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Joice Hasselmann terá que depor na CPI das fake news sobre ‘milícias digitais’

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Marcelo Camargo / Agência Brasil

Parlamentares petistas convidaram a deputada Joice Hasselmann para prestar esclarecimentos sobre ‘milícias digitais’ na CPI das fake news.

A deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) foi convidada por um grupo de parlamentares do Partido dos Trabalhadores (PT) para esclarecer, diante da CPI das fake news , a postagem na qual ela diz não ter medo da ‘milícia digital’ bolsonarista. 

À coluna de Mônica Bérgamo, da Folha de São Paulo, a parlamentar disse que tem ‘coisas mais importantes para resolver’ e que não está preocupada com o convite. 

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O convite surgiu a partir de depoimentos de Joice em suas redes sociais sobre supostas milícias virtuais. ‘Não tenho medo da milícia, nem de robôs! Meus seguidores são de verdade, orgânicos. E não se esqueçam que eu sei quem vocês são e o que fizeram no verão passado’, escreveu a deputada em sua conta oficial do twitter na última sexta-feira (18). A postagem foi feita em resposta a uma montagem feita com o rosto de Hasselmann em uma nota de R$ 3. 

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O filho do presidente Jair Bolsonaro , deputado Eduardo Bolsonaro , foi o responsável pela imagem. Além da postagem no twitter, Joice disse que Eduardo ‘não consegue nada sozinho’, se referindo à liderança do PSL na Câmara, até então aprovada para que o Delegado Waldir comandasse. 

Nesta segunda-feira (21), no entanto, ficou decretado que Eduardo Bolsonaro seria o líder do PSL na Câmara dos Deputados. Uma nova lista foi protocolada para tornar o filho do presidente o novo ocupante do cargo.

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Após ser alvo de representação, Kajuru desafia Flávio no Conselho de Ética

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Senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) divulgou áudio de conversa com Bolsonaro
Edilson Rodrigues/Agência Senado

Senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) divulgou áudio de conversa com Bolsonaro

Após ser representado pelo senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no Conselho de Ética nesta segunda-feira (12), o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) disse que desafia o filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a um escrutínio do colegiado. Flávio é investigado no inquérito das “rachadinhas”, que apura um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro no gabinete do parlamentar na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Kajuru disse que riu ao saber da representação de Flávio Bolsonaro no Conselho de Ética . O filho do presidente alegou que o colega de Senado teve uma “conduta imoral” ao gravar Bolsonaro sem consentimento e divulgar o áudio em que ele falava sobre a criação da CPI da pandemia .

“Eu ri, eu ri, o que posso fazer? Nessa hora, você tem que rir. Para mim, foi motivo de dar risada logo ele, entre 81 senadores, o que me representa no Conselho de Ética é quem exatamente deveria estar no Conselho de Ética? Porque eu nunca fui acusado de crime. Nenhuma esfera da Justiça nunca me denunciou por nada, nem na minha vida jornalística, nem na minha vida política. A Polícia Federal nunca foi na minha casa às 6h30 da manhã, eu nunca fui manchete negativa do Jornal Nacional. Eu fiz um convite a ele: Já que ele me quer no conselho de ética, eu também faço o mesmo convite: vamos juntos, vamos ver se você tem coragem de ir lá e explicar uma denúncia grave contra você”, disse Kajuru.

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O senador reafirmou que está tranquilo sobre a apuração do Conselho de Ética e colocou a quebra do sigilo telefônico à disposição.

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“Ele (Bolsonaro) não só sabia (que estava sendo gravado) como respondeu pra mim: ‘Kajuru, não tenho nada a esconder’, quando comuniquei a ele que ia para o ar às 12h40. Pode abrir o sigilo telefônico dos dois. Vamos ver quem está falando a verdade. Estou tranquilíssimo, consciência limpa, fiz a minha missão e a cumpri de forma completamente honesta e indiscutível e insofismável”, disse.

Kajuru minimizou o fato de o Cidadania convidá-lo a deixar o partido. O senador disse que partiu dele a sinalização que abandonaria da legenda por divergir da cúpula. Kajuru disse que é independente e negocia sua ida para o Podemos.

“Eu os avisei hoje cedo. Há três meses estou acertando com o senador Álvaro Dias para ir para o Podemos. Eu só continuei no Cidadania por respeito por admiração ao Alessandro (Vieira, senador), a Eliziane (Gama, senadora) e ao carinho do Roberto Freire, mas eu não sou obrigado a concordar com tudo o que o Roberto Freire quer. Quando eu vi que tinha gente do partido contra a CPI (que inclui Estados e municípios) eu me decepcionei, acabou o casamento. Com o acontecimento de hoje, eu me antecipei: podem me expulsar, fazer o que quiser, eu não estou nem aí. Quero ir para o Podemos”, disse Kajuru. “Eu fiquei feliz. Foi a melhor notícia da minha vida hoje foi essa. Estou livre para ir para o partido que eu quero”, completou.

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