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CIÊNCIA E SAÚDE

Falta de material para coleta de amostras impede ampliação de testes de Covid-19, em Minas

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A falta do swab rayon, uma espécie de haste flexível estéril utilizada na coleta de amostras para exames do novo coronavírus, é apontada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) como uma das explicações para o número baixo de testes de Covid-19 executados em Minas Gerais.

Minas é o penúltimo estado do Brasil em número de exames realizados a cada 100 mil habitantes. Fica à frente apenas do Rio de Janeiro. Um levantamento feito pelo G1 com as Secretarias de Estado de Saúde mostra que, a cada 100 mil mineiros, 78 foram testados. No estado vizinho, foram 75 a cada 100 mil.

De acordo com a SES-MG, só fazem exames pacientes hospitalizados com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), óbitos suspeitos, profissionais de saúde e da segurança pública com sintomas, além de presos e jovens que cumprem medidas sócio-educativas.

No estado, os exames de Covid-19 pelo SUS são analisados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed) e outras sete instituições, que foram credenciadas para ampliar a capacidade de testes para 2 mil análises por dia. Mas, segundo a Funed, este limite não é atingido porque não existe demanda.

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Entretanto, segundo a SES, a ampliação da capacidade depende da aquisição do swab rayon, que estaria “sendo dificultada pela alta demanda mundial”. “Assim que o cenário relacionado à disponibilidade dos insumos for resolvido, a ampliação da testagem será reavaliada e espera-se utilizar a capacidade laboratorial da rede”, informou em nota.

Laboratório pode analisar 2 mil amostras ao dia, mas só recebeu 909 em maio

Um dos laboratórios parceiros da Funed na realização de análises clínicas de Covid-19 é o Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico (Nupad), da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Credenciado há pouco mais de um mês, o laboratório tinha previsão de realizar 120 testes por dia na primeira semana, atingindo pelo menos mil exames até o final do mês de abril.

Mas a capacidade atual, segundo a Nupad, já é de 2 mil testagens por dia. “Há insumos, equipamentos e mão de obra suficientes para essa média diária”, afirmou em nota.

Entretanto, em abril, o laboratório recebeu da Funed apenas 220 amostras para análise. Em maio, até o dia 14, foram recebidas 909 amostras, ou seja, uma média de 65 por dia, o que representa apenas 3,2% da capacidade diária do laboratório.

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Subnotificação

A baixa quantidade de testes realizados em Minas Gerais é apontada por especialistas como uma das causas da subnotificação dos casos de Covid-19 no estado.

Um estudo feito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) aponta que o número de casos confirmados de Covid-19 em Minas Gerais é pelo menos 16,5 vezes maior do que o oficial.

Por: G1

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CIÊNCIA E SAÚDE

Covid: Rio Preto registra 45 novos casos e ultrapassa 800

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Rio Preto registrou nesta quinta-feira (4) a segunda maior taxa de infecção pelo novo coronavírus em 24 horas. Foram registrados 45 casos novos, chegando a 806 contaminados.

O número de novos casos corresponde a 10 casos a cada 100 mil habitantes em um dia. De acordo com a gerente da Vigilância Epidemiológica de Rio Preto, Andreia Negri, no mesmo período também foi registrado o aumento de 6,6% no número de internações e o índice de positividade das amostras colhidas atingiu 27% nesta quarta (3).

Andreia também falou sobre a aceleração do período de transmissão da doença. Foram 277 casos registrados nas últimas duas semanas. “34% [dos casos] destes quase 90 dias de pandemia aconteceram nos últimos 14 dias”. O mesmo período registrou também seis mortes, o equivalente a 26% do total de óbitos pela doença.

O número de infectados em 24 horas só perde para o dia 30 de maio, quando 46 pessoas tiveram teste positivo para Covid-19. São 23 mortes registradas até o momento, que corresponde a 3% dos casos confirmados.

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O coeficiente de incidência de casos na cidade é de 175 para cada 100 mil habitantes. O lado positivo é que 473 pessoas já estão curadas da doença – 58%. É o maior índice desde o início da pandemia.

Segundo a gerente da vigilância, analisar os novos casos confirmados hoje é importante para entender o cenário que a cidade se encontra. “Essa circulação que tá acontecendo agora, vai refletir em muito mais casos daqui 14 dias. Hoje nós temos o reflexo do que aconteceu sete, 10, 14 dias atrás, então é importante a gente lembrar bastante disso, que a gente precisa ficar em casa”, falou.

 

Por: Região Noroeste

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