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ITURAMA E REGIÃO

Jovens são presos suspeitos de aplicar golpe com cartão de crédito em Uberlândia

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A Polícia Civil prendeu três jovens suspeitos de integrarem uma quadrilha que aplicava golpe com cartão de crédito em Uberlândia.

As investigações apontam que o grupo é do estado de São Paulo e atuava na região há cerca de 15 dias. As vítimas tiveram prejuízo em cerca de R$ 20 mil.

O delegado regional Marcos Tadeu de Brito Brandão deu detalhes, nesta terça-feira (15), sobre a forma como o grupo agia. As principais alvos eram são pessoas idosas.

Ele informou que os estelionatários telefonavam para as vítimas dizendo que uma compra foi feita com o cartão de crédito dela e pedindo a confirmação. Quando a pessoa negava o fato, o suspeito orientava que a pessoa ligasse no 0800 que estava atrás do cartão para pedir o bloqueio.

“Mas, os criminosos não desligavam e continuavam na linha. A vítima ligava para a operadora do cartão e os golpistas se passavam pelos atendentes e pediam a senha do cartão”, falou o delegado.

Em seguida, os jovens orientavam que a vítima quebrasse o cartão e diziam para que entregasse para uma equipe que iria buscar na casa da pessoa. “Mas, mesmo ao quebrar, o chip ficava intacto e eles então usavam os cartões em máquinas para fazer compras”.

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Prisão dos suspeitos

Marcos Tadeu disse que os três jovens, 21, 22 e 23 anos, foram presos nesta sexta-feira (11). Com eles foram encontrados vários cartões de crédito das vítimas, máquinas e R$ 15 mil em dinheiro, além de bebidas e cigarros.

“Após recebermos denúncia, nós rastreamos o carro dos suspeitos e descobrimos que era de uma locadora de São Paulo. Eles nos passaram dados cadastrados e encontramos o carro em um hotel de Uberlândia. O gerente nos mostrou imagens das câmeras e identificamos os suspeitos”, contou o delegado.

Ele também explicou que os jovens saíam do hotel vestidos de bermuda, mas dentro do carro trocavam de roupa, usando social, para se passarem por administradores do cartão.

O delegado disse que os suspeitos devem responder por estelionato e associação criminosa. Um caderno com informações da quadrilha também foi apreendido, o que deve ajudar nas investigações do crime.

“Orientamos que as pessoas que foram vítimas procurem a Delegacia de Polícia Civil para fazer denúncia. Seguimos investigando para encontrar o restante da quadrilha e quem são os mentores que agem em São Paulo”, finalizou o delegado.

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A Delegacia Regional em Uberlândia fica na Avenida Getúlio Vargas, 2.323, Bairro Tubalina.

Por:G1.

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Desdobramentos da ‘Malebolge’: Polícia Civil investiga associação em Araxá após conclusão de inquérito

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Após o encerramento da primeira fase da Operação “Malebolge”, que apurou o desvio de R$ 5.646.551 do Município de Araxá, desde o ano de 2015, a Polícia Civil informou nesta segunda-feira (21) que trabalha com os desdobramentos da investigação envolvendo desvio de recursos públicos. As ações, neste momento, se concentram em investigar a Associação de Assistência a Pessoa com Deficiência de Araxá (Fada).

Ao MG2, a Procuradoria Geral do município informou que o inquérito é sigiloso e que portanto, a Prefeitura não tem acesso ao conteúdo. Disse também que tem cooperado sempre que é demandada pela polícia.

O delegado responsável pelas apurações, Renato Alcino, disse que policiais civis estão empenhados em investigar a entidade do 3º setor que, pelos levantamentos iniciais, pode ter recebido notas fiscais fraudadas de uma das empresas investigadas na operação. A investigação aponta ainda o desvio de recursos que seriam destinados à assistência à idosos e pessoas com deficiências.

Novas oitivas

A Polícia Civil iniciou as oitivas de pessoas ligadas à entidade como o presidente e funcionários do quadro social. O objetivo é apurar informações relacionadas à utilização das notas fiscais para acobertar eventuais desvios de recursos de fundos do município.

