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Economia

Lab Procel seleciona projetos inovadores para saneamento ambiental

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Cinco projetos foram selecionados pelo Programa Lab Procel para participar da etapa de aceleração tecnológica e de negócios. As soluções foram escolhidas entre 16 projetos avaliados na seleção presencial e se destinam a propor soluções para abastecimento de água, esgotamento sanitário e limpeza urbana. O Lab Procel foi criado pela Eletrobras, por meio do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

Lançada em abril deste ano, a primeira chamada pública do Lab Procel busca soluções inovadoras em eficiência energética no saneamento ambiental junto a startups (empresas nascentes), micro e pequenas empresas de base tecnológica. Os cinco projetos selecionados receberão cerca de R$ 6 milhões em investimentos. Foram inscritas 64 propostas. Uma banca técnica formada por especialistas da Eletrobras, da Firjan, do Senai, do meio acadêmico, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e de empresas da área de saneamento, consideradas referências no mercado, escolheu os cinco projetos vencedores.

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A partir de agora, caberá ao Instituto Senai de Tecnologia e Automação Industrial, sediado no Rio de Janeiro, promover a execução e a aceleração dos projetos selecionados. Para a aceleração dos projetos, cada startup receberá R$ 1,2 milhão, além de acesso a toda a rede de institutos Senai espalhados pelo país, informou a Eletrobras.

Em cumprimento à exigência do primeiro edital, todos os projetos apresentados devem ter realidade prática em campo, dentro de uma instituição parceira.

Próximas chamadas

O Programa Lab Procel prevê o planejamento e a execução de mais três chamadas públicas. A primeira se destina à aceleração de soluções inovadoras, com ênfase em eficiência energética com aplicações generalistas nos setores residencial, comercial, industrial, serviços e setor público.

A segunda é um Hackathon Procel, para soluções de eficiência energética, e a terceira é um Hackathon Pré-Aceleração Lab Procel, cuja premiação será a participação no programa de pré-aceleração do Lab Procel. O Hackathon é uma maratona de programação que mexe com toda a área de tecnologia de uma empresa, pode durar dias e tem foco no desenvolvimento de soluções que possam impactar de alguma forma a organização, tanto interna quanto externamente.

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O Procel é um programa do Ministério de Minas e Energia executado pela Eletrobras e tem recursos assegurados pela Lei 13.280/2016.

Edição: Nádia Franco

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Economia

Indústria de chocolate mantém otimismo, apesar da pandemia

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Como em todos os demais setores da economia, a pandemia do novo coronavírus causou impacto à indústria de chocolates no Brasil. A produção nacional de chocolates no ano passado, incluindo achocolatado em pó, atingiu 756 mil toneladas, com queda de 3,1% sobre 2018 (761 mil toneladas). Os números do primeiro trimestre de 2020, entretanto, ainda livres dos efeitos da covid-19, sinalizavam uma recuperação, com produção de 117,6 mil toneladas, alta de 2,84% em comparação ao mesmo periodo do ano passado (120,9 mil toneladas).

Apesar do impacto negativo da pandemia, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab), Ubiracy Fonseca, disse à Agência Brasil que há muitos motivos para se festejar nesta terça-feira (7), Dia Mundial do Chocolate. O Brasil é um dos maiores produtores de chocolate do mundo e exporta para 130 países. “É um dia importante para o setor”.

Segundo Fonseca, as empresas produtoras de chocolate procuraram se adaptar rapidamente à nova situação, com a adoção de canais online de vendas, procurando usar o sistema de delivery (entrega direta ao consumidor). Além disso, buscaram firmar parcerias para que o produto pudesse chegar nos pontos de venda da melhor forma possível. “A situação vai melhorar. Estamos otimistas”, disse.

Supermercados

Com o fechamento dos shoppings, a estratégia do setor foi se aliar aos supermercados que continuaram abertos, instalando quiosques para manter as vendas. Para a Páscoa, especialmente, a Abicab trabalhou em parceria com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), por meio da campanha “Vai ter Páscoa”, com mobilização nas redes sociais. “E estendemos a comercialização de ovos de Páscoa do dia 12 de abril até o fim daquele mês, para possibilitar aos consumidores, de uma forma geral, ter acesso aos ovos de chocolate”.

