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Filho de Bolsonaro se confunde ao elogiar Bia Kicis: “Faltam qualificações”

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Deputados federais Eduardo Bolsonaro e Bia Kicis, ambos do PSL
Reprodução/ Twitter

Deputados federais Eduardo Bolsonaro e Bia Kicis, ambos do PSL

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) cometeu uma gafe na última quinta-feira (4) ao elogiar a  deputada Bia Kicis (PSL-DF), cotada para assumir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

Pelo twitter, o filho do presidente classificou Kicis sendo “patriota, ficha limpa e educada”. Contudo, ao terminar a mensagem, disse que “faltam qualificações” para elogiá-la.

Confira:

Bolsonarista, Bia Kicis é investigada pelo STF no inquérito dos atos antidemocráticos, que apura menções inconstitucionais feitas durante manifestações.

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O nome de Kicis voltou a vir à tona no início de janeiro, com o colapso do sistema de saúde pública em Manaus . Em dezembro, a deputada foi uma das autoridades que ‘celebrou’ a derrubada do lockdown na capital amazonense.

A escolha da deputada para assumir a comissão mais importante da Câmara causou reações diversas, e muitas delas, negativas.

Segundo informações, o PSL , responsável pela indicação, pode escolher outro nome para ocupar o cargo.

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Câmara termina reunião sem acordo para definir a presidência de comissões

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Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara
Luis Macedo / Câmara dos Deputados

Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara

A Câmara terminou a reunião de líderes partidários sem fechar um acordo para a definição da distribuição dos comandos das comissões da Casa. Os  parlamentares se reuniram na tarde desta quinta-feira (4) para decidir qual partido ficaria com a presidência de cada órgão.

Diante da indefinição, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), informou após a reunião que a definição sobre as presidências das comissões permanentes ficou para a próxima terça-feira (9).

“Não tem imbróglio, só não tem acordo” entre os partidos, explicou Lira. Segundo ele, o único acordo é que a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) ficará com o PSL. O nome indicado deve ser o da deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), uma das principais aliadas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Leia mais:  MPF quer acesso à delação de Cabral homologada no Supremo

“É o tempo necessário para que os líderes organizem os últimos detalhes da distribuição proporcional das presidências”, disse o 1º vice-presidente da Câmara, deputado Marcelo Ramos (PL-AM).

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O comando das 25 comissões permanentes é distribuído pelo critério da proporcionalidade partidária, ou seja, quanto maior o número de deputados de determinado partido ou bloco partidário, mais comissões esse partido ou bloco tem o direito de presidir.

Depois da definição de qual partido irá presidir qual comissão, e de quantas vagas cada partido terá em cada comissão, os líderes indicam os integrantes de cada uma. Em seguida, as comissões se reúnem para eleger seu presidente e seus vice-presidentes e começam a funcionar.

O que fazem as comissões

As comissões são responsáveis pela discussão e votação de projetos de lei, conforme sua área de abrangência. A maioria dos projetos de lei em análise na Câmara tem tramitação conclusiva nas comissões, ou seja, não precisam ser votados no Plenário. Nesses casos, depois de passar pelas comissões, vão direto para o Senado ou para sanção presidencial, quando já tiverem sido aprovados pelo Senado.

As comissões também realizam audiências públicas, que são um dos meios de participação da sociedade no debate das propostas. A comissão considerada mais importante é a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, pela qual passam todos os projetos.

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