A Associação de Assistência à Pessoa com Deficiência de Araxá, já foi alvo de apurações iniciais da polícia.

Entre os investigados na ocasião da Operação “Malebolge” estiveram a coordenadora da entidade e duas funcionárias administrativas, que foram ouvidas e liberadas no mesmo dia. Apenas a coordenadora foi presa na ocasião, mas também foi liberada dias seguintes.

“Identificamos que essa empresa, além de estar envolvida em desvios de recursos do município, também o fazia por meio do terceiro setor, por meio de entidades assistenciais. Com esses levantamentos identificamos valores que foram repassados às empresas e depois essa empresa repassava esses valores para três pessoas da entidade”, destacou o delegado na época.
— Renato Alcino, delegado

A oitiva da coordenadora da Fada foi realizada na sede da Delegacia Regional de Araxá e durou cerca de três horas. Para o delegado responsável pelas investigações, o depoimento confirmou os atos ilícitos de desvio de dinheiro público por meio de projetos sociais.

“O interrogatório revelou e confirmou o procedimento ilícito que era adotado pela empresa, por meio das pessoas que estão presas preventivamente. Também revelou que além de recursos que foram desviados do fundo municipal do idoso, também ocorreram desvios do fundo da criança e do adolescente do município de Araxá”, destacou Renato.

A coordenadora esteve presa em Sacramento e agora está em liberdade. O advogado da coordenadora da Fada disse na ocasião que não iria se manifestar. A reportagem também tentou contato com o advogado da entidade, mas não obteve retorno até a última atualização desta matéria.

Operação “Malebolge”

Operação “Malebolge”, foi finalizada no dia 14 deste mês após ser iniciada em agosto para apurar um suposto esquema criminoso entre empresas e a Prefeitura do município. As apurações deram conta de que foram desviados R$ 5.646.551 do município, desde o ano de 2015. Seis pessoas seguem presas, preventivamente, pelos crimes no Presídio de Sacramento.

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G1 tentou novamente contato com os advogados dos envolvidos nesta segunda-feira (21), mas não obteve retorno até o fechamento da matéria.

Em uma coletiva com a imprensa realizada no dia 15 deste mês, o delegado Renato Alcino detalhou como os esquemas de corrupção eram realizados entre empresas e agentes políticos na cidade. O inquérito contém 16 mil páginas com diversas provas levantadas ao longo da operação.

O inquérito já foi remetido à Justiça, que agora segue com as providências cabíveis referentes aos suspeitos presos.

Indiciados

Segundo o que consta no inquérito, foram indiciados a ex-secretária de governo do município e o marido dela, ex-assessor municipal que atuava na tesouraria. Além deles, um casal sócio de uma empresa de transportes que atuava na cidade e o filho deles, também foram indiciados por compor a organização criminosa. Eles devem responder por peculato, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Ainda durante a coletiva do dia 15 de setembro, o delegado ressaltou a complexidade das apurações realizadas pela Polícia desde o início dos levantamentos. Ele definiu os suspeitos como uma associação inescrupulosa que atuava na administração pública.

“Trata-se de investigação que descortinou a existência de uma associação inescrupulosa na administração pública municipal, cujos membros desviaram recursos públicos e se enriqueceram, valendo-se de estratégia de infiltração na sociedade civil e instituições públicas”
— delegado Renato Alcino

Investigações

As investigações começaram no dia 11 de agosto, data do início da primeira fase realizada com o objetivo de apurar crimes de lavagem de dinheiro, em razão dos recursos desviados da Prefeitura e por favorecimento e ocultamento dos valores desviados por meio da alienação de imóveis.

Na data foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão de veículos. Na ocasião cinco pessoas foram presas temporariamente, entre elas a ex-secretária de governo, dois assessores e sócios da empresa investigada. Além das prisões, foram apreendidos diversos documentos contábeis, equipamentos eletrônicos, dinheiro e joias nas residências.

