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Em meio a impasse, Lula confirma presença na convenção do PSB

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Lula e Geraldo Alckmin
Reprodução: twitter – 13/04/2022

Lula e Geraldo Alckmin

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) irá à convenção nacional do PSB, partido do seu vice, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, marcada para esta sexta-feira em Brasília. Ao confirmar presença, Lula faz um gesto político para prestigiar a legenda mais importante do seu palanque, em meio a desentendimentos entre PT e PSB em alguns estados, como o Rio. Lula não compareceu sequer à convenção do seu próprio partido, na semana passada.

O evento desta semana deverá reunir aproximadamente 400 pessoas, e vai oficializar a indicação de Alckmin à chapa presidencial. Além disso, servirá para reforçar a parceria entre Lula e o ex-governador. Na ocasião, também serão captadas imagens da dupla que serão usadas durante a campanha, que começará de fato no próximo dia 16.

De acordo com o ex-governador do Piauí e um dos coordenadores da campanha de Lula, Wellington Dias (PT-PI) ajudará a consolidar o recado de que os dois ex-adversários históricos estarão juntos em 2022. Em 2006, Lula venceu a disputa pelo Palácio do Planalto ao derrotar no segundo turno o seu atual parceiro, à época filiado ao PSDB.

“O entendimento para a chapa Lula e Geraldo Alckmin é o maior gesto de grandeza de dois líderes políticos brasileiros. Estiveram em campos opostos durante várias eleições”, afirma Dias.

O PSB também convidou para o evento a presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann, assim como os caciques das demais legendas que compõem a coligação — PCdoB, PV, Solidariedade e Rede. O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, reconhece o gesto de Lula como uma sinalização importante:

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“O PSB se sente prestigiado com essa deferência, é o momento de formalizar a aliança. É importante que ela esteja presente, afinal de contas, é o evento que irá oficializar o companheiro de chapa dele”, diz Siqueira.

A ida do petista ao evento do PSB se dará uma semana depois de o ex-presidente ter percorrido três cidades de Pernambuco de mãos dadas com Danilo Cabral (PSB-PE), candidato da aliança PT e PSB ao governo local, e de ter declarado apoio a ele. No estado, a hegemonia de 16 anos do PSB está sendo ameaçada por Marília Arraes, do Solidariedade. Ex-integrante do PT e do PSB, ela lidera as pesquisas na corrida pelo Palácio das Princesas.

Em outra unidade da federação estratégica para a aliança, o Rio, o movimento de Lula foi no sentido inverso. Ele gravou um vídeo em que deixa claro que apoiará o candidato do PT ao Senado, o deputado estadual André Ciciliano, e não o deputado federal do PSB Alessandro Molon, que pretende disputar o mesmo cargo. A disputa se tornou uma crise recentemente.

O PT do Rio chegou a ameaçar sair do palanque de Marcelo Freixo, candidato do PSB ao governo do estado, com quem Lula e o PT já haviam se comprometido em apoiar. Diante da insistência da Molon em se manter no páreo pelo Senado, o PT cogitou adiar a convenção em que formalizaria a aliança local com Freixo.

Na avaliação de Siqueira, o melhor caminho é separar a coligação nacional das alianças estaduais, especialmente porque o PSB já sacramentou caminhadas em palanques distintos do PT em estados como Paraná, Tocantins, Paraíba e Rio Grande do Norte.

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“Os nossos projetos para governador e senador são localizados nos estados e nem sempre estão harmonizados com o PT, de maneira que uma coisa é a coligação nacional, enquanto as estaduais tem vida própria. Quando for possível, estaremos juntos, mas em vários estados não estaremos.”

Um dia antes da convenção, na quinta, Alckmin e a esposa, Lu Alckmin, serão recepcionados em um jantar organizado por Siqueira e Márcio França, nome do PSB na disputa pelo Senado em São Paulo. A recepção, no Lago Sul, área nobre de Brasília, servirá para Alckmin conhecer os presidentes de todos os diretórios estaduais do PSB, verificar a situação dos palanques regionais e fazer fotos de campanha. No evento, o vice de Lula também será homenageado pela sigla.

Após a aprovação oficial da chapa Lula-Alckmin em convenção, o ex-governador de São Paulo dará início a uma série de agendas solo. Na definição de Siqueira, Alckmin cumprirá as funções atribuídas a ele pelo cabeça da chapa. Conforme O Globo adiantou, estão previstas viagens a partir de agosto com empresários do agronegócio e setores empresariais em Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Tocantins. Caberá a Alckmin a tentativa de quebrar resistências onde o petista tem maior rejeição.

