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Ex-prefeito de Teresina é encontrado morto à frente de portaria de prédio

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Firmino Filho, ex-prefeito de Teresina
Renato Bezerra/Prefeitura de Teresina

Firmino Filho, ex-prefeito de Teresina

O ex-prefeito de Teresina , Firmino Filho , foi encontrado morto na tarde desta terça-feira (6) à frente da portaria de um prédio na zona Leste da capital piauiense. A polícia ainda investiga o caso, mas a assessoria de imprensa de Firmino diz que ele teria caído do edifício. A informação é do G1 Piauí.

A possibilidade de uma queda ainda foi confirmada pelos investigadores e a suspeita é que o ex-prefeito possa ter cometido suicídio. O corpo foi encontrado no prédio onde funciona o Tribunal de Contas da União (TCU), onde Firmino era servidor de carreira.

Firmino da Silveira Soares Filho tinha 57 anos, era economista, político filiado ao PSDB e professor da Universidade Federal do Piauí (UFPI). Ele foi quatro vezes prefeito de Teresina. Foi eleito, pela primeira vez em 1996, com 33 anos, reeleito em 2000 e voltou a vencer a disputa municipal em 2012 e reeleito novamente em 2016. Seu mandato terminou no ano passado.

O político também foi deputado estadual e vereador de Teresina. O presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, lamentou a morte de Firmino Filho. “Brilhante administrador”, declarou.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), se manifestou sobre a morte de Firmino e prestou solidariedade à família. “Recebo com muito pesar a notícia da trágica morte do ex-prefeito de Teresina, Firmino Filho. Minha solidariedade à família e seus amigos”, escreveu o tucano em uma publicação no Twitter.

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Congresso é “omisso” e “cúmplice” da atuação de Bolsonaro, dizem advogados

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Advogados Kakay e Sheila de Carvalho falaram sobre a CPI da Covid-19 no Senado
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Advogados Kakay e Sheila de Carvalho falaram sobre a CPI da Covid-19 no Senado

Os advogados Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, e Sheila de Carvalho chamaram o Congresso Nacional de “omisso” e “cúmplice” das ações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para o combate à Covid-19 . As críticas foram feitas em conversa com iG nesta terça-feira (13) durante a live Em Cima do Fato , que discutiu a instauração da CPI da Covid-19 no Senado.

Ao falar sobre a tentativa de Bolsonaro de mudar objeto da CPI e de outros atos do presidente, como foi revelado em conversa entre ele e o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO), Kakay afirmou que talvez seja esse o motivo pelo qual o Judiciário tenha sido muito acionado ultimamente. 

“Nesse caso da CPI, há uma previsão constitucional que a CPI é um direito da minoria. Quem foi bater às portas do STF foram os senadores. O STF não levantou de manhã e falou que ia abrir uma CPI, não é assim que funciona. Há omissão do Congresso Nacional porque estavam presentes os requisitos constitucionais das assinaturas mínimas e o objeto definido. O Congresso Nacional tem sido omisso, sim”, afirmou o advogado criminalista.

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“Não existe vácuo de poder no Brasil. A partir do momento em que o Congresso Nacional não age, se alguém provocar o Judiciário, necessariamente o Supremo tem que agir”, completou.

Já para Sheila de Carvalho, o Congresso tem se comportado como cúmplice por conta da falta de medidas tomadas para evitar o aumento do número de mortes pela Covid-19.

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Segundo a especialista, “a gente está vendo os crimes acontecendo, uma política de morte”, algo que, na avalição dele “não é natural”.

“A gente tem a responsabilidade sobre mais de 350 mil vidas perdidas que foram perdidas, estudos já demonstram, por conta de uma negligência da gestão dessa pandemia. Há estudos que mostram que 75% a 80% das vidas poderiam ter sido salvas se agente tivesse adotado políticas para a contenção da pandemia. Esse é o foco dessa CPI e ela deveria ter instaurada há muito mais tempo”, disse.

Ainda de acordo com Kakay, está sendo criada uma expectativa muito grande em relação ao órgão colegiado e que, nesse momento o foco maior deve ser o combate à pandemia.

“Ela é um instrumento poderosíssimo, mas nós temos que ter a consciência que ela demora, leva tempo para investigação, é necessário ampla defesa para o devido processo legal. A minha preocupação maior é que nós estamos no momento de 4 mil mortes diárias, nós temos um presidente absolutamente sádico que cultua a morte. Esse presidente tem feito cortinas de fumaça para tirar a atenção que tem que ser a única, que é o combate à pandemia”, afirmou.

Por conta disso, a visão de Sheila Carvalho é a de que falta vontade política para a abertura de um processo de impeachment contra Bolsonaro. “Qualquer pessoa que pega a Lei do Impeachment para ler, fica claro a existência de crime de responsabilidade. Não precisa nem necessariamente ser jurista. Lendo a argumentação, fica evidente”, disse.

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