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Em pesquisa, brasileiros estão divididos sobre Lula disputar ou não as eleições

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Em pesquisa, brasileiros estão divididos sobre Lula disputar ou não as eleições
Agência Brasil

Em pesquisa, brasileiros estão divididos sobre Lula disputar ou não as eleições

Em pesquisa realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas, os brasileiros estão divididos em relação ao ex-presidente  Luiz Inácio Lula da Silva  ser ou não candidato à presidência no próximo ano. 50,4% dos entrevistados acham que o petista não deve disputar o cargo e 44,9% acham que ele deve, enquanto outros 4,7% não souberam responder ou não quiseram opinar.

Entre as regiões brasileiras, o Nordeste é onde mais entrevistados disseram que o petista deve disputar à presidência, com um índice de 58,9%. Já a região sul do país acredita que o petista não deve ser candidato, com 51,4%.

O índice de pessoas que acreditam que Lula não deve ser candidato segue mais negativo na região sudeste (56,2%) e Norte/Centro-Oeste (55,7%).

A pesquisa também mostrou uma diferença de opinião em relação à candidatura de Lula conforme o grau de estudo dos entrevistados. A maior parte daqueles com ensino superior, 59,2%, considera que o petista não deve disputar a eleição, enquanto 51,3% dos que cursaram até o ensino fundamental pensam o oposto.

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Em termos de idade, há uma diferença de pensamento. Entre os entrevistados com idades de 16 a 24 anos e de 25 a 34 anos, 49,5% e 48,3%, respectivamente, apoiam que o petista saia como candidato. Já entre os que têm mais de 60 anos, 53,7% acham que Lula não deveria disputar o cargo.

No eleitorado feminino, 48,2% acham que Lula não deve disputar a eleição enquanto 47,4%, defendem a sua candidatura. No segmento masculino, 52,8% são contra a candidatura do petista, enquanto 42,1% são a favor.

O instituto entrevistou 2.002 pessoas com mais de 16 anos dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

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Após ser alvo de representação, Kajuru desafia Flávio no Conselho de Ética

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Senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) divulgou áudio de conversa com Bolsonaro
Edilson Rodrigues/Agência Senado

Senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) divulgou áudio de conversa com Bolsonaro

Após ser representado pelo senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no Conselho de Ética nesta segunda-feira (12), o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) disse que desafia o filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a um escrutínio do colegiado. Flávio é investigado no inquérito das “rachadinhas”, que apura um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro no gabinete do parlamentar na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Kajuru disse que riu ao saber da representação de Flávio Bolsonaro no Conselho de Ética . O filho do presidente alegou que o colega de Senado teve uma “conduta imoral” ao gravar Bolsonaro sem consentimento e divulgar o áudio em que ele falava sobre a criação da CPI da pandemia .

“Eu ri, eu ri, o que posso fazer? Nessa hora, você tem que rir. Para mim, foi motivo de dar risada logo ele, entre 81 senadores, o que me representa no Conselho de Ética é quem exatamente deveria estar no Conselho de Ética? Porque eu nunca fui acusado de crime. Nenhuma esfera da Justiça nunca me denunciou por nada, nem na minha vida jornalística, nem na minha vida política. A Polícia Federal nunca foi na minha casa às 6h30 da manhã, eu nunca fui manchete negativa do Jornal Nacional. Eu fiz um convite a ele: Já que ele me quer no conselho de ética, eu também faço o mesmo convite: vamos juntos, vamos ver se você tem coragem de ir lá e explicar uma denúncia grave contra você”, disse Kajuru.

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O senador reafirmou que está tranquilo sobre a apuração do Conselho de Ética e colocou a quebra do sigilo telefônico à disposição.

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“Ele (Bolsonaro) não só sabia (que estava sendo gravado) como respondeu pra mim: ‘Kajuru, não tenho nada a esconder’, quando comuniquei a ele que ia para o ar às 12h40. Pode abrir o sigilo telefônico dos dois. Vamos ver quem está falando a verdade. Estou tranquilíssimo, consciência limpa, fiz a minha missão e a cumpri de forma completamente honesta e indiscutível e insofismável”, disse.

Kajuru minimizou o fato de o Cidadania convidá-lo a deixar o partido. O senador disse que partiu dele a sinalização que abandonaria da legenda por divergir da cúpula. Kajuru disse que é independente e negocia sua ida para o Podemos.

“Eu os avisei hoje cedo. Há três meses estou acertando com o senador Álvaro Dias para ir para o Podemos. Eu só continuei no Cidadania por respeito por admiração ao Alessandro (Vieira, senador), a Eliziane (Gama, senadora) e ao carinho do Roberto Freire, mas eu não sou obrigado a concordar com tudo o que o Roberto Freire quer. Quando eu vi que tinha gente do partido contra a CPI (que inclui Estados e municípios) eu me decepcionei, acabou o casamento. Com o acontecimento de hoje, eu me antecipei: podem me expulsar, fazer o que quiser, eu não estou nem aí. Quero ir para o Podemos”, disse Kajuru. “Eu fiquei feliz. Foi a melhor notícia da minha vida hoje foi essa. Estou livre para ir para o partido que eu quero”, completou.

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