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Em novo cargo, Aécio Neves pede tolerância e condena “preconceitos ideológicos”

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Aécio Neves assumiu comando da Comissão de Relações Exteriores da Câmara
Divulgação/PSDB na Câmara

Aécio Neves assumiu comando da Comissão de Relações Exteriores da Câmara

Eleito presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, o tucano Aécio Neves (MG) indicou que pretende fazer um contraponto à política externa do governo Jair Bolsonaro enquanto estiver à frente do colegiado. Nesta sexta-feira, em discurso de posse, Aécio pregou o “respeito, a tolerância e o equilíbrio” nas relações internacionais, além de condenar políticas guiadas por “preconceitos ideológicos”. O deputado também reforçou que o país deve atuar para preservar o multilateralismo, orientação rechaçada pelo ministro Ernesto Araújo.

O tucano substitui Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) , seu antecessor no cargo. Enquanto era presidente do colegiado, Eduardo aproveitou para se aproximar de populistas de extrema-direita na Europa. Além disso, defendeu um alinhamento automático a Donald Trump, mesmo em período eleitoral naquele país, que resultou na ascensão do democrata Joe Biden ao poder.

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“A diplomacia brasileira tem longa tradição de respeito, de tolerância e equilíbrio. Esses preceitos e valores necessitam a cada dia ser reforçados”, disse Aécio, para quem a política externa deve levar em conta “análises rigorosas” de conjuntura internacional: – (Isso deve acontecer) para a promoção dos nossos interesses nacionais, isento de quaisquer preconceitos, sejam eles ideológicos ou partidários.

O tucano disse ainda que, na primeira reunião da comissão, vai apresentar requerimentos para convidar Ernesto Araújo e o ministro da Defesa, Fernando Azevedo. O objetivo é que apresentem o “planejamento de suas ações”.

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“A política externa brasileira deve ter como foco o multilateralismo, nosso relacionamento internacional há de ser amplo, universal, sem exclusões ou alinhamentos automáticos. O Brasil precisa, acredito eu, amplificar sua atuação em grandes temas globais e se inserir em debates mais amplos nos quais nossa contribuição como país é relevante, especialmente em assuntos relacionados aos direitos humanos, ao meio ambiente, a cooperação no combate ao tráfico internacional de pessoas, armas e drogas”.

Aécio também reforçou a necessidade de o Brasil valorizar o diálogo para o enfrentamento à pandemia. “Isso passa obrigatoriamente por uma relação mais ampla com os diversos países e regiões do mundo em busca daquilo que é grande urgência mundial, e em especial a brasileira: a ampla e universal vacinação da nossa gente”.

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Aécio lembrou ainda que a política externa dever ser guiada pelos princípios estabelecidos pela Constituição: “independência nacional, prevalência dos direitos humanos, autodeterminação dos povos, não prevenção, igualdade entre os povos, defesa da paz, solução pacífica dos conflitos, repúdio ao terrorismo e ao racismo e cooperação dos povos para progresso”.

Em longo discurso, também ressaltou a importância do ingresso do Brasil na OCDE (Organização para a Cooperação para Desenvolvimento Econômico), o acordo de comércio com a União Europeia e o Mercosul.

“O próprio Mercosul, que completa 30 de sua criação, deve ser objeto de profundas discussões que possibilitem seu fortalecimento como importante instrumento para o desenvolvimento nacional. Obviamente, garantindo especial atenção às relações com os nossos principais parceiros econômicos. Me refiro aqui aos Estados Unidos e a China, além do fortalecimento da nossa presença absolutamente estratégica nos Brics”.

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Partidos protocolam pedido de cassação de mandato de Eduardo Bolsonaro

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Deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP)
Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP)

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) foi alvo de uma representação protocolada no Conselho de Ética da Câmara nesta terça-feira (13). Partidos pedem a cassação do parlamentar após fala misógina em publicação nas redes sociais.

O PT PSOL, PSB, PDT e PCdoB pediram a cassação do mandato do deputado após Eduardo se referir as deputadas presentes na Comissão de Constituição e Justiça ( CCJ ) sendo “pessoas portadoras de vagina”.

Relembre o tuíte que motivou o pedido de cassação:

“Tais fatos misóginos e desrespeitosos para com as mulheres parlamentares ganhou repercussão nacional e não pode ficar sem uma resposta enérgica desse parlamento, sob pena de se associarem ao desrespeito às mulheres de forma institucionalizada na Câmara dos Deputados”, dizem os partidos na representação.

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O filho do presidente  Jair Bolsonaro se defendeu das acusações durante sessão nesta terça (13) na CCJ, dizendo que “nada mais fez repetir palavra que a própria esquerda utiliza”.

Eduardo usou como exemplo portais de notícias, que em contextos diferentes, usaram o termo “pessoas com vagina”. Dizendo ter feito o comentário de forma irônica, não demonstrou preocupação com a representação . “O tiro vai sair pela culatra”, afirmou.

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