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Em eleições polarizadas, Câmara e Senado definem novos presidentes nesta segunda

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Agência Brasil

Conheça os candidatos, as regras do pleito e as atribuições de cada cargo
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Conheça os candidatos, as regras do pleito e as atribuições de cada cargo

Deputados e senadores se reúnem nesta segunda-feira (1°) para definir quem comandará as duas casas nos próximos dois anos. O Senado será a primeira casa a definir o novo presidente. Lá a eleição está marcada para começar as 14h. Já a  Câmara começa a definir quem será o futuro presidente a partir das 19h. Por definição das mesas diretoras das duas casas, ambas as eleições serão presenciais. O voto também é secreto e apurado pelo sistema eletrônico.

Tanto na Câmara , quanto no Senado , os mandatos têm duração de dois anos, com possibilidade de reeleição.

No Senado, quatro parlamentares concorrem ao cargo. São eles: Simone Tebet (MDB-MS), Rodrigo Pacheco (DEM-MG) , Major Olimpio (PSL-SP) e Jorge Kajuru (Cidadania-GO). Novas candidaturas podem ser apresentadas até pouco antes do início da votação. A disputa, entretanto, está polarizada entre a senadora Simone Tebet e o senador Rodrigo Pacheco.

A reunião preparatória para a eleição está marcada para as 14h. Ela pode ser aberta com o quórum de 14 senadores , o equivalente a um sexto da composição do Senado. Mas a votação propriamente dita só começa com a presença da maioria absoluta da Casa, que é de 41 senadores.

Para ser eleito, o candidato precisará ter no mínimo a maioria absoluta dos votos, ou seja, pelo menos 41 dos 81 senadores.

Na ocasião serão eleitos ainda os demais membros da Mesa Diretora, também para um mandato de dois anos, mas a recondução é vedada. A Mesa é composta pelo presidente, dois vice-presidentes, quatro secretários e seus suplentes. Os votos para os cargos da Mesa só são apurados depois que for escolhido o presidente.

Como a eleição será presencial, medidas de segurança foram adotadas para evitar a contaminação pelo novo coronavírus. Entre elas estão a colocação de duas urnas de votação do lado de fora do plenário: uma na chapelaria (uma das entradas do prédio do Congresso) e outra no Salão Azul.

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O plenário estará com acesso restrito a senadores. Também haverá mais pontos com oferta de álcool em gel na Casa.

Cargo

O cargo de presidente do Senado é privativo de brasileiros natos e acumula a função de presidente do Congresso Nacional, sendo ainda o terceiro na linha de sucessão da Presidência da República , depois do vice-presidente e do presidente da Câmara dos Deputados. Ele também integra o Conselho de Defesa Nacional e o Conselho da República. Ambos são órgãos consultivos do presidente da República.

Além disso, cabe ao presidente da Casa organizar a pauta de votações e também conduzir os processos de julgamento do presidente da República, vice-presidente, ministros do Supremo Tribunal Federal, membros do Conselho de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público, procurador-geral da República e advogado-geral da União e, nos crimes conexos ao presidente e vice, ministros de Estado, comandantes das Forças Armadas.

Câmara

No caso da Câmara, o atual presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ), chegou a propor a realização de maneira remota, mas a mesa decidiu, por maioria, pela votação presencial. Com isso, está prevista a circulação de aproximadamente 3 mil pessoas no prédio da Câmara, em um momento de aumento nos casos de contaminação pelo novo coronavírus em todo o país.

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Visando diminuir as aglomerações e manter o distanciamento, a mesa decidiu que as urnas para a votação ficarão dispostas no plenário e nos salões Verde e Nobre, espaços que ficarão restritos aos parlamentares.

Até o momento, nove deputados concorrem ao cargo de presidente – dois por blocos partidários, dois de partidos e cinco candidaturas avulsas. Novas candidaturas podem ser apresentadas até pouco antes do início da votação.

A disputa, entretanto, está polarizada entre as candidaturas dos deputados  Arthur Lira (PP-AL) e Baleia Rossi (MDB-SP). Lira foi o primeiro parlamentar a se lançar na disputa. Já Rossi conta com o apoio do atual presidente da Casa.

