelos políticos ainda está na fase de avaliação e foi testado somente em 30 pessoas. Os pesquisadores contam que os testes foram realizados entre pessoas de 18 a 85 anos, mas não deixam explícito a idade dos participantes do experimento. 

Segundo o governo israelense, o spray deve ser inalado uma vez durante o dia, levando alguns minutos, pelo período de cinco dias, para os pacientes que recebem tratamento em hospitais para a infecção. Ele é focado para o tratamento dos pulmões. Caso ele seja autorizado e trazido para o Brasil, deverá passar pela aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( Anvisa ).  

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