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Em um turno no comando do Flamengo, Jesus abre vantagem na tabela e acumula números expressivos

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Na vitória por 1 a 0 sobre o CSA, no último domingo, no Maracanã, Jorge Jesus completou um turno à frente do Flamengo no Campeonato Brasileiro com números expressivos e recordes. Quando o português assumiu, o time estava em terceiro lugar com oito pontos atrás do Palmeiras. O panorama mudou. Agora é o Rubro-Negro encanta o país e tem dez pontos de vantagem na luta pelo título.

Na história dos pontos corridos, nenhum outro clube conseguiu chegar na 28ª rodada com 67 pontos. Um recorde. A pontuação, com dez jogos a menos, é a mesma, por exemplo, que o Fla conquistou em 2009, quando levantou a taça.

Até a nona rodada, antes da parada da Copa América, o Flamengo era comandado por Abel Braga e tinha cinco vitórias, dois empates e duas derrotas – aproveitamento de 62,9%. Com Jorge Jesus, em 19 jogos, foram 16 vitórias, dois empates e apenas uma derrota – aproveitamento de 87,7%.

Jorge Jesus sempre afirmou em sua entrevistas que dá um enorme valor ao Brasileiro, até por isso dificilmente não entra em campo com a força máxima, apesar das disputas pela Libertadores.

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– Já falei várias vezes que esse campeonato é apaixonante, espetacular, jogo jogado, muito talento individual, todas as equipes têm bons jogadores. Taticamente o futebol brasileiro tem crescido. Às vezes, vocês fazem comparações que não devem ser feitas. Eu sou eu, um treinador estrangeiro que está no Brasil. E não quer dizer que todo estrangeiro terá uma qualidade superior – disse Jesus.

Sósia de Jorge Jesus no Maracanã — Foto: André Durão

O estilo de jogo ofensivo, mas com solidez defensiva, também fica evidente na mudança dos números. Antes de Jesus, a média de gols feitos pelo Flamengo era de 1,66 nas nove primeiras rodadas. A de sofridos, um por partida. Com o português, o poder ofensivo melhorou: média de 2,2 gols marcados por jogo, e de 0,68 sofrido.

Os números do ataque são puxados pelo trio Gabigol (19), Bruno Henrique (12) e Arrascaeta (11). Nunca na história do Brasileiro um clube teve os três maiores goleadores da competição.

Na próxima quinta-feira, o Flamengo tenta dar mais um passo rumo ao título. A equipe enfrenta o Goiás, no Serra Dourada. No confronto do primeiro turno, na estreia de Jesus na competição, o Rubro-Negro teve uma de suas melhores exibições e goleou por 6 a 1.

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O Fla com Jesus:

Jogos: 19 – 16 vitórias, 2 empates e 1 derrota

Gols marcados: 43 – média de 2,2 por partida

Gols sofridos: 22 – média de 0,68 por partida

O retrospecto com Jesus no Brasileiro:

Flamengo 6 x 1 Goiás – Maracanã

Corinthians 1 x 1 Flamengo – Arena Corinthians

Flamengo 3 x 2 Botafogo – Maracanã

Bahia 3 x 0 Flamengo – Fonte Nova

Flamengo 3 x 1 Grêmio – Maracanã

Vasco 1 x 4 Flamengo – Mané Garrincha

Ceará 0 x 3 Flamengo – Arena Castelão

Flamengo 3 x 0 Palmeiras – Maracanã

Avaí 0 x 3 Flamengo – Mané Garrincha

Flamengo 1 x 0 Santos – Maracanã

Cruzeiro 1 x 2 Flamengo – Mineirão

Flamengo 3 x 1 Internacional – Maracanã

Flamengo 0 x 0 São Paulo – Maracanã

Chapecoense 0 x 1 Flamengo – Arena Condá

Flamengo 3 x 1 Atlético-MG – Maracanã

Athletico-PR 0 x 2 Flamengo – Arena da Baixada

Fortaleza 1 x 2 Flamengo – Arena Castelão

Flamengo 2 x 0 Fluminense – Maracanã

Flamengo 1 x 0 CSA – Maracanã

Por: Globo Esporte

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Esportes

Vadão, ex-técnico da seleção feminina, morre vítima de câncer

Publicado

Morreu no início da tarde desta segunda-feira Oswaldo Alvarez, o Vadão, ex-técnico da seleção brasileira feminina de futebol e com passagens por São Paulo, Corinthians, Guarani, Ponte Preta, entre outros.

Aos 63 anos, ele lutava contra um câncer no fígado e estava internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, desde a semana retrasada. A assessoria de imprensa do hospital confirmou o falecimento à reportagem do GloboEsporte.com.

Vadão lutava contra a doença desde o início de 2020, quando passou por sessões de quimioterapia e chegou a apresentar evolução, mas o quadro se agravou recentemente. Ele deixa a esposa Ana, os filhos Adriano e Carolina e dois netos. O corpo será levado para Monte Azul Paulista, onde Vadão nasceu e será sepultado.

Histórico

Oswaldo Fumeiro Alvarez, o Vadão, tentou a sorte como jogador nos anos 70, atuando pelos times juvenis do Guarani e do Botafogo-SP. No profissional, passou por Paulista, Velo Clube e Capivariano.

