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Justiça penhora quase meio milhão do Corinthians em ação movida por Marcelo Mattos

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Os problemas jurídicos e financeiros do Corinthians se acumulam. O mais novo caso a vir à tona é o de Marcelo Mattos. O volante conseguiu penhorar R$ 499,8 mil do clube. Não cabe mais recurso neste processo.

O Timão alega que o valor já foi disponibilizado ao jogador pois a conta bloqueada possuía saldo suficiente. A defesa do volante, porém, ainda aguarda a liberação definitiva do dinheiro.

A decisão foi tomada em maio pela juíza Renata Libia Martinelli, da 79ª Vara do Trabalho de São Paulo, e comunicada ao Corinthians por um oficial de justiça há duas semanas.

A ação foi movida por Marcelo Mattos em 2012. Ele cobrava direitos de arena, férias proporcionais e depósitos do FGTS. Inicialmente, o valor do processo era de R$ 30 mil. Porém, João Henrique Chiminazzo, advogado do jogador, explica que tratava-se apenas de uma quantia simbólica.

– Precisaríamos fixar algum valor, chamamos isso de valor de alçada. Mas não precisaria quantificar ao entrar com a ação. Ganhamos em Brasília. Quando esse processo voltou, estávamos numa discussão de valores, qual era o valor efetivamente devido. O Corinthians apresentou um cálculo de R$ 500 mil, e o Marcelo concordou. O Corinthians foi intimado a efetuar o pagamento, não o fez e, por isso, teve as contas bloqueadas – explicou Chimminazzo ao GloboEsporte.com.

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Marcelo Mattos defendeu o Corinthians em duas passagens, de 2005 a 2007 e depois de 2009 a 2010. No total, ele disputou 159 jogos e fez 20 gols, tendo conquistado o Brasileirão de 2005. Aos 36 anos, o volante defende o Dom Bosco, time do Mato Grosso que disputa a Série D.

Entenda o caso

A vitória em Brasília citada por Chiminazzo aconteceu no fim de 2014. O Corinthians tentou reverter a sentença no Tribunal Superior do Trabalho, mas a decisão virou definitiva a favor do jogador em 2017. O processo, então, voltou à primeira instância para que fossem finalmente conhecidos os valores.

Marcelo Mattos cobrava uma diferença de 15% de direitos de arena. Assim como todos os jogadores da época, ele tinha direito a 20%, mas recebeu apenas 5%. Além disso, o Timão tinha outras pendências com ele, como pagamentos de férias e depósito do FGTS.

O direito de arena, estabelecido no artigo 42 da Lei Pelé, de 1998, está relacionado com os valores para transmissão ou retransmissão das imagens dos eventos esportivos com participação dos atletas.

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A lei foi alterada em março de 2011, quando o percentual do direito de arena foi reduzido de 20% para 5% do total da exploração de direitos. Além disso, o sindicato dos atletas passou a ser o responsável pelo repasse destas verbas.

Embora estejam vinculados, direito de imagem e direito de arena não são a mesma coisa.

O direito de imagem pertence ao atleta de maneira individual e é protegido pela constituição. Já o direito de arena pertence ao clube, que precisa repassar um percentual aos envolvidos nas partidas. Ele faz referência à exposição pública obrigatória do atleta, como nos jogos.

Por: GloboEsporte

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Minas afasta Maurício Souza, que é multado e deverá se retratar após declarações homofóbicas

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Central fez postagem nas redes sociais sobre a orientação sexual do novo Super-Homem: “Vai nessa que vai ver onde vamos parar”, publicou

Diante do caso envolvendo Maurício Souza, o Minas afastou o jogador por causa de declarações homofóbicas postadas nas redes sociais. Como havia antecipado o ge durante a tarde, o clube mineiro confirmou, em um comunicado oficial divulgado nas redes sociais, que o jogador ainda terá de se retratar publicamente e pagar uma multa.

