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Ingresso de Lindbergh na executiva do PT expõe batalha por recursos

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Lindbergh Farias
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Lindbergh Farias

A controvérsia em torno da troca de um membro da executiva nacional do partido expôs a disputa interna no PT pela divisão do dinheiro do fundo eleitoral. A legenda terá direito este ano a R$ 500 milhões de recursos públicos para financiar campanhas, a segunda maior quantia entre todas as siglas, atrás apenas do União Brasil, que ficará com R$ 776,5 milhões.

Em carta enviada na quarta-feira à presidente da sigla, Gleisi Hoffmann, o deputado federal Paulo Teixeira (SP), atual secretário-geral, segundo cargo mais importante no comando do partido, solicita afastamento temporário da executiva nacional em razão das atribuições que exercerá na coordenação da campanha presidencial de Lula. Para substituí-lo, o parlamentar indicou o vereador do Rio e ex-senador Lindbergh Farias. Os dois são da mesma corrente interna, a Resistência Socialista.

Integrantes da CNB, a corrente majoritária petista, argumentam, no entanto, que a troca é apenas uma manobra para que Lindbergh, pré-candidato a deputado federal, possa receber o teto de recursos definido pela direção da legenda para quem vai disputar vaga na Câmara.

Em 2018, os integrantes da executiva nacional petista que se lançaram candidatos tiveram direito à mesma quantia destinada aos então deputados que tentavam a reeleição. A equiparação ainda não foi aprovada para este ano, mas há uma articulação nesse sentido. Os atuais deputados devem receber do partido R$ 2 milhões cada. Em 2018, o valor foi de R$ 900 mil.

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Três integrantes da executiva e da CNB são candidatos a deputado: a tesoureira, Gleide Andrade (MG); o secretário de comunicação, Jilmar Tatto (SP); e o ex-prefeito de Maricá (RJ) Washington Quaquá, um dos vice-presidentes da legenda.

Quaquá tem um histórico de embates com Lindbergh no PT fluminense, inclusive nas articulações para a atual eleição estadual. O primeiro já defendeu que o partido adotasse palanques múltiplos no estado e que Lula tivesse campanha casada até com o governador Cláudio Castro (PL). E o ex-senador foi um dos principais articuladores da aliança com Marcelo Freixo (PSB).

O ex-prefeito de Maricá ressaltou que a troca na executiva nacional ainda precisa ser aprovada pelo diretório nacional e apresentou um argumento contrário:

“Isso abre precedente para todas as correntes fazerem trocas e beneficiarem seus candidatos.”

Paulo Teixeira, por ser deputado, já tem direito aos R$ 2 milhões, estando ou não na executiva. Lideranças petistas afirmam que o deputado paulista, que atuará na coordenação jurídica da campanha de Lula, não teria motivo algum para se afastar das suas funções no partido. Gleisi, por exemplo, é a coordenadora-geral da campanha presidencial e continua na executiva.

Na carta, inclusive, Teixeira diz que continuará a exercer as tarefas da secretaria-geral. Deixará apenas de participar e votar nas reuniões da executiva, órgão que delibera sobre questões do dia a dia do partido.

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Puxador de votos

Reservadamente, militantes da Resistência Socialista dizem que a troca foi feita de propósito para abrir espaço para a contestação da equiparação entre dirigentes partidários e os atuais deputados. Há ainda uma reivindicação para que Lindbergh tenha direito a uma fatia de recursos do fundo eleitoral semelhante à dos parlamentares federais por já ter sido senador, o que lhe credenciaria como um puxador de votos no Rio.

O diretório nacional do PT aprovou no fim de junho que os candidatos homens a deputado receberão no total R$ 148 milhões — o valor é separado das postulantes mulheres porque a Justiça Eleitoral determina uma reserva de recursos para candidaturas femininas. Se todos os atuais 48 parlamentares homens tentarem a reeleição, eles ficarão com quase R$ 100 milhões. O restante iria para os postulantes que não ocupam cadeiras na Câmara atualmente.

Paulo Teixeira e Lindbergh não comentaram.

