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EDUCAÇÃO

Inep pode usar fotos para identificar particiantes do Enem em 2020

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O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) quer usar imagens para reconhecer os participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir do ano que vem. A ideia, segundo o presidente do Inep, Alexandre Lopes, é que os estudantes forneçam sua foto na hora de fazer a inscrição e que a imagem seja usada para a verificação da identidade na hora da aplicação dp teste. 

Atualmente, os estudantes apresentam um documento oficial original com foto e é feita a coleta da digital dos participantes. “Tem documento em que, às vezes, a foto não está boa, ou é antiga. Então, coletando a foto no ato da inscrição, a gente pode fazer a verificação da identidade dele [participante] de forma eletrônica. A ideia é a gente avançar na questão da identificação do aluno, facilitando a identificação”, disse Lopes.

O envio de imagens foi feito neste ano de forma optativa. De acordo com Lopes, na hora da inscrição, os participantes podiam enviar uma foto que os identificasse. O envio pode se tornar obrigatório a partir do ano que vem.

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Neste ano, o Inep não usará as imagens para identificação: as fotos enviadas servirão para testar os programas de identificação e de captação de imagem, explicou Lopes.

Ele disse que o Inep pretende expandir o uso de fotos para os demais exames aplicados pela autarquia e que, para isso, pedirá autorização dos participantes. O uso das fotos será restrito ao exame em questão.

De acordo com o presidente do Inep, a ferramenta pode ajudar na identificação dos participantes também na versão digital do Enem. “Com a aplicação do Enem digital, com a digitalização dos exames, a gente pode fazer a comparação da foto e coletar a digital eletronicamente, para não ter que ficar só sujando o dedinho do aluno.”

O Enem digital começa a ser aplicado em 2020, em fase piloto. A previsão do governo é abandonar as versões impressas em 2026.

O Exame Nacional do Ensino Médio é aplicado anualmente pelo Inep para estudantes de todo o país. O resultado do exame pode ser usado para o ingresso em universidades públicas por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para concorrer a bolsas de estudo em instituições privadas de ensino superior pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para obter financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). 

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Além do Enem, o Inep é responsável por exames como o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), pelo Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) e pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).  

Edição: Nádia Franco

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EDUCAÇÃO

Após circular do MEC, UFMA projeta corte de até R$ 20 milhões no orçamento para 2021

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O reitor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Natalino Salgado, informou ao G1 nesta segunda-feira (10), que a instituição recebeu uma circular do Ministério da Educação (MEC) projetando um corte de verba de 18% a 24% no orçamento para 2021.

“Essa é uma normativa que nós ainda não recebemos oficialmente, mas vamos receber. Estão [MEC] mandando uma circular para todas as universidades”, afirmou Natalino.

Cidade Universitária da UFMA, em São Luís — Foto: De Jesus/O Estado

Cidade Universitária da UFMA, em São Luís — Foto: De Jesus/O Estado

Na UFMA, a estimativa é que o corte pode chegar a R$ 20 milhões e deve afetar todos os setores da universidade. Porém, o cronograma de 2020 será mantido. A retomada das aulas presenciais será a partir do dia 14 de setembro, após seis meses de atividades paralisadas por conta da pandemia de Covid-19.

“A minha equipe de planejamento já está se preparando e fazendo um planejamento. Mas a projeção é do corte ser acima de 20% e próximo de 24%. Todas as universidades vão ser afetadas, umas mais, outras menos. Afeta o pagamento de funcionários, bolsas, investimentos, obras… afeta tudo”, declarou o reitor.

Redução na Bahia

Nesta segunda (10), o reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), João Carlos Salles, já havia informado que a instituição terá um corte de verba de 18,32% na Proposta de Lei Orçamentária Anual (Ploa) para 2021. Segundo Salles, isso significa R$ 30 milhões a menos para a instituição, na comparação com o orçamento deste ano.

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O reitor contou que o corte determinado pelo Ministério da Educação (MEC) foi informado na última semana.

“Houve uma reunião do ministro com a associação nacional, que passou esses valores, e depois foi concretizado pelo sistema de gestão das federais. Fomos informados pelo sistema acerca desse corte”, contou Salles.

Em nota, o MEC informou que, “em razão da crise econômica em consequência da pandemia do novo coronavírus, a administração pública terá que lidar com uma redução no orçamento para 2021, o que exigirá um esforço adicional na otimização dos recursos públicos e na priorização das despesas”.

Por: G1

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