“O presidente do Minas Tênis Clube, Ricardo Vieira Santiago, se reuniu com o atleta Maurício Souza esta tarde e lhe informou sobre o seu afastamento por tempo indeterminado. O atleta também recebeu uma multa e foi orientado a fazer uma retratação pública imediata.”

Nesta terça-feira, os principais patrocinadores da equipe se manifestaram sobre o posicionamento do atleta. As empresas pediram, em notas separadas, “medidas cabíveis” ao clube mineiro e repudiaram as declarações homofóbicas do jogador.

Diante do caso envolvendo Maurício Souza, o Minas afastou o jogador por causa de declarações homofóbicas postadas nas redes sociais. Como havia antecipado o ge durante a tarde, o clube mineiro confirmou, em um comunicado oficial divulgado nas redes sociais, que o jogador ainda terá de se retratar publicamente e pagar uma multa.

“O presidente do Minas Tênis Clube, Ricardo Vieira Santiago, se reuniu com o atleta Maurício Souza esta tarde e lhe informou sobre o seu afastamento por tempo indeterminado. O atleta também recebeu uma multa e foi orientado a fazer uma retratação pública imediata.”

Nesta terça-feira, os principais patrocinadores da equipe se manifestaram sobre o posicionamento do atleta. As empresas pediram, em notas separadas, “medidas cabíveis” ao clube mineiro e repudiaram as declarações homofóbicas do jogador.

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Mais cedo, uma reunião entre a diretoria do Minas e os patrocinadores do clube tratou sobre o assunto. Segundo apurou o ge, o Minas entendia que não havia clima para Maurício atuar nos próximos jogos. A estreia da equipe mineira na Superliga está prevista para sábado, contra o São José dos Campos. Assim, cogitou a possibilidade de rescindir o contrato do jogador.

No entanto, as partes chegaram a um acordo, e central mostrou-se disposto a uma retratação. Além da multa, Maurício Souza será afastado por tempo indeterminado. Só depois poderá se juntar novamente ao elenco.

Entenda o caso

 

Há cerca de duas semanas, a DC Comics anunciou que o novo Super-Homem, filho de Clark Kent, se descobrirá bissexual nas próximas edições das histórias em quadrinhos. O assunto, que foi um dos mais comentados do Twitter no dia da divulgação, também movimentou a comunidade do voleibol brasileiro.

Após a publicação da editora, Maurício Souza, postou a foto do Super-Homem e fez críticas à decisão da DC. O Minas se manifestou ainda nessa segunda-feira sobre a publicação do jogador. O clube disse que respeitava a liberdade de opinião de cada atleta, mas que não aceitava declarações homofóbicas.

– Ah é só um desenho, não é nada demais. Vai nessa que vai ver onde vamos parar – postou o jogador, que recebeu comentários de apoio de outros atletas do vôlei, como Wallace e Sidão.

 

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O ponteiro Douglas, um dos destaques da seleção brasileira de vôlei nas Olimpíadas de Tóquio, faz parte da comunidade LGBTQIA+ e postou a mesma imagem da DC, com dizeres totalmente contrários ao exposto pelo jogador do Minas.

– Engraçado que eu não virei heterossexual vendo os super-heróis homens beijando mulheres. Se uma imagem como essa te preocupa, sinto muito, mas eu tenho uma novidade pra sua heterossexualidade frágil. Vai ter beijo sim. Obrigado DC por pensar em representar todos nós e não só uma parte ❤️ – escreveu.

O assunto gerou uma grande repercussão nas redes sociais após os internautas considerarem as postagens como indiretas entre os companheiros de seleção. Maurício, apesar das críticas que levou com seu protesto, continuou endossando sua opinião nas redes sociais.

– Hoje em dia o certo é errado e o errado é certo… Não se depender de mim. Se tem que escolher um lado eu fico do lado que eu acho certo! Fico com minhas crenças, valores e ideias – encerrou.

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