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Economia

IBGE incentiva responder à Pnad Contínua por telefone

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A pandemia da covid-19 levou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a fazer a coleta de informações para a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) por telefone desde 17 de março do ano passado. A pesquisa, que era realizada exclusivamente de forma presencial, passou a ser feita por telefone para assegurar a saúde dos entrevistados e dos entrevistadores.

A rede de coleta da Pnad tem cerca de 2 mil pesquisadores que trabalham continuamente para obter as informações em mais de 70 mil domicílios por mês em todos os estados brasileiros. Os dados são referentes aos  principais indicadores sociais do país, como trabalho, rendimento, educação e moradia.

Segundo o coordenador de Coleta do IBGE, Gustavo Giaquinto, a pesquisa por telefone é uma operação complexa e trouxe desafios adicionais para a instituição. Para fazer a coleta por telefone, o instituto precisou levantar os números de telefone de entrevistados para formar o cadastro. Isso causou um número “de não respostas”, conforme é chamado pelo IBGE, que vem sendo reduzido com a identificação dos contatos dos pesquisados.

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O diretor substituto de Pesquisas do IBGE, Cimar Azeredo, destacou a importância do entrevistadores do IBGE e disse que eles vêm fazendo um trabalho fantástico. “Sem eles, não teria a apresentação sobre carteira de trabalho, aumento da população ocupada, taxa de desocupação. Perderíamos completamente a bússola, o rumo. Como um gestor público poderia fazer política pública sem ter a Pnad Contínua? É impossível fazer isso.”

Para a analista do IBGE Adriana Beringuy,  contribuir para uma estatística do país e informar ao IBGE é também uma forma de exercer a cidadania. “Não é só a sua informação que está ali contemplada. Você está contribuindo para que o Brasil seja retratado. Em um cenário agora de pandemia, principalmente, em que milhões de pessoas perderam sua ocupação, ter esse retrato, ter esses dados, para não apenas ver o que está acontecendo, mas qual vai ser o caminho, quem foi mais afetado, que medidas podem ser feitas pensando justamente nesse conjunto de dados que a população brasileira nos oferece para se traçar o mapa da realidade do mercado de trabalho brasileiro,.”

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Adriana acrescentou que o sucesso do trabalho depende de as pessoas atenderem o pesquisador do IBGE. “Produzimos uma informação que é muito desejada pela sociedade. Temos que entender que a sociedade somente vai ter essa informação na medida em que atender aos nossos entrevistadores. Somente por meio das informações prestadas por cada um dos enfrevistados é que a gente pode oferecer isso”, completou.

O IBGE informou que, ao receber a ligação por telefone para a entrevista da Pnad Contínua, o morador pode solicitar o número do RG, do CPF ou da matrícula do agente e checar a identidade por meio do portal Respondendo ao IBGE ou pela Central de Atendimento, pelo telefone 0800-7218181, que funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, e das 10h às 14h, aos sábados, domingos e feriados.

“Os entrevistadores do IBGE não pedem códigos nem enviam links e nunca solicitam dados bancários. É possível confirmar a identidade do entrevistador no site Respondendo ao IBGE“, alertou o instituto.

Edição: Nádia Franco

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Economia

Emplacamento de automóveis e de veículos leves tem queda de 17,85%

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As vendas de automóveis e veículos comerciais leves (como picapes e furgões) registraram queda de 17,85% em fevereiro deste ano na comparação com o mesmo mês de 2020 e caíram 2,66% em relação a janeiro, com o emplacamento de 158.237 unidades. Os dados foram divulgados hoje (2), em São Paulo, pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Quando se somam caminhões e ônibus novos às vendas de automóveis e veículos comerciais leves, a queda foi de 16,71% na comparação anual e de 2,20% na comparação mensal, com o emplacamento de 167.384 unidades.

Já quando se considera o emplacamento de todos os segmentos automotivos (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros), a retração foi de 17,48% na comparação com fevereiro do ano passado, com a comercialização de 242.080 unidades. Já na comparação com janeiro deste ano, o recuo foi de 11,68%.

Argumentação

Para o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, a falta de componentes para normalizar a produção e o aumento de casos de covid-19 [a doença provocada pelo novo coronavírus] podem explicar a retração. 

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“Na indústria, mesmo com os esforços das montadoras para aumentar a produção, a falta de disponibilidade de peças e componentes ainda persiste, fazendo com que algumas fábricas tivessem de paralisar, temporariamente, a produção em fevereiro, afetando, de forma importante, a oferta de produtos. Além disso, o aumento dos casos de covid-19, o que provocou o retrocesso da abertura do comércio em várias cidades, também contribuiu para a queda de vendas do mês de fevereiro”, disse.

Outro problema que, segundo ele, ajudou a provocar o recuo nas vendas foi o aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no estado de São Paulo.

“Os preços dos veículos, tanto novos quanto usados, ficaram mais caros em São Paulo, em função do aumento de alíquota do ICMS, que passou de 12% para 13,3% para veículos novos e de 1,8% para 5,53% para usados, tornando os negócios das concessionárias e lojistas quase que impraticáveis”, finalizou.

Edição: Kleber Sampaio

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