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Flávio Bolsonaro presta queixa contra deputado do PSOL por denunciação caluniosa

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Senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ)
Edilson Rodrigues/Agência Senado

Senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ)

O senador  Flávio Bolsonaro  (Republicanos-RJ) prestou queixa nesta terça-feira (6) contra o deputado federal Ivan Valente (PSOL-RJ) por denunciação caluniosa por conta de uma investigação aberta contra ele após provocação do parlamentar do PSOL . As informações são do portal Metrópoles .

O boletim de ocorrência foi registrado na 5ª Delegacia de Polícia Civil, em Brasília, dizendo que Ivan Valente age com “informações inverídicas” para incriminá-lo.

De acordo com o filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), ele soube através da imprensa que o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios instaurou uma investigação preliminar contra ele.

“A vítima informa que tem absoluta convicção estar sofrendo novamente o crime de denunciação caluniosa, isto porque o senhor Ivan Valente é sabedor de sua inocência e tem plena convicção que jamais o declarante cometeu qualquer crime ou ilícito na simples compra de um imóvel, cuja metade foi financiado, contraindo uma dívida de financiamento pelos próximos 30 anos, e que se tratou de uma operação imobiliária absolutamente legítima, legal”, afirma o boletim de ocorrência.

Ainda segundo Flávio, há um modus operandi da esquerda “ao longo dos últimos dois anos contra a família Bolsonaro e inclusive contra seu genitor, o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro”. “Esta é uma prática constante com um único objetivo de tentar incriminá-los de forma fraudulenta”, segue o documento registrado na delegacia.

O senador também afirma que essa estratégia usa do aparato estatal para “produzirem um tsunami midiático permanente em desfavor da família Bolsonaro em verdadeira perseguição política obsessiva”.

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“Ele aproveitou conversa para passar recado ao STF”, diz Kajuru sobre Bolsonaro

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Kajuru deve deixar o Cidadania e se filiar ao Podemos
Edilson Rodrigues/Agência Senado

Kajuru deve deixar o Cidadania e se filiar ao Podemos

Responsável por gravar e divulgar uma conversa telefônica com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que desencadeou nova crise institucional no governo, o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) afirmou que deixou claro que o conteúdo seria divulgado. Segundo Kajuru, Bolsonaro “aproveitou a conversa para passar recado para o Supremo Tribunal Federal (STF)” e pedir o impeachment de ministros da Corte.

“Ele aproveitou o momento. É evidente. Deixei claro para ele que iria colocar o nosso papo no ar. Ele disse que não tinha nada para esconder. Ele queria que divulgasse. Ele só mudou de opinião porque alguém chegou nele e disse que tinha que sair dessa”, afirmou Kajuru em entrevista ao jornal O Globo .

Confira os principais trechos da entrevista:

Por que o senhor gravou o presidente?

No dia 1º de fevereiro, na eleição do Pacheco, eu subi na tribuna e falei que, pelo que convivi até agora no Senado nesses dois anos, tomei uma decisão, senhores e senhoras: toda conversa que eu tiver com político agora, vou gravar. Ou no meu telefone ou nessa caneta aqui que ganhei de presente. Estão avisados?

E o senhor gravou os seus colegas?

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Gravo conversa com todo mundo da política. O político me liga….Sabe por quê? Porque eu aprendi nos dois anos que eles falam uma coisa para você no telefone e, depois, vão na tribuna e apresentam um discurso diferente. Então, eu aprendi. Comigo, não. Não vou cair nessa, não. Comigo, se o cara for amanhã na tribuna e falar uma coisa diferente do que ele falou pra mim, vou mostrar a gravação. Porque eu avise. Ninguém me respondeu na tribuna. Ou seja, todo mundo ouviu calado que eu iria fazer isso.

Você viu?

Então, o senhor grava todas as conversas com os senadores?

Todas. E o presidente da República sabia disso.

Quem o senhor já gravou?

Todos que conversaram comigo, desde os bons aos ruins. O Pacheco já falou comigo. Conversa muito boa e tranquila. Foi quando pedi para ele me receber e receber o pedido de impeachment. Ele foi muito gentil. Gravei, porque poderia falar uma coisa diferentes depois.

Além do Pacheco, quem mais o senhor gravou?

Muitos. Um senador que é meu amigo, que brinca comigo, é o Álvaro Dias e sabe disso. Eliziane Gama. O Alessandro. Todos sabem. Depois que avisei que gravaria, diminuíram as ligações para mim, falei em fevereiro. Nos dois primeiros anos, eu recebia até 25 ligações de senadores por dia. Agora, recebo cinco por dia.

O presidente sabia disso?

É claro que ele sabia. Ele falou tudo aquilo sabendo que eu estava gravando. É evidente. Tanto é que ele quis aproveitar aquela conversa para fazer os desabafos dele. Ele aproveitou aquele momento. Foi uma conversa republicana, mas uma conversa que parecia para ele ser importantíssima. Tipo assim: estou conversando com um doido que vai vazar essa conversa. Ele aproveitou a conversa para passar recado para o STF, para pedir impeachment de ministro. Com certeza, ele fez isso. Ele aproveitou o momento. É evidente. Deixei claro para ele que iria colocar o nosso papo no ar. Ele disse que não tinha nada para esconder. Ele queria que divulgasse. Ele só mudou de opinião porque alguém chegou nele e disse que tinha que sair dessa.

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