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Prazo

Na quinta feira (28), Maia encaminhou ofício aos deputados informando que o prazo limite para a formação de blocos parlamentares termina nesta segunda-feira (1º), às 12h.

Às 14h, terá início a reunião de líderes , para a escolha dos cargos da Mesa Diretora pelos partidos, conforme o critério de proporcionalidade. Pelo regimento, os cargos são distribuídos aos partidos na proporção do número de integrantes dos blocos partidários.

A mesa é composta pelo presidente, dois vice-presidentes, quatro secretários e seus suplentes. Os votos para os cargos da Mesa Diretora só são apurados depois que for escolhido o presidente.

Conforme o Regimento Interno , a eleição dos membros da mesa ocorre em votação secreta e pelo sistema eletrônico, exigindo-se maioria absoluta de votos no primeiro turno e maioria simples no segundo turno.

Às 17h, termina o prazo para registro das candidaturas . Terminado esse prazo, haverá o sorteio da ordem dos candidatos na urna eletrônica.

Às 19h está previsto o início do processo de escolha do novo presidente. Pelo regimento da Câmara, para que um candidato seja eleito, ele precisa da maioria absoluta dos votos, ou seja, 257 dos 513 votos disponíveis.

Caso nenhum candidato alcance a maioria absoluta, será realizado um segundo turno, em que sairá vencedor o que obtiver maioria simples.

Presidência

O cargo de presidente da Câmara dos Deputados é reservado a brasileiros natos. Cabe ao presidente falar em nome da Casa legislativa. Quem ocupa o cargo também é responsável por ficar no segundo lugar na linha sucessória da Presidência da República, depois do vice-presidente. Integra ainda o Conselho de Defesa Nacional e o Conselho da República.

Cabe ao presidente da Casa organizar a pauta de votações, a chamada ordem do dia, em conjunto com o Colégio de Líderes , integrado pelas lideranças dos partidos políticos e bancadas da Casa.

Além disso, o presidente da Câmara dos Deputados tem a palavra final sobre pedidos de abertura de processo de impeachment ou instalação de comissões parlamentares de Inquérito (CPI’s).

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Doria alfineta Bolsonaro: “Pergunte à sua mãe qual vacina que ela recebeu”

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 Doria atualiza informações sobre o coronavírus em SP durante coletiva nesta sexta (5)
Reprodução: ACidade ON

Doria atualiza informações sobre o coronavírus em SP durante coletiva nesta sexta (5)

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), teceu críticas contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira (5).

Na coletiva que antecede a volta do estado a fase vermelha do Plano São Paulo, que fechará atividades não-essenciais a partir de sábado (6) para evitar o avanço da pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2), Doria criticou o presidente:

“Vidas que se vão, vidas que se perdem. País entristecido, machucado, ferido, e o presidente da República lançando ‘Vai pedir vacina para a sua mãe’”, declarou.

O tucano rebateu delcarações feitas por Bolsonaro na última quinta (4), que, quando irritado com questionamento dos jornalistas sobre o atraso na compra das vacinas, disparou: “Tem idiota que diz ‘vai comprar vacina’. Só se for na casa da tua mãe”.

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João Doria questionou o chefe do executivo sobre o fato da mãe dele, Dona Olinda, de 93 anos, que mora em São Paulo, ter se vacinado:

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“Pergunte à sua mãe, presidente Jair Bolsonaro, qual foi a vacina que ela recebeu em seu braço. Pergunte se ela concorda com essa sua observação, com esse seu repto, com essa sua falta de educação, aliás, corriqueira no seu comportamento. Pergunte à sua mãe que vive aqui, no Vale do Ribeira em São Paulo, se ela concorda com esta sua maldade”.

Vivendo o pior momento da pandemia, com o país  batendo recordes de óbitos por dia , e com Bolsonaro criticando medidas de distanciamento social , Doria usou falas do presidente para criticá-lo:

“O que faz o presidente da República do Brasil? No pior momento da pandemia, com o maior número de mortes, o maior número de infecções, o maior risco e falta de vacinas, o presidente viaja, promove aglomerações, anda de jet ski, assa leitõezinhos em casa e exalta: ‘chega de mi-mi-mi’, ‘parem de frescura, ‘vão chorar até quando?’, ‘quer vacina? vai pedir para a sua mãe’”, dispara.

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