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Ernesto Araújo considera “normal” aumento de mortes em meio à vacinação

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Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores
Marcos Corrêa/PR

Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores

O ministro das relações exteriores, Ernesto Araújo declarou nesta sexta-feira (5) que considera “normal” o aumento de casos e de óbitos em decorrência do novo coronavírus (Sars-Cov-2). Nas últimas 24 horas, o país registrou 1.800 mortes em decorrência da Covid-19.

A fala foi feita durante o evento “Relações Brasil-EUA: Uma conversa com Ernesto Araújo”, que reuniu empresários americanos e teve a presença do embaixador brasileiro em Washington, Nestor Forster.

Confira:

“Sobre os números de casos e mortes, é muito trágico, mas aparentemente é normal após o início de uma vacinação em massa os casos subirem nos países e então abruptamente caírem”.

Todavia, não há dados suficientes e fortes para comprovar a tese do Chanceler. Até o momento, o único país do mundo que se pode observar tal feito foi Israel , que imunizou boa parte da população.

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A respeito do colapso observado no sistema de saúde ao redor do país, com diversas capitais anunciando que estão com UTIs lotadas ou muito próximas disso, e até mesmo caso de hospitais particulares alugando contêiner para acomodar corpos , Ernesto acredita que ele está “conseguindo suportar bem” o momento:

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“O sistema de saúde está, claro, sob estresse, mas está conseguindo suportar bem. Tem falta de UTI em alguns estados, mas, no geral, o sistema está suportando bem”, afirma o ministro.

Indo de encontro com a fala do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), contra medidas de isolamento social para combater o avanço do vírus, ainda que recomendado por especialistas, Ernesto Araújo se mostrou contra um lockdown nacional:

“As pessoas querem tomar vacinas, mas também querem trabalhar. Há uma forte pressão popular para não ter lockdown ou acabar com os lockdowns que já foram impostos por alguns estados”.

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Congresso é “omisso” e “cúmplice” da atuação de Bolsonaro, dizem advogados

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Advogados Kakay e Sheila de Carvalho falaram sobre a CPI da Covid-19 no Senado
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Advogados Kakay e Sheila de Carvalho falaram sobre a CPI da Covid-19 no Senado

Os advogados Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, e Sheila de Carvalho chamaram o Congresso Nacional de “omisso” e “cúmplice” das ações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para o combate à Covid-19 . As críticas foram feitas em conversa com iG nesta terça-feira (13) durante a live Em Cima do Fato , que discutiu a instauração da CPI da Covid-19 no Senado.

Ao falar sobre a tentativa de Bolsonaro de mudar objeto da CPI e de outros atos do presidente, como foi revelado em conversa entre ele e o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO), Kakay afirmou que talvez seja esse o motivo pelo qual o Judiciário tenha sido muito acionado ultimamente. 

“Nesse caso da CPI, há uma previsão constitucional que a CPI é um direito da minoria. Quem foi bater às portas do STF foram os senadores. O STF não levantou de manhã e falou que ia abrir uma CPI, não é assim que funciona. Há omissão do Congresso Nacional porque estavam presentes os requisitos constitucionais das assinaturas mínimas e o objeto definido. O Congresso Nacional tem sido omisso, sim”, afirmou o advogado criminalista.

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“Não existe vácuo de poder no Brasil. A partir do momento em que o Congresso Nacional não age, se alguém provocar o Judiciário, necessariamente o Supremo tem que agir”, completou.

Já para Sheila de Carvalho, o Congresso tem se comportado como cúmplice por conta da falta de medidas tomadas para evitar o aumento do número de mortes pela Covid-19.

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Segundo a especialista, “a gente está vendo os crimes acontecendo, uma política de morte”, algo que, na avalição dele “não é natural”.

“A gente tem a responsabilidade sobre mais de 350 mil vidas perdidas que foram perdidas, estudos já demonstram, por conta de uma negligência da gestão dessa pandemia. Há estudos que mostram que 75% a 80% das vidas poderiam ter sido salvas se agente tivesse adotado políticas para a contenção da pandemia. Esse é o foco dessa CPI e ela deveria ter instaurada há muito mais tempo”, disse.

Ainda de acordo com Kakay, está sendo criada uma expectativa muito grande em relação ao órgão colegiado e que, nesse momento o foco maior deve ser o combate à pandemia.

“Ela é um instrumento poderosíssimo, mas nós temos que ter a consciência que ela demora, leva tempo para investigação, é necessário ampla defesa para o devido processo legal. A minha preocupação maior é que nós estamos no momento de 4 mil mortes diárias, nós temos um presidente absolutamente sádico que cultua a morte. Esse presidente tem feito cortinas de fumaça para tirar a atenção que tem que ser a única, que é o combate à pandemia”, afirmou.

Por conta disso, a visão de Sheila Carvalho é a de que falta vontade política para a abertura de um processo de impeachment contra Bolsonaro. “Qualquer pessoa que pega a Lei do Impeachment para ler, fica claro a existência de crime de responsabilidade. Não precisa nem necessariamente ser jurista. Lendo a argumentação, fica evidente”, disse.

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