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Fonte: IG Política

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Flow: Bolsonaro volta a defender remédios ineficazes contra a Covid-19

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Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast
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Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast

Em entrevista ao podcast “Flow”, o  presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que “o Brasil é o país com menos sofreu com a Covid-19” logo no início da conversa. Hoje, o país ultrapassa o número de 680 mil mortes por conta do coronavírus. O candidato à Presidência também questionou a imunização contra a doença e voltou a defender os medicamentos ineficazes.

O mandatário ainda admitiu ter recebido orientações para evitar o assunto para perder eleitores, mas disse não se importar e que prefere dizer “a verdade”, segundo ele.

Apesar da fala de Bolsonaro, pesquisas mostram a queda no número de mortes acompanham o avanço da vacinação. Ele ainda disse que preferiu não se vacinar contra a Covid-19, embora tenha imposto sigilo de cem anos em sua carteira de vacinação.

“O pessoal me recomenda: ‘não toque nesse assunto’. Poxa, eu tenho que valar a verdade para o pessoal. Não quer votar mais em mim, lamento, né, posso fazer o quê? Eu tenho que falar a verdade”, disse o presidente.

Enquanto Bolsonaro falava sobre a questão da pandemia durante a entrevista, o programa exibido pela plataforma Youtube, destacava na legenda: “Lembre-se de pesquisar tudo o que foi dito neste programa”.

“Eu não tomei vacina. Me recomendaram até a tomar uma água destilada. Eu não vou. Posso enganar a você, mas não vou enganar a mim. Influencia alguns (a não tomar a vacina). Não é que a minha palavra tá valendo, eles foram ler a bula”, disse.

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Bolsonaro citou estudos de Israel que apontam a perda de eficácia da vacina da Pfizer. Entretanto, a aplicação da quarta dose para adultos acima de 40 anos, imunossuprimidos e profissionais de saúde quatro meses após a terceira dose, é recomendada pelo Ministério da Saúde.

Apesar das críticas, Bolsonaro disse que as doses de vacina contra o coronavírus seguirão sendo disponibilizadas:

“Tem gente que quer tomar a terceira, quarta dose. Sem problema nenhum, enquanto quiser tomar, vamos dar a vacina. Agora, respeite quem não quer tomar a vacina”, disse.

Ademais, o presidente  voltou a defender medicamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid-19, como a hidroxicloroquina.

“Eu acho que deviam tomar. Eu tomei e fiquei bem, 90% tomaram e tão bem”.

Bolsonaro ainda diz que a “liberdade médica” foi cassada durante a pandemia.

“O meu ministro da saúde, o tal do Mandetta, ele fez um protocolo e quem tava com Covid ia pra casa e quando sentia falta de ar, ia para o hospital. Aí eu falei ‘ vai pro hospital fazer o que? Ser intubado?’. Por que você não garante a liberdade do médico de clinicar seu paciente? Porque o médico sabe disso. Se chega alguém que tá passando mal que pode morrer, ele pode receitar alguma coisa em comum acordo com o paciente ou com a família”.

O Chefe do Estado também comentou sobre a questão do contrato da Pfizer ter chegado no Brasil e ele não ter aceitado prontamente, questão tratada durante a CPI da Covid, onde foi divulgado que 101 e-mails com ofertas de venda e reforço da disponibilidade das doses foram ignorados pelo governo brasileiro, o que poderia ter adiantado o  início da vacinação no Brasil.

Bolsonaro justificou que a oferta chegou em maio de 2020 e não aceitou, pois, segundo ele, a farmacêutica não se responsabilizava pelos efeitos colaterais.

“Me acusam de não ter comprado vacina. Li o contrato da Pfizer e tava escrito: “Não nos responsabilizamos pelos efeitos colaterais”. Falei não, pô”.

Antes de estar disponível para o cidadão, qualquer vacina ou medicamento passa primeiramente pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A agência avalia os estudos de eficácia da vacina, ou seja, quanto que ela funciona, e os estudos de segurança, isto é, as reações adversas, efeitos colaterais e problemas observados nas pessoas que se vacinaram. Ou seja, é verdade que as empresas não se responsabilizam pelos possíveis efeitos colaterais, mas ela dispõe de dados, resultados e acompanhamentos para que uma agência de saúde possa aprovar ou não um imunizante com segurança. Se aprovado, é porque a vacina tem sua segurança cientificamente comprovada.

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Fonte: IG Política

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