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POLÍTICA

Foto que indicava acesso à casa de Bolsonaro é encontrada no celular de Lessa

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Reprodução/TV Globo

Esposa de Ronnie Lessa teria enviado imagem com planilha de acesso à casa de Bolsonaro.

A nutricionista Elaine Lessa, esposa do ex-policial Ronnie Lessa , acusado de matar a ex-vereadora Marielle Franco , enviou uma foto de uma planilha escrita à mão pelo porteiro do condomínio em que o presidente Jair Bolsonaro mora.

O ex-militar Elcio Queiroz teria acessado o local com permissão de Bolsonaro. O envio ocorreu no dia 22 de janeiro e dias após, Lessa e Queiroz prestaram depoimentos na Delegacia de Homicídios sobre o assassinato de Marielle

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A Folha de São Paulo informou nesta quinta-feira (31) que a planilha veio a ser alvo da investigação em outubro, quando peritos acessaram dados do celular de Lessa .

O advogado que defende Elaine Lessa, Fernando Santana, disse que a cliente não chegou a ser questionada sobre a mensagem por promotores que investigam o caso. A defesa também disse que a foto não foi enviada para Lessa.

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No dia 4 de outubro, Lessa confirmou ter se encontrado com Élcio em sua casa. Com base nos indícios, a polícia realizou a busca e apreensão no dia 5 de outubro, quando a planilha teria sido apreendida. 

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O síndico do condomínio Vivendas da Barra entregou no dia 7 de outubro arquivos com gravações do interfone da portaria de janeiro a março de 2018 para a Polícia Civil.

O porteiro também teria prestado depoimento e afirmado que Élcio foi autorizado a entrar por uma pessoa da casa 58, com voz de jair Bolsonaro, que se identificou como “Seu Jair”, segundo informações da Revista Fórum. 

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POLÍTICA

Deputado quer que professores e médicos usem armas durante serviço

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Na justificativa do projeto, Knoploch cita dois artigos do Código penal que legislam sobre a legítima defesa e o Excludente de ilicitude


O deputado Alexandre Knoploch (PSL) protocolou, nesta quinta-feira (14), um projeto de lei que, se aprovado, concede direito a porte de arma funcional a professores e médicos concursados da rede pública estadual. Segundo a proposta, o profissional teria que declarar a necessidade do uso da arma e caberia as secretarias de Saúde e Educação realizar convênios com as autoridades policiais para o treinamento dos médicos e professores.


Na justificativa do projeto, Knoploch cita dois artigos do Código penal que legislam sobre a legítima defesa e o Excludente de ilicitude. Ao longo do texto o deputado ainda cita o depoimento de dois professores da rede pública. Um do Rio e outro da cidade de Lins, interior de São Paulo, que sofreram agressões de alunos.

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“Diante de evidências das agressões que acometem essas duas classes profissionais tão relevantes é que esse Projeto autoriza que esses bravos profissionais possam ter porte de arma em seus locais de trabalho, com o único intuito de legítima defesa, jamais de ataque “, diz Knoploch no projeto, pedindo em seguida a provação desta “imortante matéria” para o Rio.

O projeto agora precisa ser avaliado por cinco comissões dentro da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), entre elas pela Constituição e Justiça.

Para o advogado Antônio Galvão, presidente da Comissão Especial para Estudos Sobre Legislação do Porte de Armas da OAB- Rio, o projeto é inconstitucional porque apenas a União pode legislar sobre o tema.

“O artigo 22 da Constituição diz que apenas a União pode legislar sobre normas que envolvam material bélico. O estado não pode autorizar outras categorias a ter o porte de armas”.

A antropóloga e professora do Departamento de Segurança Pública da Universidade Federal Fluminense (UFF) Jacqueline Muniz também critica a proposta.

“Este projeto frágil se trata de um oportunismo de mercado , um marketing pessoal em buscas de doações para a próxima campanha. Não é uma projeto para contribuir com a segurança”, afirma.

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Procurado, o deputado Alexandre Knoploch não respondeu o contato da reportagem.

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