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Entrada de dólares no Brasil supera a saída em US$ 3,91 bilhões em outubro

Entrada de dólares no Brasil supera a saída em US$ 3,91 bilhões em outubro

O ingresso de dólares no Brasil superou a retirada em US$ 3,91 bilhões no mês de outubro, informou o Banco Central nesta quarta-feira (8). Foi o segundo mês consecutivo de entrada de divisas no país. Em setembro, US$ 2,54 bilhões ingressaram na economia brasileira.

Esse movimento não continuou, porém, no começo de novembro. Nos dois primeiros dias úteis deste mês (1º e 3), as retiradas superaram os ingressos de recursos em US$ 1,34 bilhão.

A entrada de dólares se dá quando investidores enviam dinheiro ao Brasil para aplicações financeiras ou investimento em empresas, por exemplo.

O dólar sai quando esses investidores retiram recursos do país e, normalmente, aplicam em outros países. Essas operações ocorrem por meio de remessas feitas por bancos contratados por esses investidores.

No acumulado deste ano, até 3 de novembro, o ingresso de dólares supera as retiradas em US$ 9,24 bilhões. No mesmo período do ano passado, US$ 7,07 bilhões haviam sido retirados do Brasil.

Impacto no dólar

A entrada de dólares favorece, em tese, a desvalorização da moeda em relação ao real. Isso porque, com mais dólares no mercado, seu preço tende a recuar.

Em outubro, porém, o dólar registrou alta. No fim de setembro, a moeda norte-americana estava em R$ 3,16 e, no fechamento de outubro, foi cotada a R$ 3,27. O aumento foi de 3,32% no mês passado. Nesta quarta-feira (8), por volta das 12h40, já operava ao redor de R$ 3,24.

Segundo analistas de mercado, além do fluxo de dólares, outros fatores influenciam a cotação da moeda, como o cenário político interno e externo e o processo gradual de alta dos juros nos EUA, que tende a atrair capital para aquela economia.

O dólar iniciou esta quarta com leve queda ante o real após o esforço do presidente Michel Temer para mostrar que está empenhado na reforma da Previdência e acompanhando a trajetória da moeda no exterior com a possibilidade de atraso no corte de impostos nos Estados Unidos.

Interferência do BC

Outro fator que influencia a cotação do dólar são as operações de swap cambial, que funcionam como uma venda futura de dólares, ou de "swaps reversos", que funcionam como uma compra de dólares no mercado futuro.

Nestas operações, o BC faz oferta de dólares para tentar controlar a cotação da moeda e impedir grandes oscilações. Além disso, essas operações servem para oferecer garantia (hedge) a empresas contra a valorização do moeda.

Por Alexandro Martello, G1, Brasília

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