Menu

Grupo de Lima se reúne em Bogotá para discutir crise na Venezuela

Grupo de Lima se reúne em Bogotá para discutir crise na Venezuela

 

Um novo encontro com representantes do Grupo de Lima começou na manhã desta segunda-feira (25), em Bogotá, na Colômbia, para discutir a crise na Venezuela. A discussão acontece depois da tentativa de entrega de ajuda humanitária no fim de semana nas fronteiras com o Brasil e a Colômbia.

O líder da oposição e presidente autoproclamado, Juan Guaidó, e o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, compareceram ao encontro.

Pence afirmou que a violência durante a tentativa de entrega de alimentos e remédios tão necessários à Venezuela fortalece a determinação dos EUA de apoiar Guaidó até que a liberdade seja restabelecida na Venezuela, disse Pence em uma reunião do bloco regional do Grupo Lima.

 

peru-lima.jpg

 

Solução pacífica

"No Grupo Lima, estamos lutando por uma solução pacífica", disse o vice-ministro do Exterior do Peru, Hugo de Zela, na abertura da reunião. Para ele, chegou a hora de adotar "mais medidas para isolar o regime". "Medidas mais claras para aumentar a pressão, e estamos dispostos a assumir posições mais categóricas, agir politicamente, agir financeiramente", insistiu.

"Reafirmamos nosso compromisso com a transição democrática e a restauração da ordem constitucional na Venezuela", afirmou Holmes Trujillo, ministro das Relações Exteriores da Colômbia e anfitrião do encontro.

 

guaido-bogota.jpg

 

Trujillo lembrou que, com o apoio do Grupo de Lima, "alguns países fizeram um grande esforço para facilitar a operação de um canal para fornecer assistência humanitária internacional para aliviar, ainda que parcialmente, a situação humanitária grave que afeta muitos venezuelanos".

Antes do encontro, Guaidó chegou a pedir que "todas as opções permaneçam abertas" contra o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

O Grupo de Lima foi criado em 2017 por iniciativa do governo peruano com o objetivo de pressionar para o restabelecimento da democracia na Venezuela. Integram o grupo os chanceleres de países como Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Paraguai e Peru, entre outros.

 

mike-pence.jpg

 

Apelos por negociação

Pouco antes do início do encontro, a Comissão Europeia fez um apelo para que seja encontrada uma saída negociada para a crise e para que os líderes evitem uma intervenção militar no país. O presidente da Bolívia, Evo Morales, pediu ao Grupo de Lima pelo Twitter para que o Grupo de Lima busque por diálogo.

"Irmãos Presidentes do Grupo de Lima: Respeitando as nossas diferenças políticas e como líderes democraticamente eleitos, peço-lhes, com muito respeito, que busquem uma solução mediante o diálogo", afirmou o líder boliviano.

 

Entrega da ajuda humanitária

Aliados de Maduro reprimiram violentamente as tentativas de comboios oposicionistas com alimentos e medicamentos de ingressar na Venezuela. Há registros de vítimas, mas não há um balanço oficial.

Entre sexta-feira (22) e sábado (23), quatro pessoas morreram e 300 ficaram feridas, de acordo com dados do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).

Porém, o prefeito da municipalidade de Gran Sabana, que é opositor de Maduro, afirmou que 25 pessoas morreram e 84 ficaram feridas em Santa Elena de Uairén (cidade venezuelana na fronteira com o Brasil). A informação não foi confirmada por fontes independentes.

 

Fonte: G1

voltar ao topo
Info for bonus Review bet365 here.