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Preso suspeito de fraude em concurso da UFPB era investigado na Operação Gabarito, diz PF

Preso suspeito de fraude em concurso da UFPB era investigado na Operação Gabarito, diz PF

Um dos homens presos neste domingo (7) suspeitos de fraudes no concurso da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) já era investigado naOperação Gabarito, em Pernambuco, de acordo com o delegado federal, Fábio Maia de Faria. O homem foi preso em Rio Tinto, quando já estava fazendo a prova, por dois policiais federais, durante a Operação Ponto Final. Outros três homens também foram presos.

As pessoas foram presas enquanto realizavam as provas para os cargos de administrador e assistente em administração, em João Pessoa e Rio Tinto. A operação contou com a participação de 10 policiais federais. De acordo com PF, os candidatos presos utilizam instrumentos eletrônicos de recepção de dados, com objetivo de receberem, de terceiros, o gabarito de suas provas.

Em entrevista coletiva nesta segunda-feira, o delegado federal Fábio Maia informou como as prisões aconteceram. As investigações indicavam de cinco ou seis pessoas eram suspeita de cometerem fraudes. Sendo assim, a PF se dividiu em equipes para ir até os locais de provas.

Prisões em Rio Tinto

As primeiras prisões aconteceram em Rio Tinto. O suspeito que já estava sendo investigado chegou ao local de prova com mais dois homens. Eles entraram na mesma sala e pediram mais de uma vez para ir ao banheiro. "O que provavelmente estava acontecendo é que estavam conseguindo obter respostas externas através de dispositivos eletrônico. A ida ao banheiro era apenas um subterfúgio", disse o delegado.

No banheiro, os policiais abordaram os três homens e fizeram uma revista. Com eles, foram encontrados celulares e smartwatch escondidos dentro das roupas íntimas. Um deles tentou fugir correndo, mas foi detido pelo vigilante do local. Os homens também tentaram destruir as provas, jogando os objetos no caso sanitário, mas foram recuperados e entregues à perícia.

Prisão em João Pessoa

A quarta prisão aconteceu em João Pessoa, durante a tarde. A segurança do certame identificou através do aparelho de detector de metais que um dos candidatos estava usando um receptor, numa cinta junto ao corpo, e estava com um ponto eletrônico na orelha. Ele foi preso em flagrante, antes mesmo de fazer a prova, e encaminhado à sede a Polícia Federal.

De acordo com Fábio Maia, as pessoas presas e investigadas pela PF já eram investigadas pela fraude em outros concursos públicos. Os três presos em Rio Tinto são do estado de Pernambuco e, segundo o delegado, pelo menos dois deles são funcionários públicos.

Durante a operação, a polícia apreendeu celulares, relógios "inteligentes", ponto eletrônico e um simulacro de cartão de crédito, que funciona como um receptor de sinais.

As provas do concurso da UFPB aconteceram neste domingo (7), com a participação de mais de 56 mil candidatos, nas cidades de João Pessoa, Mamanguape, Rio Tinto, Bananeiras e Areia. São 131 vagas disponíveis nos quatro campi da instituição.

 

 Fonte: G1

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