Já no dia 20 de agosto, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e outros dois de prisão preventiva. Ocorreu ainda nesta data o bloqueio de bens e apreensão de veículos.

Desdobramentos

Diante das apurações, surgiram alguns desdobramentos, e diante dos fatos o delegado pediu o afastamento das funções públicas de três servidores do município, além do pedido de proibição de se aproximarem de órgãos públicos municipais e de terem contato com outros servidores públicos.

Ainda, durante análise dos documentos apreendidos na operação, foram identificados indícios da utilização ilícita da máquina pública municipal, por pessoas ligadas à prefeitura, para fins de promoção pessoal de pré-candidatos, além de outros crimes envolvendo empresas da cidade. Também foi investigada a possível distribuição de cestas básicas para fins de obtenção de apoio político e votos.

Exonerações

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O decreto contendo as exonerações de três assessores e do secretário municipal em Araxá, foi publicado no dia 13 de agosto.

Foram exonerados: Lucimary de Fátima da Silva Ávila, assessora executiva do gabinete do prefeito e ex-secretária de Governo, Leovander Gomes de Ávila, assessor para projetos habitacionais na Secretaria de Ação e Promoção Social, Zeceli Campos Ribeiro, assessor de Administração na Secretaria de Fazenda, Planejamento e Gestão e o secretário de Ação e Promoção Social, Moisés Pereira da Cunha.

Segundo o Executivo, a exoneração do secretário Moisés Pereira da Cunha ocorreu à pedido. Ele estava em exercício na ocasião em que o delegado solicitou o afastamento. O secretário emitiu uma nota sobre o pedido de exoneração e reforçou que ocorreu espontaneamente. Veja um trecho:

“No exercício da função, sempre atuou de forma ética e dentro da legalidade, e diante dos últimos acontecimentos, comunica a decisão de espontaneamente exonerar do cargo de secretário de Promoção e Ação Social, com intuito de colaborar com as investigações e manter-se de forma imparcial”.

Atuação dos suspeitos

O delegado relatou que o grupo suspeito foi estruturado entre 2014 e 2015, pela ex-secretária de governo e pelo marido dela, ex-assessor municipal que atuava na tesouraria. O casal teria aliciado outro ex-assessor que atuava no setor de compras da Prefeitura.

Após se associarem, os três foram nomeados para ocupar cargos estratégicos no serviço municipal, de modo a possibilitar a operacionalização do esquema e atuarem diretamente no desvio de recursos do município.

Inicialmente, o grupo articulou os desvios por meio da contratação de serviços de transportes por van, que não eram executados. Para tanto, o primo da ex-assessora de governo e a esposa dele, sócios de uma empresa de transportes, se associaram ao grupo para atuar no esquema criminoso.

Posteriormente, o filho deles também passou a integrar o grupo, recebendo valores por serviços não prestados à Prefeitura. O nome dele também era usado pelo pai para abertura de uma empresa para concorrer a licitações públicas. As investigações apontam, contudo, que o filho tinha envolvimento voluntário com o esquema.

“Os crimes cometidos pelo filho do casal investigado na Operação ‘Malebolge’ tira recursos municipais que poderiam proporcionar aos filhos das famílias menos abastadas, melhores condições de educação, saúde, assistência social, enfim, condições mais dignas como preconiza a nossa Constituição”, afirmou.
— Renato Alcino

A Polícia apurou também o envolvimento de um contador no grupo. Ele era responsável por intermediar as operações ilegais da família proprietária da empresa de transportes, de modo a dar aparência de legitimidade aos recursos que eram desviados da Prefeitura.

“Existem provas que revelam que a chefe da quadrilha estava utilizando a estrutura da Prefeitura, além de servidores que aderiram ao projeto, para angariar apoio político e conseguir votos para o próximo pleito eleitoral. É lamentável o que tem sido descoberto em detrimento da comunidade araxaense, em matérias sensíveis, como saúde e assistência social”.
— Renato Alcino
Por: G1.

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