O presidente da Abicab explicou que, com isso, as vendas do período, que normalmente se encerram no dia 12 de abril, continuaram até o início de maio e isso amenizou a condição de isolamento social, gerada pela pandemia para evitar a disseminação do vírus. Os supermercados se consolidaram como principal meio de venda para a indústria de chocolate.

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Ubiracy Fonseca afirmou que o chocolate, que tem grande aceitação entre os brasileiros de todas as idades, é um produto para todas as horas. Como as pessoas passaram a ficar muito tempo em casa, em função do distanciamento social, ele disse que o consumo até aumentou. “A pessoa procura alguma coisa que vá satisfazê-la. O autopresente”, definiu.

Ele destacou que embora a pandemia tenha causado impacto no setor, a indústria conseguiu manter os empregos e seguiu produzindo, colocou os funcionários dos escritórios trabalhando em casa e fez ajustes no que se refere às férias dos trabalhadores.

Expectativa

Os números relativos ao segundo trimestre deste ano ainda estão sendo levantados. Ubiracy Fonseca acredita que a partir do terceiro e quarto trimestres de 2020, haverá condição de comprovar aumento do consumo, uma vez que a demanda está reprimida. “Nós estamos otimistas de que a produção vai continuar se recuperando, de que vamos ter melhores resultados neste terceiro trimestre e, principalmente, no quarto trimestre, quando a situação da pandemia estiver mais sob controle”.

As empresas estão fazendo embalagens diferenciadas e ajustando seus canais de distribuição, de venda e marketing. Fonseca admitiu que embora o Brasil seja o quinto maior país em volume de vendas de chocolate no varejo no mundo, de acordo com o Euromonitor, tendo faturado no ano passado R$ 14 bilhões, ainda tem muito a crescer no que se refere ao consumo per capita, isto é, por habitante, que em 2019 somou 2,6 quilos por pessoa. “É um consumo pequeno em relação a outros países. Então, tem muita chance de crescimento”. A média de consumo na Europa é de 8 quilos per capita anualmente, casos da Alemanha e Bélgica, por exemplo.

Fonseca citou dois pontos que favorecem o Brasil diante de outros países. O primeiro é que o Brasil tem as principais matérias-primas do chocolate, que são cacau, leite e açúcar. O segundo é que as grandes indústrias mundiais estão instaladas no território nacional, produzindo aqui e empregando mão de obra local.

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Atualmente, 70 empresas estão associadas à Abicab, incluindo também produtores de balas e amendoim. Dessas, 25 são produtoras de chocolates. A Abicab representa 92% do mercado de chocolate do país, 93% do mercado de balas e 62% do mercado de amendoim. A indústria brasileira de chocolate emprega cerca de 24 mil pessoas de forma direta.

Paixão por chocolate

Chocólatra assumida, a aposentada Maria Alice de Ângelo Ribeiro, moradora de Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, disse à Agência Brasil que prefere chocolate meio amargo. “Sinto um calorzinho na garganta, uma vontade de degustar. O chocolate me dá muito prazer, uma grande satisfação e alegria. Melhora meu humor, dá sensação de bem-estar. Chocolate é muito bom!”, afirmou.

A estudante de física Ighia Gandra Linares se referiu ao personagem Harry Potter, herói de uma série de sete romances de fantasia escrita pela autora britânica J. K. Rowling, para explicar sua paixão por chocolate. No filme Prisioneiro de Askaban, o jovem bruxo Potter é assombrado por seres das trevas. Ao retornar para a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, Potter é aconselhado por seu professor de Defesa contra as Artes das Trevas a comer chocolate, para se recuperar bem. Para Ighia, chocolate é conectado à felicidade. “É conectado com toda a sensação de você estar bem. Chocolate tem grande poder”.

Para a assistente social Thaís Lisboa Soares, chocolate faz bem à alma. Ela come chocolate todo dia e, se não comer, tem dor de cabeça. Quando adolescente, Thaís tinha muita enxaqueca. Procurou um médico e ele lhe disse que parte da dor de cabeça ela sentia quando não consumia chocolate. “Por isso, como todo dia um pouquinho de chocolate. É uma beleza e faz bem para a alma”.

Edição: Graça Adjuto

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