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Alunos do Sesi de Americana buscam bicampeonato no mundial de robótica nos EUA

Alunos do Sesi de Americana buscam bicampeonato no mundial de robótica nos EUA

A equipe Red Rabbit do Sesi de Americana (SP), que é a atual campeã da First Lego League World Festival, considerada a Copa do Mundo da Robótica, tenta o bicampeonato entre os dias 17 e 20 de abril, em Houston, nos Estados Unidos.

Nesta temporada, eles desenvolveram o projeto "Em Órbita", que reduz a radiação de medicamentos no espaço por meio de um mini container. Este projeto desafiou os estudantes a pesquisar sobre questões relacionadas a viver e viajar ao espaço.

Prêmio em 2018

No ano passado, a Red Rabbit venceu o torneio com um trabalho que garante aos idosos de asilos o consumo ideal de água por dia. Os integrantes da equipe desenvolveram uma pulseira que funciona em conjunto com um aplicativo para monitorar a quantidade de água ingerida.

'Em órbita'

Os alunos começaram a trabalhar no projeto “Em Órbita” em agosto de 2018, de acordo com o calendário norte-americano, e quando o tema é divulgado naquele país.

Segundo o técnico da equipe de Americana, Denis Rodrigo Santana, assim que o tema foi divulgado, os estudantes adiantaram as pesquisas e o chamado brainstorming, que são as ideias apresentadas em conjunto, para identificar um problema relevante para desenvolver o projeto.

''Quando sai a temporada, a equipe desenvolve as pesquisas e os robôs. São quatro critérios de avaliação para serem classificados [Campeonato Mundial]. Então, os alunos já focam neste primeiro critério, que é o robô'', diz o técnico da equipe.

Os quatro principais critérios são: brainstorming, design do robô a ser desenvolvido, desafio do robô (quando a equipe tem de cumprir missões com o equipamento) e avaliação do trabalho em equipe.

Conhecimentos

Para a estudante Rafaela Chiareli Cardozo, o projeto proporciona conhecimentos muito além da robótica.

''Vimos que algo que afeta muito a atividade espacial é a radiação em vários fatores. Então, decidimos trabalhar especificamente com medicamentos. Eu não sabia o tanto que a radiação pode afetar os medicamentos. Até mesmo os de farmácias, em longo prazo, expostos às lâmpadas'', conta.

Investimento

De acordo com o treinador, o torneio abrange escolas estaduais e particulares, além das equipes chamadas de garagem, que são aqueles grupos de pessoas que se unem para participar. Todos podem se inscrever.

''Nós do Sesi temos 150 equipes dentro do estado de São Paulo, e a instituição custeia todas as nossas atividades'', diz Denis.

A Nasa pode usar no futuro?

A equipe criou um mini container , que tem uma liga metálica que a Nasa, agência espacial norte-americana- usa para evitar a degradação de parafusos e peças importantes levadas ao espaço.

Durante o desenvolvimento, a equipe fez uma apresentação e compartilhou o projeto com uma funcionária da Nasa.

''Ela mandou um vídeo para os alunos, mostrando onde são armazenados os medicamentos atualmente, uma bolsa comum. E nós enviamos o nosso projeto. Percebemos que um protótipo não iria dar liga, uma fusão com os metais, e entramos em contato com uma empresa da cidade para fazer um protótipo que dê a liga necessária''.

Experiência e Gratidão

A Red Rabbit, que é composta por dez integrantes, tem oito alunos do Sesi de Americana, um técnico e uma mentora. Cinco dos estudantes já participaram e ganharam o Mundial de 2018. Os três novos integrantes, segundo o professor, vieram com vontade de aprender.

''O grupo teve uma grande renovação neste ano. Entraram alunos de 11 e 12 anos com muita vontade de aprender. E, vejo como ponto positivo, embora tenhamos cinco alunos que já participaram no ano passado. Eles não eram os protagonistas'', aponta Santana.

Conheça a Red Rabbit:

Vitória Luiza do Santos Vanderlei - 11 anos

Ottavio Tancredi da Silva - 12 anos

Felipe Margutti Soares da Silva - 12 anos

Luisa Beatriz Bozelli - 13 anos

Luigi Fagundes Kühnrich - 14 anos

Rafaela Chiareli Cardozo - 15 anos

Matheus Jorge Rosa - 16 anos

Ana Yukari Tsutsumi - 16 anos

Denis Rodrigo Santana - 32 anos, analista de suporte em informática e técnico

Edvania Guimarães Carvalho - 46 anos, diretora do Sesi de Americana e mentora

Segundo a aluna Rafaela Chiareli Cardozo, que já participou do campeonato mundial, é muito gratificante saber que todo trabalho da equipe valeu.

‘’É muito bom participar de todo esse desenvolvimento porque a gente aprende muita coisa na robótica, tanto no robô, quanto na pesquisa. Por exemplo, no robô, aprendemos muitos conceitos técnicos que a gente pode utilizar mais pra frente na escola e na faculdade’’.

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Fonte: G1

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