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Falta de medicação para pacientes internados preocupa prefeituras do Triângulo Mineiro

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O crescente número de casos confirmados de Covid-19 e o aumento das internações nos hospitais acendeu o alerta do possível colapso nos sistemas municipais de saúde em Minas Gerais. Como consequência, a falta de sedativos e relaxantes para o tratamento em pacientes internados tem preocupado autoridades médicas e gestores públicos.

Os medicamentos – anestésicos e bloqueadores musculares – estão entre os que ajudam na manutenção da vida dos que sofrem insuficiência respiratória, já que auxiliam no processo de ventilação mecânica. Para analisar a situação, o G1 consultou cinco cidades das regiões do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas com mais casos confirmados da Covid-19 para saber como está a situação.

O municípios procurados pela reportagem foram: Uberlândia, Uberaba, Paracatu, Araxá e Patos de Minas. Todas já registraram óbitos causados pelo novo coronavírus.

Denúncia

Nas últimas semanas, o Conselho Regional de Medicina (CRM) denunciou a redução de estoques dos relaxantes e sedativos na rede privada e pública do Estado, “tendo em vista o alto consumo e a dificuldade de aquisição com os fornecedores”.

Com relação a isso, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informou que não havia conhecimento de desabastecimento de medicamentos nas instituições hospitalares vinculadas ao Estado, que o que havia era um contingenciamento e remanejamento do estoque e que “em relação às instituições prestadoras de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), cabe a elas as aquisições de insumos para uso em suas unidades, por meio da remuneração aos serviços que são prestados.”

Uberlândia

Na cidade com mais casos confirmados de Covid-19 entre todas as regiões citadas acima, o secretário de Saúde Municipal de Uberlândia, o médico Gladstone Rodrigues da Cunha Filho, afirmou recentemente que os hospitais particulares da cidade enfrentam problema de falta de medicamentos sedativos e relaxantes destinados aos pacientes que tratam do novo coronavírus nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTI).

Durante uma live, ele reforçou que em reunião com representantes das principais redes hospitalares, a falta de remédio foi amplamente reclamada.

“Há falta de medicação para o paciente continuar entubado. É preciso quatro medicamentos para mantê-lo sedado, com musculatura relaxada e respirando artificialmente com ventilador mecânico, mas você não consegue comprar”, disse à época.

Uberaba

O secretário de Saúde de Uberaba, Iraci de Souza Neto, afirmou ao G1 que o problema de fato é nacional, mas que as compras são pelos hospitais e o Estado não tem responsabilidade de envio desses insumos, pois são processos de compras das próprias instituições.

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No Hospital Regional, a responsabilidade de compra é da Sociedade Educacional Uberabense/Uniube e nas UPAs a responsabilidade de processos de compras de insumos e medicamentos são da Funepu. Iraci também explicou que a compra é de mercado, então a dificuldade é tanto para rede pública, quanto para a rede privada. Ele disse, ainda, que a situação está sob controle, mas que alerta já existe.

“O impacto é o mesmo, mas não tem faltado, temos estoque, mas se o mercado nacional não restabelecer essa dificuldade, vai faltar para todo mundo, independentemente de ser público ou privado porque o produto é o mesmo que é comercializado para todos os entes” finalizou.

Sobre a responsabilidade de compra citada das duas entidades, o G1 procurou a Sociedade Educacional Uberabense/Uniube e a Funepu. Até a última atualização desta reportagem, a Sociedade Educacional Uberabense/Uniube ainda não havia dado retorno.

Em nota, a assessoria da Fundação de Ensino e Pesquisa de Uberaba (Funepu), gestora das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) informou que “até o momento não há falta de sedativos no estoque de insumos, uma vez que, a demanda desse tipo de droga, utilizada em pacientes que passarão por procedimento de entubação, é menor se comparado ao fluxo de atendimento registrado nos hospitais Regional, Mário Palmério e de Clínicas da UFTM”. Ainda conforme a nota, “isso se dá também, pelo motivo de que um paciente entubado já apresenta agravamento do quadro de saúde e deve ser rapidamente transferido para uma unidade hospitalar da rede. Dessa forma, o tempo de uso do medicamento na UPA, acaba sendo menor. Há de se considerar ainda que as UPAs contam com número menor de leitos de UTI com relação a outras unidades hospitalares da cidade”.

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Por fim, a Funepu esclareceu que “o estoque que há, hoje, é suficiente para atender à demanda, baseando-se na média registrada nos últimos meses para os casos de Covid-19. Entretanto, se houver um crescimento de casos graves, há uma preocupação pela falta desse tipo de droga. Por isso, a equipe de gestão vem acompanhando a evolução dos casos na cidade dia a dia, juntamente com Secretaria Municipal de Saúde, ao mesmo tempo em que estamos em contato com fornecedores para entrega em regime de urgência, caso necessário” .

Araxá

Na semana passada, em Araxá, ficou definido o funcionamento apenas de serviços essenciais na cidade a partir de segunda-feira (22). Segundo a Prefeitura, a decisão foi tomada justamente devido “à gravidade da situação dos hospitais públicos e particulares que enfrentam falta de bloqueadores neuromusculares”. O médico responsável, Carlos Heráclito, ressaltou que é necessário dar um passo atrás nas medidas de flexibilização.

“Precisamos com todo o esforço tentar reduzir qualquer possibilidade de transmissão da doença e de que novos pacientes venham precisar dessa medicação que não temos em estoque suficiente no momento”, acrescentou.

A secretária de Saúde, Diane Dutra, destacou que “nesse período, todos os esforços têm sido feitos para que tenhamos medicamentos e equipamentos, esperamos regularizar a situação para que possamos voltar as atividades”, ressaltou.

Patos de Minas

A Administração de Patos de Minas informou que o único hospital público que faz atendimento à Covid-19 é o Hospital Regional Antônio Dias, sob responsabilidade do Governo de Minas Gerais (Fhemig) e que, quanto às unidades particulares, não tem informação de como tem estado o estoque de remédios.

Anteriormente, ao G1, o Estado havia afirmado que “no âmbito do sistema estadual de saúde, nas unidades geridas pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), as aquisições e entregas de insumos e medicamentos eram feitas por meio de fornecedores licitados e cadastrados no sistema estadual”.

Por: G1

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Capacitação para agentes de endemias em Carneirinho

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Na manhã de hoje (22), os Agentes de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde de Carneirinho participaram de uma capacitação de como usar como usar veneno pra matar as larvas em reservatórios e recipientes.

De acordo com o Diretor de Vigilância Sanitária e Epidemiologia, Fábio Souza Ribeiro (Fabio Caixeta), antes o produto utilizado era em pó e agora é em comprimido.

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