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CIÊNCIA E SAÚDE

Fechamento antecipado das escolas salvou mais de 40 mil americanos da Covid, aponta estudo dos EUA

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Pesquisadores dos Estados Unidos estimaram que a suspensão das aulas presenciais salvou a vida de mais de 40 mil norte-americanos durante a pandemia da Covid-19. Em um artigo, publicado nesta quarta (29) pela revista “JAMA”, eles estimaram que a medida também evitou mais de 1 milhão de novas infecções.

“O fechamento das escolas pode estar associado a aproximadamente 1,37 milhões de casos de Covid-19 a menos em um período de 26 dias. Ele também pode se relacionar a menos 40,6 mil mortes em 16 dias”, escreveram os cientistas.

Muitos estados norte-americanos suspenderam as atividades escolares no início de março. Nos EUA, onde o ano escolar vai de setembro a junho, os cientistas fizeram um levantamento em todos os 50 estados, entre março e maio de 2020, para construir uma projeção matemática.

Tendência de disseminação

Durante seis semanas, os pesquisadores recolheram dados sobre os fechamentos das instituições de ensino e cruzaram as informações com bases públicas de saúde. Com os números em mãos, os cientistas desenvolveram um modelo que apontou as tendências de disseminação da doença.

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“Entre 9 de março e 7 de maio, o fechamento das escolas esteve associado à queda da incidência da Covid-19 e da sua mortalidade”, escreveram os cientistas. “Estados que fecharam antes, tiveram uma maior redução nessas taxas.”

O artigo abordou também o papel das crianças na transmissão do Sars-Cov-2. Segundo o pesquisadores, elas podem transmitir a doença para adultos e membros do grupo de risco. Menos suscetíveis ao vírus, crianças assintomáticas já foram identificadas como portadoras do vírus.

Outras medidas importantes

Os autores do estudo não descartaram a importância de outras medidas adotadas pelos estados para evitar a propagação do novo coronavírus. Entretanto, segundo eles, não está claro se as ações sozinhas teriam evitado as mortes, caso as escolas permanecessem abertas.

“É possível que a transmissão nas escolas tenha sido mitigada também com as recomendações do CDC e da Academia Americana de Pediatria, que incluem a limpeza frequente das mãos, uso universal de máscaras e o distanciamento físico”, disse o estudo.

Por: G1

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CIÊNCIA E SAÚDE

Testes da vacina contra Covid-19 começam sexta-feira em Rio Preto, diz governador

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Os testes da vacina contra o novo coronavírus começam a ser realizados pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (SP) nesta sexta-feira (7). A informação foi divulgada pelo governador estadual João Doria (PSDB).

“Nós trouxemos 20 mil doses dessa vacina produzidas pelo laboratório Sinovac, em Pequin, na China. É o maior laboratório privado chinês que tem um acordo de cooperação com o Instituto Butantan, que vai produzir a vacina aqui, em São Paulo, muito provavelmente a partir de outubro deste ano”, diz em um vídeo publicado nas redes sociais na tarde desta quarta-feira (4).

Dória afirma que a terceira fase da vacina está sendo realizada exclusivamente com médicos e paramédicos, profissionais da saúde que estão mais expostos ao risco de contaminação por coronavírus.

“Até o final de setembro e início de outubro, nove mil pessoas terão feito a testagem e a avaliação durante o período de 90 dias, sob acompanhamento de cientistas, especialista e médicos do Instituto Butantan e também de uma comissão internacional de supervisores”, diz.

O governador do Estado de São Paulo informou que, se não ocorrer nenhuma interferência, o Instituto Butantan poderá produzir a vacina a partir do mês de outubro.

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“O Butatan tem tecnologia, capacitação, pessoal, estrutura e tradição na produção em massa de vacinas, aliás já é o maior produtor de vacina do hemisfério sul. A vacina será disponibilizada para o Ministério da Saúde que, por sua vez, fará a vacinação dos brasileiros contra o coronavírus”, diz.

Famerp

De acordo com chefe do Laboratório de Virologia da Famerp, Maurício Lacerda Nogueira, serão escolhidos entre 500 e 700 profissionais da saúde em Rio Preto. Uma das vagas pode ser da enfermeira Luciana da Silva Longhi.

A inscrição dos voluntários está sendo realizada pela internet. O candidato preenche um formulário e passa por uma triagem antes de ser convocado para o estudo.

Durante o período de um ano, uma equipe formada por mais ou menos 15 profissionais acompanhará os participantes e coletará informações.

Entre os recrutados, metade receberá duas doses do imunizante em um intervalo de 14 dias e a outra receberá duas doses de placebo, uma substância com as mesmas características, mas sem os vírus, ou seja, sem efeito.

Os profissionais de saúde serão monitorados pelos centros de pesquisa por meio de exames entre aqueles que tiverem sintomas compatíveis à Covid-19.

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Assim, poderá ser verificado posteriormente se quem tomou a vacina ficou de fato protegido em comparação a quem recebeu o placebo.

CoronaVac

A vacina da Sinovac já foi aprovada para testes clínicos na China. Ela usa uma versão do vírus inativado. Isso quer dizer que não há a presença do coronavírus Sars-Cov-2 vivo na solução, o que reduz os riscos deste tipo de imunização.

Vacinas inativadas são compostas pelo vírus morto ou por partes dele. Isso garante que ele não consiga se duplicar no sistema. É o mesmo princípio das vacinas contra a hepatite e a influenza (gripe).

Sendo assim, a vacina implanta uma espécie de memória celular responsável por ativar a imunidade de quem é imunizado. Quando entra em contato com o coronavírus ativo, o corpo já está preparado para induzir uma resposta imune.

Cientistas chineses chegaram à fase clínica de testes – ensaios em humanos – em outras três vacinas. Uma produzida por militares em colaboração com a CanSino Biologics, e mais duas desenvolvidas pela estatal China National Biotec.

Por: G1

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