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Donos de peixarias financiavam pesca ilegal em lago de usina no Rio Grande, em Colômbia, SP, diz PF

Donos de peixarias foram presos nesta terça-feira (11) suspeitos de financiar a pesca predatória no lago da Usina Hidrelétrica de Porto Colômbia, entre Colômbia (SP) e Planura (MG). As cinco prisões foram feitas por agentes da Polícia Federal (PF) e da Polícia Militar Ambiental no âmbito da Operação Rio Grande, deflagrada nesta manhã.

A força-tarefa apreendeu uma tonelada de peixes em Colômbia, além de 50 quilômetros de redes, barcos e motores. Segundo a PF, a carne será doada ao Hospital de Câncer de Barretos (SP).

Apuração conjunta

As investigações tiveram início no final de 2014 após a Polícia Militar Ambiental apresentar indícios de crime ao longo da barragem. Moradores fizeram várias denúncias sobre a ação da quadrilha formada por pescadores aliciados por donos de peixarias. Equipados com barcos e motores potentes, eles atuavam na pesca ilegal no Rio Grande.

“O financiamento consiste principalmente no fornecimento de materiais, como embarcações, motores, combustíveis, redes e outros apetrechos de pesca para que os pescadores lograssem êxito na retirada dos peixes”, afirma o delegado a Polícia Federal Guilherme Biagi.

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De acordo com Biagi, o local concentra uma fauna aquática diversa, principalmente na época da piracema, período de maior concentração de peixes durante a reprodução.

“Se a forma de pesca prosseguisse como vinha ocorrendo naquela região, em alguns anos, o dano ambiental seria irreversível. As futuras gerações não teriam peixes naquela região”, afirma.

Ação da quadrilha

A investigação apontou que as peixarias beneficiavam o pescado e distribuíam para mercados em cidades de São Paulo e Minas Gerais. A descoberta, no entanto, ainda é alvo de apuração da PF.

Segundo Biagi, a quadrilha contava até mesmo com olheiros, que alertavam os criminosos sobre a aproximação da polícia.

“A cidade é muito pequena e qualquer movimentação da polícia era facilmente observada pelos olheiros. Eles pescavam à noite para dificultar o trabalho de fiscalização. Normalmente, vinham duas ou mais embarcações, o que facilitava a fuga deles.”

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De acordo com o major da PM Ambiental Olivaldi Azevedo, a quantidade de redes apreendida estendida daria para ligar as cidades que fazem a divisa na região. Também foram lavrados 37 autos de infração no valor de R$ 30 mil.

“Apreendemos 112 tarrafas, dez embarcações, 12 motores de popa. Um deles nos salta os olhos pela potência. Em razão do barco em que ele estava acoplado, seria impossível persegui-lo, uma embarcação pequena com motor 90”, afirma.

A PF informou que seis pessoas são consideradas foragidas. No momento das prisões na manhã desta terça-feira, algumas delas não foram encontradas porque estavam praticando a pesca ilegal. Caso os suspeitos não se apresentem, poderão ter a ordem de prisão temporária convertida em preventiva.

Por G1

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