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Petrobras poderá rever política de preços após consulta pública da ANP

Petrobras poderá rever política de preços após consulta pública da ANP

O presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, disse nesta quinta-feira (7) que a estatal vai aguardar o resultado da consulta pública promovida pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) sobre a periodicidade do repasse dos reajustes nos preços dos combustíveis para os consumidores finais para, então, definir os rumos de sua política de preços.

“Vamos aguardar com calma e vamos contribuir para essa consulta pública, e tomar a decisão sobre a atuação comercial da Petrobras após o resultado”, disse Monteiro em sua primeira declaração sobre o tema desde que assumiu o comando da Petrobras após a renúncia de Pedro Parente. Ele conversou rapidamente com jornalistas ao final da 4ª Rodada de Partilha do Pré-Sal, no Rio, do qual a estatal saiu como operadora de três dos quatro blocos licitados.

O política de preços da Petrobras, que prevê reajustes diários, para mais ou para menos, de acordo com os preços praticados no mercado internacional foi implementada em julho do ano passado e foi colocada em xeque durante a recente greve dos caminhoneiros.

“A Petrobras hoje pratica o reajuste diário no caso específico da gasolina dentro da política de sua atuação comercial que tem hoje. É importante aguardar o resultado da consulta pública da ANP, na qual nós vamos contribuir, dentro dos pilares da liberdade e da competição”, enfatizou Monteiro

ANP nega intervenção na política de preços

Logo na abertura do leilão, o diretor-geral da ANP, Décio Oddone, fez questão de enfatizar o livre comércio no Brasil e negar que haja interferência do governo na formação de preços de combustíveis.

"Ninguém pensa em intervir, nem intervirá em nada. A formação de preços no país é livre e continuará livre", afirmou Oddone no discurso de abertura do evento.

Ao final leilão, questionado pelos jornalistas sobre o tema, ele destacou que a consulta pública anunciada pela agência na terça-feira não representa uma intervenção do Estado no mercado de combustíveis. “Não é uma consulta sobre como esse preço será formado”, enfatizou Oddone ao explicar que a consulta é sobre a periodicidade de repasse dos reajustes ao consumidor final.

“Não vamos interferir na formação de preços de empresa alguma”, afirmou o diretor-geral da ANP.

Oddone defendeu que “quanto menos regulação tiver regulação, melhor” é para o mercado. Ele ressalvou que “toda regulação é interferência” e que “todo mês a anp aprova os preços de referência para todas as e ninguém fala que é interferência”.

Por G1

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