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'Com certeza esse 13º não será pago tão cedo', diz Romeu Zema sobre abono de 2018

'Com certeza esse 13º não será pago tão cedo', diz Romeu Zema sobre abono de 2018

O governador Romeu Zema (Novo) afirmou nesta quarta-feira que ainda não sabe quando pagará o 13º salário do funcionalismo público. Os servidores não receberam o abono de Natal do ano passado, estimado em R$ 2,1 bilhões. O então governador Fernando Pimentel (PT) alegou falta de recurso em caixa para quitar a folha. 

“Sabemos que a situação de Minas é extremamente delicada. É um estado que está falido, e com certeza esse 13º não será pago tão cedo. Não que nós não gostariamos de fazer isso, mas por impossibilidade”, disse o governador, em entrevista ao telejornal Bom dia Minas, da Rede Globo.

Zema disse ainda que “lamenta” a situação, mas terá que priorizar as situações “mais graves”, como o não pagamento de salário para professores da rede municipal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, onde estão os municípios mais pobres e dependentes dos recursos do estado. 

O ex-governador Fernando Pimentel (PT) deixou uma dívida de R$ 11,4 bilhões com as prefeituras, referentes ao repasse de ICMS, IPVA, transporte escolar e saúde. Diante da falta de caixa, várias prefeituras estão atrasando salários e o 13º dos funcionários.

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“Vamos ter que priorizar aquilo que é mais grave. E não é uma decisão fácil. Lamento muito, mas com certeza vamos encontrar só aranha, escorpião e casvável com muito veneno. Mas com o tempo e muito trabalho nós vamos regularizar isso”, disse Zema, referindo-se ao “baú” da gestão anterior que começou a ser aberto hoje. 

Salários

Sobre o parcelamento do salário do funcionalismo – que vem ocorrendo desde janeiro de 2016 –, Romeu Zema disse que a equipe econômica vai se empenhar para reduzir as escalas até que tudo possa ser pago no quinto dia útil, conforme determina a legislação. Mas admitiu que “vai levar um tempo”. 

No entanto, creditou a melhoria das finanças do estado a uma renegociação da dívida de Minas com o governador federal, atualmente estimada em torno de R$ 100 milhões.

“Se esse projeto for analisado, penso que conseguiremos fazê-lo até meados do ano, que vai dar um alívio de caixa muito expressivo para o estado”, completou. 

Durante a campanha eleitoral, o então candidato chegou a registrar em cartório um documento dizendo que ele, o vice Paulo Brant (Novo) e todo o secretariado ficariam sem salário até que todos os servidores estejam com o vencimento em dia. No entanto, segundo ele, foram informados que por lei todos serão obrigados a receber o salário. 

 De acordo com Zema, o valor creditado na conta dele será doado para instituições de caridade. A primeira a ser beneficiada com o valor será a Apae de Maravilhas, cidade que ele visitou durante a campanha eleitoral. Sobre a equipe, ele disse que o vice e os secretários não têm a “obrigação” de fazer o mesmo. 

O governador recebe mensalmente R$ 10,5 mil. Vice-governador e secretários têm um vencimento de R$ 10 mil. 
Fonte: Estado de Minas

 

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