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Fonte: IG Política

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Flow: Bolsonaro volta a defender remédios ineficazes contra a Covid-19

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Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast
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Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast

Em entrevista ao podcast “Flow”, o  presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que “o Brasil é o país com menos sofreu com a Covid-19” logo no início da conversa. Hoje, o país ultrapassa o número de 680 mil mortes por conta do coronavírus. O candidato à Presidência também questionou a imunização contra a doença e voltou a defender os medicamentos ineficazes.

O mandatário ainda admitiu ter recebido orientações para evitar o assunto para perder eleitores, mas disse não se importar e que prefere dizer “a verdade”, segundo ele.

Apesar da fala de Bolsonaro, pesquisas mostram a queda no número de mortes acompanham o avanço da vacinação. Ele ainda disse que preferiu não se vacinar contra a Covid-19, embora tenha imposto sigilo de cem anos em sua carteira de vacinação.

“O pessoal me recomenda: ‘não toque nesse assunto’. Poxa, eu tenho que valar a verdade para o pessoal. Não quer votar mais em mim, lamento, né, posso fazer o quê? Eu tenho que falar a verdade”, disse o presidente.

Enquanto Bolsonaro falava sobre a questão da pandemia durante a entrevista, o programa exibido pela plataforma Youtube, destacava na legenda: “Lembre-se de pesquisar tudo o que foi dito neste programa”.

“Eu não tomei vacina. Me recomendaram até a tomar uma água destilada. Eu não vou. Posso enganar a você, mas não vou enganar a mim. Influencia alguns (a não tomar a vacina). Não é que a minha palavra tá valendo, eles foram ler a bula”, disse.

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Bolsonaro citou estudos de Israel que apontam a perda de eficácia da vacina da Pfizer. Entretanto, a aplicação da quarta dose para adultos acima de 40 anos, imunossuprimidos e profissionais de saúde quatro meses após a terceira dose, é recomendada pelo Ministério da Saúde.

Apesar das críticas, Bolsonaro disse que as doses de vacina contra o coronavírus seguirão sendo disponibilizadas:

“Tem gente que quer tomar a terceira, quarta dose. Sem problema nenhum, enquanto quiser tomar, vamos dar a vacina. Agora, respeite quem não quer tomar a vacina”, disse.

Ademais, o presidente  voltou a defender medicamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid-19, como a hidroxicloroquina.

“Eu acho que deviam tomar. Eu tomei e fiquei bem, 90% tomaram e tão bem”.

Bolsonaro ainda diz que a “liberdade médica” foi cassada durante a pandemia.

“O meu ministro da saúde, o tal do Mandetta, ele fez um protocolo e quem tava com Covid ia pra casa e quando sentia falta de ar, ia para o hospital. Aí eu falei ‘ vai pro hospital fazer o que? Ser intubado?’. Por que você não garante a liberdade do médico de clinicar seu paciente? Porque o médico sabe disso. Se chega alguém que tá passando mal que pode morrer, ele pode receitar alguma coisa em comum acordo com o paciente ou com a família”.

O Chefe do Estado também comentou sobre a questão do contrato da Pfizer ter chegado no Brasil e ele não ter aceitado prontamente, questão tratada durante a CPI da Covid, onde foi divulgado que 101 e-mails com ofertas de venda e reforço da disponibilidade das doses foram ignorados pelo governo brasileiro, o que poderia ter adiantado o  início da vacinação no Brasil.

Bolsonaro justificou que a oferta chegou em maio de 2020 e não aceitou, pois, segundo ele, a farmacêutica não se responsabilizava pelos efeitos colaterais.

“Me acusam de não ter comprado vacina. Li o contrato da Pfizer e tava escrito: “Não nos responsabilizamos pelos efeitos colaterais”. Falei não, pô”.

Antes de estar disponível para o cidadão, qualquer vacina ou medicamento passa primeiramente pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A agência avalia os estudos de eficácia da vacina, ou seja, quanto que ela funciona, e os estudos de segurança, isto é, as reações adversas, efeitos colaterais e problemas observados nas pessoas que se vacinaram. Ou seja, é verdade que as empresas não se responsabilizam pelos possíveis efeitos colaterais, mas ela dispõe de dados, resultados e acompanhamentos para que uma agência de saúde possa aprovar ou não um imunizante com segurança. Se aprovado, é porque a vacina tem sua segurança cientificamente comprovada.

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Fonte: IG Política

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