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Em entrevista, José Dirceu diz que mensalão ‘nunca existiu’

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Ex-ministro da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu
Reprodução/Twitter – 27.07.2022

Ex-ministro da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) disse em entrevista que o mensalão, esquema o qual foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), “nunca existiu”. A frase foi dita pelo petista ao defender a ex-presidente Dilma Roussef numa troca de farpas entre ela e Michel Temer (MDB), na semana passada. Dilma rebateu Temer sobre o impeachment sofrido por ela em 2016: o emedebista afirmou que não houve golpe e que a petista foi retirada do cargo por “problemas políticos”, e ela respondeu que “a História não perdoa a prática da traição”.

“Certas coisas não se pode apagar. Houve um golpe, ele era vice-presidente, a Dilma jamais violou a Constituição. Eu, por exemplo, fui condenado no chamado mensalão, que nunca existiu”, declarou Dirceu em entrevista à BandNews, comparando a sua condenação com o processo da ex-presidente:

“Um juiz me condenava sem provas porque a literatura permitia. O outro disse que o ônus da prova cabia aos acusados, no nosso caso. E o outro me condenou pelo domínio de fato, mas aí o autor veio ao Brasil e disse que não cabia. Então são condenações políticas. No caso da cassação da Dilma, foi (uma cassação) política com anuência do Poder Judiciário. Eu sempre falo que foi um golpe parlamentar-judicial.”

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Dirceu também comentou sobre a tentativa de aliança que uma ala dentro do MDB tentava costurar com a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva logo no primeiro turno das eleições. Nesta quarta-feira, o MDB deve confirmar a candidatura da senadora Simone Tebet (MS) à Presidência, em meio a dissidências internas. Parte da sigla tentou judicializar a disputa, no entanto, o pedido de adiamento foi negado nesta terça-feira pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Edson Fachin. A ‘ala lulista’ alegava que uma candidatura pouco competitiva pode afetar o potencial do partido em emplacar nomes na Câmara e no Senado.

“A questão da aliança com o MDB se dá da Bahia até o Pará, e do Amazonas ao Mato Grosso. É um bloco do MDB que optou por apoiar o presidente Lula, por achar que é necessário vencer Jair Bolsonaro e não ter uma candidatura própria. Lógico que a convenção do MDB que vai resolver isso, ela é soberana (…) O que eles vão fazer disso? Vão expulsá-los? Mas aí acaba o MDB”, complementou.

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José Dirceu foi condenado pelo mensalão e pela Lava-Jato. Em abril, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a condenação em 27 anos de prisão pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Em outro processo, ele foi condenado em segunda instância a 30 anos de prisão. Em ambos os casos, recorre em liberdade. A defesa alega prescrição dos crimes para anular as sentenças.

Dirceu comandou a vitoriosa campanha que levou Lula ao Palácio do Planalto em 2002, mas afirma nos bastidores não ter expectativa de trabalhar no governo novamente caso o ex-presidente seja eleito. A aliados, queixa-se de perseguição política por parte da Justiça e se considera o “último réu” da Lava-Jato por não ter conseguido anular suas sentenças como outros condenados famosos.

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Fonte: IG Política

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Molon dribla PSB e faz sucesso com vaquinha virtual

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Alessandro Molon vai concorrer ao Senado
Reprodução/Twitter

Alessandro Molon vai concorrer ao Senado

Na última quinta-feira (11), o candidato ao Senado Alessandro Molon arrecadou R$ 100 mil para fazer sua campanha. Ele lançou uma vaquinha virtual após o PSB proibi-lo de ter acesso a recursos do fundo partidário.  A decisão do partido foi uma resposta a “desobediência” do deputado federal.

Molon gravou um vídeo nas redes sociais e agradeceu o apoio dos eleitores. Agora ele lançou uma segunda meta, que é alcançar R$ 250 mil. Até o momento, o parlamentar conquistou 42% do seu objetivo.

“A nossa candidatura é a única que tem condições reais de derrotar o candidato do bolsonarismo, que é Romário. Para isso a gente vai precisar de mais recursos, para fazer bom material de campanha e organizar nosso comitê”, comentou.

Confira o vídeo:

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Molon está em segundo lugar nas pesquisas eleitorais para o Senado no Rio de Janeiro. Foi por esse motivo que ele desafiou o PSB e manteve sua candidatura ao cargo, prejudicando o acordo entre o partido com o PT.

A sigla comandada por Carlos Siqueira garantiu que abriria mão da corrida eleitoral pelo Senado para apoiar André Ceciliano (PT), enquanto a agremiação de Gleisi Hoffmann não lançaria um nome ao governo do Rio para estar ao lado de Marcelo Freixo (PSB).

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Fonte: IG Política

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