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‘Era menos promíscuo quando fazia pornô’, diz Eduardo Bolsonaro a Frota em CPI

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Michel Jesus/Câmara dos Deputados

Alexandre Frota discutiu com o filho do presidente durante CPI da Fake News

Líder do PSL na Câmara, Eduardo Bolsonaro ( SP) passou pela CPI das Fake News , nesta quarta-feira, para defender o presidente Jair Bolsonaro dos ataques do deputado Alexandre Frota (PSDB-SP), ex-aliado do seu pai. A passagem foi breve e, em vez de um bate-boca, como os colegas esperavam, os cinco minutos de Eduardo na comissão viraram piada.

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Eduardo disse que estava lá apenas para dizer que é um “escárnio” a CPI ouvir o deputado. Ele completou que não perderia seu tempo assistindo ao colega e ex-aliado que, segundo ele, passou a campanha de 2018 “disputando” caronas com o então candidato Jair Bolsonaro.

“As pessoas têm aversão a esse tipo de conduta”, disse Eduardo, em referência ao fato de Frota ser agora adversário de Bolsonaro.

Frota o encarou e tentou responder. Mas Eduardo continuou:

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“Eu não tenho medo de cara feia. O senhor era menos promíscuo quando fazia filme pornô”.

A provocação foi seguida de gargalhadas dos parlamentares presentes na comissão, inclusive de Frota, que rebateu:

“O senhor assistia muito. Eu sei que o senhor gosta”.

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Eduardo respondeu que “não”, terminou sua breve fala, levantou e foi embora.

“Fala o que quer e sai, seu mimado”, gritou Frota, sem resposta.

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Após ser alvo de representação, Kajuru desafia Flávio no Conselho de Ética

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Senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) divulgou áudio de conversa com Bolsonaro
Edilson Rodrigues/Agência Senado

Senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) divulgou áudio de conversa com Bolsonaro

Após ser representado pelo senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no Conselho de Ética nesta segunda-feira (12), o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) disse que desafia o filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a um escrutínio do colegiado. Flávio é investigado no inquérito das “rachadinhas”, que apura um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro no gabinete do parlamentar na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Kajuru disse que riu ao saber da representação de Flávio Bolsonaro no Conselho de Ética . O filho do presidente alegou que o colega de Senado teve uma “conduta imoral” ao gravar Bolsonaro sem consentimento e divulgar o áudio em que ele falava sobre a criação da CPI da pandemia .

“Eu ri, eu ri, o que posso fazer? Nessa hora, você tem que rir. Para mim, foi motivo de dar risada logo ele, entre 81 senadores, o que me representa no Conselho de Ética é quem exatamente deveria estar no Conselho de Ética? Porque eu nunca fui acusado de crime. Nenhuma esfera da Justiça nunca me denunciou por nada, nem na minha vida jornalística, nem na minha vida política. A Polícia Federal nunca foi na minha casa às 6h30 da manhã, eu nunca fui manchete negativa do Jornal Nacional. Eu fiz um convite a ele: Já que ele me quer no conselho de ética, eu também faço o mesmo convite: vamos juntos, vamos ver se você tem coragem de ir lá e explicar uma denúncia grave contra você”, disse Kajuru.

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O senador reafirmou que está tranquilo sobre a apuração do Conselho de Ética e colocou a quebra do sigilo telefônico à disposição.

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“Ele (Bolsonaro) não só sabia (que estava sendo gravado) como respondeu pra mim: ‘Kajuru, não tenho nada a esconder’, quando comuniquei a ele que ia para o ar às 12h40. Pode abrir o sigilo telefônico dos dois. Vamos ver quem está falando a verdade. Estou tranquilíssimo, consciência limpa, fiz a minha missão e a cumpri de forma completamente honesta e indiscutível e insofismável”, disse.

Kajuru minimizou o fato de o Cidadania convidá-lo a deixar o partido. O senador disse que partiu dele a sinalização que abandonaria da legenda por divergir da cúpula. Kajuru disse que é independente e negocia sua ida para o Podemos.

“Eu os avisei hoje cedo. Há três meses estou acertando com o senador Álvaro Dias para ir para o Podemos. Eu só continuei no Cidadania por respeito por admiração ao Alessandro (Vieira, senador), a Eliziane (Gama, senadora) e ao carinho do Roberto Freire, mas eu não sou obrigado a concordar com tudo o que o Roberto Freire quer. Quando eu vi que tinha gente do partido contra a CPI (que inclui Estados e municípios) eu me decepcionei, acabou o casamento. Com o acontecimento de hoje, eu me antecipei: podem me expulsar, fazer o que quiser, eu não estou nem aí. Quero ir para o Podemos”, disse Kajuru. “Eu fiquei feliz. Foi a melhor notícia da minha vida hoje foi essa. Estou livre para ir para o partido que eu quero”, completou.

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