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“Igual a uma ferida, cicatriza naturalmente”, diz Bolsonaro sobre crise com PSL

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Tomaz Silva/Agência Brasil

Bolsonaro participa de cerimônia de conclusão do processo de união das partes do Submarino Himaitá, na Base de Submarinos de Itaguaí

O presidente Jair Bolsonaro considerou nesta segunda-feira, em Tóquio, que ”não há crise política nenhuma” e previu que a reforma da Previdência deve ser aprovada em 24 horas no Senado Federal.

Indagado se havia perspectiva de desfecho para a crise dele com seu próprio partido, o PSL , Bolsonaro retrucou: “As coisas acontecem. É igual a uma ferida, cicatriza naturalmente”.

Para o presidente, houve um ”bate-boca exacerbado” no partido. Disse que a maioria do PSL é novato na política e ”chega achando que sabe tudo”.

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“Passei 28 anos ali (no Congresso) sem um cargo. Problemas eu tive lá dentro, mas sem chegar ao nível que um parlamentar chegou agora, com linguajar que nunca vi em lugar nenhum do mundo”, afirmou.

Pouco antes, ao chegar ao hotel em Tóquio, nesta segunda-feira, ele comparou política a uma ”nuvem” , atribuindo a frase de Ulysses Guimarães, e afirmou que ”o bem vai vencer o mal, pode ter certeza disso”.

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Pouco depois, em passeio por uma zona comercial da capital japonesa, ao ser indagado se uma crise política poderia ter impacto nas reformas, Bolsonaro respondeu. “Desde quando estão tentando a reforma… Que crise politica? Inventaram a crise política. Não ha crise nenhuma. Zero. Não tem crise nenhuma, não há crise nenhuma”, garantiu.

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Quando um reporter perguntou se a crise partidária pode trazer algum efeito no placar da votação da Previdência no Senado , Bolsonaro respondeu que ”é o Senado que decide amanhã”. E mostrou confiança: ”Eu tranquilo e o Parlamento tranquilo também. Responsabilidade de todos nós”.

O assessor de Bolsonaro para assuntos internacionais e que o acompanha a Tóquio, comentou  o assunto nas redes sociais. ” Brasil se liberta da servidão a um partido, a uma ideologia e a um sistema que nada fizeram senão sugar as energias da nação e perverter a sociedade. A eleição de @jairbolsonaro é só o início de uma longa história”, disse.

Para o assessor, além de algumas medidas, e da agenda de valores e ideias que elegeu o Presidente, ”é garantia de que os parlamentares que o apoiarem contarão, no futuro, com um capital político muito mais valioso do que o de qualquer partido— o mesmo capital que fez do nanico PSL o que ele é hoje”.

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A briga pelo comando dos cargos do PSL tem como pano de fundo o controle das milionárias fatias dos fundos partidário e eleitoral.

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“Vou tomar por último, tem muita gente apavorada”, diz Bolsonaro sobre vacina

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Presidente Jair Bolsonaro
Foto: Agência Brasil

Presidente Jair Bolsonaro

Na sexta-feira (16), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que não pretende tomar a vacina da Covid-19 agora. Em conversa com apoiadores que o esperavam em frente ao Palácio da Alvorada, o presidente justificou que a decisão é pelo fato de ter “muita gente apavorada” esperando pela vacina.

“O que acontece, tem muita gente apavorada aí aguardando a vacina, então deixa as pessoas tomarem na minha frente. Vou tomar por último. Eu acho que essa é uma atitude louvável. Porque tem gente que não sai de casa, está apavorado dentro de casa”, disse Bolsonaro. O presidente chegou a se queixar que a imprensa teria criticado a sua decisão de se vacinar por último. “Em vez da imprensa me elogiar, me critica”, afirmou.

Bolsonaro está apto a receber a vacina no Distrito Federal desde o dia 3 de abril. Antes, ele explicava que não ia se vacinar porque já teria contraído o vírus em julho do ano passado.

De acordo com dados do consórcio de veículos de imprensa da quinta-feira (15), 25.460.098 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19. O número representa 12,02% da população brasileira. A segunda dose já foi aplicada em 8.558.567 pessoas (4,04% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal.

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