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Indicador de Consumo de Bens Industriais cresce 0,6% em janeiro

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O Indicador de Consumo Aparente de Bens Industriais registrou crescimento de 0,6% em janeiro em relação a dezembro, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A pesquisa mostra, no entanto, que enquanto a produção interna dirigida ao mercado nacional aumentou 0,9% em janeiro, a importação de bens industriais caiu 3,6% no mesmo período.

Na comparação com janeiro de 2020, o indicador que mede a demanda interna por bens industriais, por meio da produção industrial interna não exportada, acrescida das importações, evoluiu positivamente 1,5%. Já a variação acumulada em 12 meses apresentou queda de 5,8%. O resultado do trimestre móvel encerrado em janeiro aumentou 6,6% na margem do consumo aparente. Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve alta de 6%. Para a produção industrial, foi detectada baixa de 4,2%.

Segundo o Ipea, os resultados de janeiro não foram homogêneos entre as grandes categorias econômicas. Os segmentos de bens duráveis e intermediários subiram, respectivamente, 3,1% e 0,7%, mas, em contrapartida, a demanda por bens de capital, que é um dos componentes do investimento, experimentou redução de 28%. Apesar disso, na comparação com janeiro do ano passado, a categoria apresentou alta de 10,4%.

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Em termos das classes de produção, a pesquisa do Ipea indica que a indústria de transformação apresentou desaceleração, com expansão de 0,4% em relação a dezembro, contra alta de 3,3% no período anterior. Já a indústria extrativa mineral foi ampliada em 17,4%. 

Outros segmentos com crescimento foram os de celulose (2,4%) e couro (2,1%). Na comparação com janeiro de 2020, destacaram-se os segmentos de metais e metalurgia, com altas de 19,6% e 16,3%, respectivamente, apontou o Ipea.

*Título alterado às 18h50 para corrigir informação. O correto é 0,6%.

Edição: Fernando Fraga

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Bares e casas noturnas de SP fazem vaquinha para sobreviver à pandemia

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As casas noturnas tradicionais de São Paulo estão sendo impactadas diretamente pela falta de público devido ao isolamento social por causa da pandemia da covid-19. Muitos restaurantes se dedicaram à entrega de comida, mas no caso de bares e casas noturnas, que tinham os drinks e a pista de dança – que gera aglomeração de pessoas – como atrações principais, entregar comida e bebida não paga as contas. Alguns estabelecimentos criaram vaquinhas virtuais [modo online de arrecadar fundos] em troca de vouchers ou prêmios, e contam com a fidelidade dos clientes que frequentavam os locais para tentar sobreviver, e talvez abrir as portas quando a pandemia amenizar.

Um dos bares paulistanos que aderiu à vaquinha virtual é o Alberta #3, onde funciona, há mais de uma década, uma das pistas subterrâneas mais conhecidas do centro de São Paulo. No início de abril, o local lançou uma campanha para arrecadar R$ 93 mil. Quem ajudar com a vaquinha tem, como recompensa, vouchers em sorteios de itens que decoram o mezanino e outros presentes, que serão entregues na casa dos doadores.

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Após anunciar o fechamento das portas, o bar de samba e de choro da Vila Madalena Ó do Borogodó, na zona oeste de São Paulo, lançou uma vaquinha online para manter o espaço aberto. 

Em funcionamento há cerca de 52 anos no município de São Paulo, o Bar do Alemão encara a pandemia entregando comida. Mas também lançou seu pedido de ajuda financeira na internet.

A Casa de Francisca é um espaço sócio-cultural que desde 2006 cultiva curadoria voltada ao comprometimento artístico e a diversidade musical. Funciona no Palacete Teresa, patrimônio histórico no centro de São Paulo. O estabelecimento anunciou seu fechamento em março, mas por meio do financiamento coletivo no site Apoia.se vai tentar se reerguer após a fase emergencial em São Paulo. 

Não é somente as casas noturnas paulistas que clamam por ajuda dos clientes e amigos. A reportagem da Agência Brasil verificou que só no site vakinha.com.br centenas de bares por todo o Brasil criaram vaquinhas para poder ajudar a amenizar as contas dos locais. O site de financiamento coletivo Abaca$hi também tem espaço para os bares lançarem seus pedidos de contribuição aos clientes. Com a hastag  #AjudeoSeuBarLocal, os estabelecimentos oferecem brindes aos clientes quando os bares abrirem as portas novamente.

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Edição: Fernando Fraga

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