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Polícia desarticula esquema de adulteração de carteiras de estudante; 24 mil documentos falsos foram distribuídos pelo país

Polícia desarticula esquema de adulteração de carteiras de estudante; 24 mil documentos falsos foram distribuídos pelo país

A Polícia Civil em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, desarticulou um esquema de falsificação de carteiras estudantis.

O delegado Luiz Mauro Sampaio informou nesta terça-feira (15) que investigações mostraram que na cidade já foram feitas mais de 24 mil carteiras estudantis para pessoas que estão fora de escolas ou cursos.

De acordo com a Polícia Civil, durante a Operação "Terceiro Grau", foram apreendidos duas impressoras e um computador utilizados para a prática do crime, 1.147 carteiras falsas prontas para serem entregues e outras 754 carteiras em branco, que poderiam ser utilizadas para novas adulterações em três casas e três estabelecimentos comerciais de Patos de Minas.

O delegado disse que cinco pessoas foram ouvidas e liberadas. A polícia agora trabalha para identificar mais envolvidos no caso, além de pessoas que compravam esse documento falso, que era vendido na cidade por R$ 30.

"O número é surpreende e o que assusta mais ainda é o risco que correm essas pessoas que compram essas carteiras ao fornecerem dados para estelionatários e falsificadores. Quem utiliza indevidamente documentos falsos está sujeito a prisão em flagrante delito, sem direito a fiança", explicou Sampaio.

Uma das pessoas ouvidas por suspeita de estar envolvida com os crimes é ligada à União Nacional dos Estudantes (UNE). O G1 entrou em contato com a instituição, que comunicou em nota que a informação de que um dos integrantes do grupo fraudador seria membro da UNE causa perplexidade.

"A UNE fará o que estiver ao seu alcance para elucidar o caso e deseja que esta ação policial seja um exemplo, que se espalhe para outras localidades em que houver atuação de fraudadores. A instituição atua de forma enérgica contra a emissão fraudulenta de carteiras estudantis, por meio de parcerias com órgãos fiscalizadores como o Procon, instituições educacionais e estabelecimentos comerciais", diz o texto.

 

A polícia explicou que quem compra e utiliza carteiras estudantis falsas comete crime de falsidade ideológica e estelionato. Quem falsifica o documento pode responder por adulteração de documento e falsidade ideológica.

 

Mais de 20 mil carteiras estudantis foram localizadas (Foto: Polícia Civil/Divulgação)
 
Fonte: G1
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