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‘Governo Bolsonaro é uma confusão generalizada’, diz Haddad

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Ricardo Stuckert

“Tem a turma fundamentalista que quer o estado teocrático no Brasil, que é Damares, Weintraub, Araújo e o Salles. Que compõem um quarteto fantástico na questão fundamentalista”, diz Haddad

O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT-SP), afirmou que o governo de Jair Bolsonaro “faz muito barulho contra si próprio. Ele vive da instabilidade”, em entrevista ao site UOL e ao jornal Folha de S. Paulo, nesta segunda (21).

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“Não há política organizada em torno de ideias. Há uma confusão generalizada que ganha repercussão nos meios de comunicação”, diz. Segundo ele, Bolsonaro não toma providências sobre a situação, em vez disso, acusa ONGs, Papa e Venezuela.  

Para Haddad, a direita foi aniquilada durante o processo eleitoral e teria surgido uma pessoa sem projeto, com visões incongruentes. Mas o professor da USP e ex-prefeito, enxerga nas avaliações do governo, que há “muita gente acordando e percebendo que estamos em dificuldades, que temos um desgoverno”.

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Na visão do segundo colocado nas últimas eleições presidenciais, Bolsonaro dialoga com “minorias apaixonadas”, “pessoas que não têm apreço à democracia” e que “gostariam de ver o país submetido a uma nova ditadura”.

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Também, segundo Haddad, Bolsonaro teria uma base de apoio fundamentalista, um grupo que concorda com a democracia, mas deseja um estado teocrático, “com valores religiosos em tudo”.

No governo, haveria um ” quarteto fantástico fundamentalista “, de acordo com Haddad. Do qual fariam parte os ministros Damares Alves (Mulher e Direitos Humanos), Abraham Weintraub (Educação), Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Ricardo Salles (Meio Ambiente).

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Haddad também enxerga no ministro da Justiça Sergio Moro e nos militares um grupo de amantes do mercado, “gente que não tem nenhum apreço pela democracia, e quer saída autoritárias para crise”. 

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“Vou tomar por último, tem muita gente apavorada”, diz Bolsonaro sobre vacina

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Presidente Jair Bolsonaro
Foto: Agência Brasil

Presidente Jair Bolsonaro

Na sexta-feira (16), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que não pretende tomar a vacina da Covid-19 agora. Em conversa com apoiadores que o esperavam em frente ao Palácio da Alvorada, o presidente justificou que a decisão é pelo fato de ter “muita gente apavorada” esperando pela vacina.

“O que acontece, tem muita gente apavorada aí aguardando a vacina, então deixa as pessoas tomarem na minha frente. Vou tomar por último. Eu acho que essa é uma atitude louvável. Porque tem gente que não sai de casa, está apavorado dentro de casa”, disse Bolsonaro. O presidente chegou a se queixar que a imprensa teria criticado a sua decisão de se vacinar por último. “Em vez da imprensa me elogiar, me critica”, afirmou.

Bolsonaro está apto a receber a vacina no Distrito Federal desde o dia 3 de abril. Antes, ele explicava que não ia se vacinar porque já teria contraído o vírus em julho do ano passado.

De acordo com dados do consórcio de veículos de imprensa da quinta-feira (15), 25.460.098 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19. O número representa 12,02% da população brasileira. A segunda dose já foi aplicada em 8.558.567 pessoas (4,04% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal.

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