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POLÍTICA

Ex-ministro de Bolsonaro, general avalia que aliança com Centrão pode ser breve

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Santos Cruz
O Antagonista

Santos Cruz

O ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo, general Carlos Alberto Santos Cruz, disse que a  relação entre Jair Bolsonaro (sem partido) e os políticos do Centrão é pouco sustentável e pode durar pouco. O general da reserva concedeu entrevista à Folha de São Paulo

“Na época em que buscava cativar os eleitores, ele falava barbaridades do centrão . Tratava o grupo como uma aglomeração de pessoas que não tinham compromisso nenhum e só se preocupavam em preservar a própria impunidade. Agora, ele faz uma virada como essa aí. Há uma incoerência, e fica difícil estabelecer uma relação de confiança quando você faz esse tipo de coisa”, disse à Folha.

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“A verdade é que o governo não se preparou para fazer alianças . Negociação política não é crime. Mas você tem que negociar políticas públicas, não benefícios particulares. Na realidade, o que houve foi uma compra. Vão gastar bilhões de reais com as emendas dos parlamentares. Então não me parece uma coisa consistente, porque a influência do dinheiro é muito pesada. Uma negociação política desse tipo, para gerar confiança, precisa se sustentar em outros princípios, para produzir algo mais sólido”.

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Santos Cruz afirmou que ainda é incerto apontar as vantagens que Bolsonaro terá com o Centrão unido em torno do governo como base de apoio . Para ele, a reeleição do presidente pode ser um dos grandes projetos dessa aliança, de modo que dificulte a viabilização de processos de impeachment.

“Você tem uma perda de apoio popular do presidente, mas não tão significativa que leve a essa situação. As condições não existem neste momento”, disse o general sobre a possibilidade de impeachment . Santos Cruz também disse que o afastamento de presidente “nunca é desejável” e que “o melhor para o país é o presidente eleito governar”. 

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POLÍTICA

“Preso político” e “boi de piranha”: Silveira se diz abandonado em “Guantánamo”

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Bolsonarista diz se sentir abandonado pela base do governo; entenda
Duda Sampaio

Bolsonarista diz se sentir abandonado pela base do governo; entenda

deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), que teve a manutenção da prisão confirmada em votação na Câmara dos Deputados na semana passada, tem se sentido abandonado pela base do governo Bolsonaro e já começa a chamar sua cela em um batalhão prisional no Rio de Janeiro de “Guantánamo”, nome da famosa prisão militar gerida pelos EUA em Cuba e que ficou conhecida pelos diversos episódios de tortura de presos.

Segundo interlocutores ouvidos pelo jornal O Globo, além do abandono, Daniel Silveira  se vê como “preso político” e lamenta ter sido usado como “boi de piranha” para “apaziguar a relação” entre o Congresso e o STF, já que foi o ministro Alexandre de Moraes, um dos integrantes do Supremo, a ordenar a prisão em flagrante.

Silveira estaria incomodado com a incoerência do plenário da Câmara em aprovar “às pressas” a PEC da Imunidade , com mudanças na Constituição que aumentam a proteção de parlamentares e diminuem as chances de prisão e processos, dias após ter votado por sua permanência em cárcere. Segundo ele, deputados estariam “atuando para se proteger, mas não para protegê-lo”.

Ainda de acordo com a publicação, o deputado bolsonarista  demonstra poucas esperanças em conseguir um habeas corpus para deixar a cadeia, uma vez que não há nenhum aspecto jurídico que a defesa possa utilizar agora que STF e Câmara já se posicionaram contrários ao um possível pedido de soltura.

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