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EUA querem estreitar relação com a Colômbia após vitória de Petro

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Gustavo Petro, senador e candidato da esquerda à Presidência da Colômbia
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Gustavo Petro, senador e candidato da esquerda à Presidência da Colômbia

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, afirmou que deseja “estreitar” o relacionamento com o governo da Colômbia, após a vitória nas urnas do candidato de esquerda Gustavo Petro, do partido Colombia Humana, no domingo (19).

“Esperamos trabalhar com o presidente eleito Petro para estreitar mais a relação entre os Estados Unidos e a Colômbia, e levar nossas nações a um futuro melhor”, disse Blinken em comunicado.

O chefe da diplomacia dos EUA também parabenizou “o povo da Colômbia por se fazer ouvir em eleições presidenciais livres e justas”.

Segundo Blinken, ambos os países compartilham dos mesmos valores e interesses em termos de democracia, direitos humanos, segurança e economia. A cooperação entre Washington e Bogotá, afirmou, permitiu “melhorar” a saúde pública, o estado de direito e o meio ambiente na região.

Leia mais:  Corrupção no MEC: Milton Ribeiro pede ao STF anulação de inquérito

Em um triunfo histórico, a esquerda conseguiu, pela primeira vez, conquistar a presidência da Colômbia, com 11.115.965 votos, o equivalente a 50,51% do total. Rival de Petro, o empresário Rodolfo Hernández, da Liga Anticorrupção dos Governadores, obteve 10.391.504 votos (47,22%).

Ao longo de sua carreira política, o presidente eleito propôs reformas ambiciosas na previdência, impostos, saúde e agricultura, e mudanças na forma como a Colômbia combate os cartéis de drogas e outros grupos armados.

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Corrupção no MEC: Milton Ribeiro pede ao STF anulação de inquérito

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Ex-ministro da Educação foi preso na quarta-feira (22) e solto por habeas corpus na quinta (23)
Valter Campanato/Agência Brasil – 29/11/2021

Ex-ministro da Educação foi preso na quarta-feira (22) e solto por habeas corpus na quinta (23)

A defesa do  ex-ministro da Educação Milton Ribeiro pediu nesta terça-feira que o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheça como ilícito um áudio no qual o antigo titular do MEC disse atender a um pedido do  presidente Jair Bolsonaro (PL) ao priorizar prefeituras de amigos de pastores evangélicos na liberação de verbas da pasta.

O pedido foi encaminhado à ministra Cármen Lúcia, relatora do inquérito que tramita no STF contra Ribeiro. Mesmo com o recesso da Corte, a ministra segue despachando em relação aos inquéritos, às ações penais e às petições criminais.

A gravação deu origem à investigação que culminou com a prisão de Ribeiro há duas semanas. Segundo os advogados, o áudio é uma prova ilícita “com propósito de vazamento à mídia”. Por isso, pedem que toda a apuração seja anulada.

O ex-ministro da Educação disse, em uma conversa gravada, que prioriza a liberação de verbas prefeituras cujos pedidos foram negociados por dois pastores, segundo reportagem publicada pelo jornal “Folha de S.Paulo”. No áudio, o ministro afirmou que atendeu a uma solicitação do presidente Jair Bolsonaro. Sem cargos públicos, os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura atuam como assessores informais do Ministério da Educação, intermediando reuniões com gestores municipais, conforme revelou o jornal “O Estado de S. Paulo”.

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Foi com base nesses áudios que o procurador-geral da República, Augusto Aras, decidiu pedir ao Supremo a abertura de um inquérito para apurar suspeitas de crimes envolvendo Ribeiro na liberação de verbas para prefeituras indicadas por dois pastores com trânsito no ministério.

Além de Milton Ribeiro, que foi exonerado do MEC em 28 de março, também são alvo do inquérito que tramita no STF os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura.

No pedido de abertura de inquérito, a PGR apontou que a posição ocupada por Milton Ribeiro naquela época lhe dava a possibilidade de direcionar a alocação de recursos do Fundo de Desenvolvimento Nacional da Educação (FNDE) em determinado município, o que permitiria o favorecimento a aliados.

O pedido de investigação cita “a existência de uma uma potencial contrapartida à prioridade concedida na liberação dessas verbas” em troca da construção de igrejas nos municípios, o que poderia caracterizar os potenciais crimes.

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Fonte: IG Política

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