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Flávio Bolsonaro nega relação com Queiroz e diz que ex-assessor ainda pede cargo

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Queiroz ao lado de Flávio Bolsonaro arrow-options
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Queiroz ao lado de Flávio Bolsonaro.

O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) divulgou, nesta quinta-feira (24), um vídeo em suas redes sociais em que nega qualquer relação com o ex-assessor Fabrício Queiroz, suspeito de fazer rachadinha — prática em que servidores de gabinetes devolvem parte dos salários para parlamentares.

Áudio revelado hoje pelo jornal Globo mostra que o ex-assessor de Flávio na Alerj continua sendo consultado sobre nomeações no Legislativo. Segundo o filho do presidente Jair Bolsonaro, o áudio mostra que Queiroz não tem mais acesso ao gabinete dele.

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“O que fica bem claro nesse aúdio é que ele não tem nenhum acesso ao meu gabinete, me parece bastante óbvio, tanto é que ele está ali fazendo uma reclamação de que não tem acesso a nenhum cargo, nenhum tipo de espaço. É só isso que está dizendo este áudio. É óbvio que a imprensa vai fazer um estardalhaço em cima disso”. Ainda de acordo com o senador, ele não tem contato com o ex-assessor há quase um ano.

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“A última notícia que eu tive foi pela imprensa de que ele estaria tratando de seu câncer, no estado de São Paulo”. E diz ainda que está tranquilo e que a Justiça será feita. “Sigo aqui com bastante tranquilidade, com a verdade ao meu lado, e confiante de que muito em breve a Justiça vai ser feita, e isso tudo vai estar tranquilamente esclarecido”.

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Após ser alvo de representação, Kajuru desafia Flávio no Conselho de Ética

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Senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) divulgou áudio de conversa com Bolsonaro
Edilson Rodrigues/Agência Senado

Senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) divulgou áudio de conversa com Bolsonaro

Após ser representado pelo senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no Conselho de Ética nesta segunda-feira (12), o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) disse que desafia o filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a um escrutínio do colegiado. Flávio é investigado no inquérito das “rachadinhas”, que apura um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro no gabinete do parlamentar na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Kajuru disse que riu ao saber da representação de Flávio Bolsonaro no Conselho de Ética . O filho do presidente alegou que o colega de Senado teve uma “conduta imoral” ao gravar Bolsonaro sem consentimento e divulgar o áudio em que ele falava sobre a criação da CPI da pandemia .

“Eu ri, eu ri, o que posso fazer? Nessa hora, você tem que rir. Para mim, foi motivo de dar risada logo ele, entre 81 senadores, o que me representa no Conselho de Ética é quem exatamente deveria estar no Conselho de Ética? Porque eu nunca fui acusado de crime. Nenhuma esfera da Justiça nunca me denunciou por nada, nem na minha vida jornalística, nem na minha vida política. A Polícia Federal nunca foi na minha casa às 6h30 da manhã, eu nunca fui manchete negativa do Jornal Nacional. Eu fiz um convite a ele: Já que ele me quer no conselho de ética, eu também faço o mesmo convite: vamos juntos, vamos ver se você tem coragem de ir lá e explicar uma denúncia grave contra você”, disse Kajuru.

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O senador reafirmou que está tranquilo sobre a apuração do Conselho de Ética e colocou a quebra do sigilo telefônico à disposição.

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“Ele (Bolsonaro) não só sabia (que estava sendo gravado) como respondeu pra mim: ‘Kajuru, não tenho nada a esconder’, quando comuniquei a ele que ia para o ar às 12h40. Pode abrir o sigilo telefônico dos dois. Vamos ver quem está falando a verdade. Estou tranquilíssimo, consciência limpa, fiz a minha missão e a cumpri de forma completamente honesta e indiscutível e insofismável”, disse.

Kajuru minimizou o fato de o Cidadania convidá-lo a deixar o partido. O senador disse que partiu dele a sinalização que abandonaria da legenda por divergir da cúpula. Kajuru disse que é independente e negocia sua ida para o Podemos.

“Eu os avisei hoje cedo. Há três meses estou acertando com o senador Álvaro Dias para ir para o Podemos. Eu só continuei no Cidadania por respeito por admiração ao Alessandro (Vieira, senador), a Eliziane (Gama, senadora) e ao carinho do Roberto Freire, mas eu não sou obrigado a concordar com tudo o que o Roberto Freire quer. Quando eu vi que tinha gente do partido contra a CPI (que inclui Estados e municípios) eu me decepcionei, acabou o casamento. Com o acontecimento de hoje, eu me antecipei: podem me expulsar, fazer o que quiser, eu não estou nem aí. Quero ir para o Podemos”, disse Kajuru. “Eu fiquei feliz. Foi a melhor notícia da minha vida hoje foi essa. Estou livre para ir para o partido que eu quero”, completou.

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