Vadão, à esquerda, na época de jogador com a camisa do Guarani  — Foto: Arquivo pessoal

Vadão, à esquerda, na época de jogador com a camisa do Guarani — Foto: Arquivo pessoal

Mas foi à beira do campo, como treinador, que ele fez o seu nome, sempre com a história muito ligada ao futebol do interior paulista. A começar pelo primeiro grande trabalho.

Vadão ganhou destaque com o “Carrossel Caipira” no Mogi Mirim, onde ajudou a projetar Rivaldo, Leto e Válber também eram outros símbolos daquele time que se inspirava na Holanda de 1974, com o esquema 3-5-2.

Vadão sobre o `Carrossel caipira`: `Foi um marco na história do futebol brasileiro`

Mister Dérbi

Ele também está entre os principais técnicos do futebol de Campinas. Pelo Guarani, é o terceiro treinador que mais dirigiu o time na história. Foram 204 jogos em cinco passagens (1995, 1997-98, 2009-10, 2012 e 2017), com campanhas marcantes, como o acesso na Série B em 2009 e o vice-paulista de 2012 – quando foi eleito o melhor treinador do torneio.

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Vadão é o terceiro técnico que mais dirigiu o Guarani  — Foto: Rafael Fernandes / GuaraniPress

Vadão é o terceiro técnico que mais dirigiu o Guarani — Foto: Rafael Fernandes / GuaraniPress

À frente da Ponte, Vadão teve quatro passagens (2001-2002, 2005, 2006 e 2014). No Brasileirão de 2005, chegou a levar a Macaca à liderança antes de aceitar uma proposta do Verdy Tokyo , do Japão. Foi a sua única experiência internacional.

Também em Campinas é conhecido como “Mister Dérbi” por nunca ter perdido um clássico da cidade, seja por Guarani ou Ponte Preta. A invencibilidade é de nove jogos, com cinco vitórias (quatro pelo Guarani e uma pela Ponte) e quatro empates (três pela Ponte e um pelo Guarani).

Vadão também teve passagens marcantes pela Ponte  — Foto: Raul Pereira / Globoesporte.com

Vadão também teve passagens marcantes pela Ponte — Foto: Raul Pereira / Globoesporte.com

Surgimento de Kaká

Ainda em São Paulo, ficou marcado por ter lançado o meia Kaká no profissional do São Paulo, no título do Torneio Rio-São Paulo de 2001. Um ano antes, teve uma rápida passagem pelo Corinthians, de apenas 21 jogos durante a Copa João Havelange.

Vadão foi o responsável por lançar Kaká no São Paulo  — Foto: Arquivo pessoal / Oswaldo Alvarez

Vadão foi o responsável por lançar Kaká no São Paulo — Foto: Arquivo pessoal / Oswaldo Alvarez

Foram os dois times do “trio de ferro” que ele comandou. Portuguesa, São Caetano, Araçatuba, XV de Piracicaba, onde foi campeão da Série C do Brasileiro de 1995, e Matonense são as outras equipes paulistas no currículo do treinador.

Já em outros grandes centros, o primeiro grande trabalho de Vadão foi pelo Athletico-PR, onde conquistou o Torneio Seletivo para a Libertadores em 1999 e o Campeonato Paranaense de 2000, além de ter iniciado a montagem do grupo que seria campeão brasileiro no ano seguinte. Trabalhou outras duas vezes no Furacão, em 2003 e entre 2006 e 2007, quando foi semifinalista da Copa Sul-Americana.

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Em 2001, revelação Kaká comanda São Paulo na conquista do Torneio Rio-São Paulo

Em 2001, revelação Kaká comanda São Paulo na conquista do Torneio Rio-São Paulo

Ele também deixou sua marca no Vitória, onde subiu para a Série A em 2007, e Criciúma, onde foi campeão catarinense em 2013. Já por Bahia, Goiás e Sport teve passagens mais curtas e discretas.

Vadão foi campeão catarinense pelo Criciúma  — Foto: João Lucas Cardoso

Vadão foi campeão catarinense pelo Criciúma — Foto: João Lucas Cardoso

Seleção brasileira

A história na seleção brasileira feminina começou em abril de 2014, quando estava na Ponte e recebeu o convite da CBF. Em dois anos e sete meses durante o primeiro comando, colecionou conquistas: Copa América 2014, Torneio Internacional de Futebol Feminino 2014, Campeonato Internacional de Futebol Feminino de 2015, Jogos Pan-Americano de 2015, além do quarto lugar nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. Neste ano, ele foi escolhido pela FIFA o sexto melhor treinador do mundo de um time feminino.

Vadão ao lado de Marta em treino da seleção feminina  — Foto: Reuters

Vadão ao lado de Marta em treino da seleção feminina — Foto: Reuters

Já o segundo trabalho na seleção feminina começou em setembro de 2017. Desta vez, ficou um ano e 11 meses, sendo campeão do Torneio Internacional de Futebol Feminino (China), em 2017, e da Copa América, em 2018.

O último torneio pela seleção foi a Copa do Mundo de 2019, com a eliminação nas oitavas de final para a França. Um mês depois do Mundial, foi demitido pela CBF e estava à espera de uma nova oportunidade para voltar ao mercado.

Por: GloboEsporte

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