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Fazendo amigos depois dos 50, 60, 70...

Fazendo amigos depois dos 50, 60, 70...

 

Na semana passada, pesquisadores da Universidade do Texas, em Austin, publicaram um estudo que mostra o efeito benéfico de um leque variado de interações sociais. Adultos que cultivavam relações não apenas com parentes e amigos próximos, mas também com simples conhecidos ou prestadores de serviços e tinham disposição até para lidar com estranhos, apresentavam níveis mais altos de atividade e um volume menor de sentimentos negativos. Karen Fingerman, diretora do Texas Aging & Longevity Center, lembrou que o sedentarismo aumenta com a idade e se torna um fator de risco: “os idosos que só convivem com familiares e amigos muito chegados tendem a ser mais sedentários. No entanto, para se relacionarem com pessoas que não conhecem tão bem, acabam tendo que sair de casa”. Foi o que a pesquisa provou, ao pedir que os participantes usassem sensores eletrônicos para monitorar sua atividade física.

Portanto, o próximo passo é se esforçar para ampliar o espectro das suas relações. O que parecia simples na época da escola, ou mesmo no ambiente de trabalho, passa a soar como uma façanha. Kate Leaver, autora de “The friendship cure” (em tradução livre, “A cura pela amizade”), lançado ano passado, afirma que diariamente perdemos oportunidades de estabelecer pontes com outros seres humanos. “Como podemos viver na era da conectividade e enfrentarmos uma epidemia de solidão? Amigos não são uma distração, são a solução”, ensina em seu livro.

As mulheres tendem a viver mais que os homens. Manter um círculo de amigas pode ser a rede de proteção afetiva para enfrentar momentos dolorosos, por isso vale a pena cultivar essa proximidade. O jornal britânico “The Guardian” listou formas de encontrar novos amigos, começando por aprender a identificar oportunidades de criar laços. Exemplos: em vez de um bom dia protocolar no elevador, convide o vizinho ou vizinha para um café ou chá; se conheceu alguém, adicione a pessoa em sua rede social e mantenha contato. Outra opção: seguir seus interesses e juntar-se a um grupo, clube ou classe que se dedique à mesma atividade: cantar, dançar, cozinhar. Se quiser ousar, comece algo totalmente diferente, pelo prazer de aprender, e certamente encontrará gente em situação idêntica. Mais uma sugestão: permita-se ser vulnerável e necessitar de ajuda; assim outras pessoas poderão se aproximar. Por último, mas não menos importante: use a tecnologia e os aplicativos, mas não se restrinja ao mundo virtual.

 

Fonte: G1

 

 
 
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