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Depósitos na poupança superam saques em R$ 1,8 bilhão em março, diz Banco Central

Depósitos na poupança superam saques em R$ 1,8 bilhão em março, diz Banco Central

Banco Central informou nesta quinta-feira (4) que em março os depósitos na caderneta de poupança superaram os saques em R$ 1,852 bilhão.

Esta é a primeira vez neste ano que os depósitos superaram os saques. Em janeiro e em fevereiro, informou o BC, a retirada de dinheiro foi superior à entrada.

Conforme os dados do Banco Central, na comparação entre março deste ano e março do ano passado, houve queda no saldo da modalidade de investimentos. Em março de 2018, a diferença entre depósitos e saques foi de R$ 3,977 bilhões.

Ainda de acordo com dados do BC, a chamada retirada líquida de recursos da modalidade de investimentos (ou seja, saques acima dos depósitos) foi de R$ 13,4 bilhões no primeiro trimestre deste ano, maior resultado para o período desde 2017, quando o saldo foi de R$ 17,401 bilhões.

Segundo o Banco Central, os depósitos superaram os saques em R$ 38,2 bilhões em 2018.

Volume total de recursos

Conforme o BC, o estoque dos valores depositados, ou seja, o volume total aplicado, registrou aumento em março.

Em fevereiro de 2019, o saldo da poupança estava em R$ 787,933 bilhões. Em março, passou para R$ 792,790 bilhões.

Além dos depósitos e dos saques, os rendimentos creditados nas contas dos poupadores também são contabilizados no estoque da poupança. Em março deste ano, os rendimentos somaram R$ 3,003 bilhões.

Atratividade da poupança

Com a queda dos juros básicos da economia registrada até março de 2018 e a manutenção desde então da taxa Selic na mínima histórica de 6,5% ao ano, a caderneta de poupança passou a render menos.

Pela norma em vigor, há corte no rendimento da poupança sempre que a taxa Selic estiver abaixo de 8,5% ao ano. Nessa situação, a correção anual das cadernetas fica limitada a 70% da Selic, mais a Taxa Referencial, calculada pelo BC.

Com a taxa Selic atualmente em 6,5% ao ano, a remuneração da poupança está hoje em 4,55% ao ano, mais Taxa Referencial.

Mas a queda de rendimento afeta também as aplicações conhecidas como pré-fixadas, que têm por base a Selic.

Segundo cálculos da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a poupança continuará sendo uma "excelente opção de investimento, principalmente sobre os fundos cujas taxas de administração sejam superiores a 1% ao ano".

Analistas avaliam que o Tesouro Direto, programa que permite a pessoas físicas comprar títulos públicos pela internet, via banco ou corretora, sem necessidade de aplicar em um fundo de investimentos, também pode ser uma boa opção para os investidores. O programa tem atraído o interesse de aplicadores nos últimos anos.

Além disso, outras aplicações financeiras também têm registrado performance melhor do que a poupança. No ano passado, por exemplo, ouro e dólar foram os melhores investimentos. A poupança ficou na décima colocação.

 

Fonte: G1

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