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POLÍTICA

Juiz acata decisão de Lewandowski e libera a Lula mensagens da Lava Jato

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Agência Brasil

Ex-presidente Lula (PT)
Reprodução: iG Minas Gerais

Ex-presidente Lula (PT)

O juiz Gabriel Zago Capanema Vianna de Paiva, novo responsável pelo plantão da 10ª Vara Federal de Brasília, autorizou nesta terça-feira (5) o acesso da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a mensagens da Operação Spoofing que apura a invasão de celulares de autoridades por hackers.

O acesso às mensagens foi determinado pelo ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal ( STF ), em 28 de dezembro.

A defesa de Lula solicitou então que o conteúdo fosse entregue, mas o responsável anterior pela 10ª Vara Federal, o juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, negou a requisição, sob o argumento de que esse tipo de pedido não poderia ser apreciado durante o recesso judiciário.

A defesa voltou a acionar o STF, e Lewandowski oficiou novamente a primeira instância da Justiça Federal para afirmar que sua decisão é expressa, devendo ser cumprida de imediato, o que ocorreu nesta terça-feira (5).

O juiz Gabriel Zago Capanema Vianna de Paiva oficiou a Divisão de Contrainteligência da Diretoria de Inteligência da Polícia Federal para que entregue o conteúdo pedido pelos advogados de Lula, nos termos da decisão do ministro do Supremo .

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A defesa do ex-presidente quer acesso às mensagens sob o argumento de que nelas há diferentes menções aos processos contra Lula na Operação Lava Jato , conforme série de reportagens da imprensa.

Nas conversas, há por exemplo trocas de mensagens entre o ex-coordenador da Lava Jato no Paraná, o procurador Deltan Dallagnol, e o ex-juiz Sergio Moro , antigo titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pela operação.

Na decisão de 28 de dezembro, Lewandowski ordenou o compartilhamento no prazo de dez dias, sob supervisão de peritos da Polícia Federal ( PF ), das mensagens arrecadadas pela Operação Spoofing que digam respeito ao ex-presidente “direta ou indiretamente, bem assim as que tenham relação com investigações e ações penais contra ele movidas na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba ou em qualquer outra jurisdição, ainda que estrangeira”.

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POLÍTICA

Mourão reage sobre suposto atrito com Bolsonaro: “nunca brigamos, p*rra”

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Vice-presidente General Mourão
Agência Brasil

Vice-presidente General Mourão

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) negou nesta segunda-feira (1) que tenha se desentendido com  o presidente Jair Bolsonaro. Os dois políticos se encontraram em uma reunião realizada no Palácio do Planalto, em Brasília.

“Nós nunca brigamos, porra”, respondeu Mourão, aos risos, quando questionaod por um jornalista.

Apesar de negar qualquer indisposição com Bolsonaro , o general foi excluído da reunião entre ministros no início de fevereiro, e durante eventos públicos, presidente e vice não apareciam juntos.

O próprio Mourão chegou a dizer que sentia falta de dialogar com o chefe do executivo em entrevista dada no final de janeiro:  

“Não há conversas seguidas entre nós. As conversas são bem esporádicas. Faz falta até para eu entender em determinados momentos o que eu preciso fazer”, disse.

Contudo, pelo menos publicamente, os governistas parecem ter se acertado. “Virou a página”, declarou Mourão.

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