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É preciso trocar o chip ou o número de celular após ter o WhatsApp roubado?

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Minha dúvida é: devo trocar meu chip/número de telefone junto à operadora depois de ter minha conta do WhatsApp roubada? Sabendo que depois de realizar os procedimentos já consegui recuperá-la e está funcionando normalmente. Obrigado. – Celso

Celso, a maioria dos golpes de WhatsApp ocorre quando um criminoso entra em contato com você e consegue convencê-lo a informar o código de ativação do WhatsApp que chega por SMS. O golpista vai inventar alguma história para justificar o contato (uma promoção, uma validação de cadastro, entre muitas outras), mas tudo acontece graças a essa “conversa” do bandido.

Sendo assim, sua linha ou seu chip não influenciam em nada nesse golpe e não há motivo para trocar de número ou chip.

Em alguns casos mais raros (e mais preocupantes), os criminosos passam a linha da vítima para outro chip. Nesse caso, que é chamado de “SIM swap” ou “transferência de chip”, seu celular fica sem conexão com a operadora e você terá de procurar o atendimento para reativar sua linha em seu chip.

A sua linha vai cair porque os criminosos não realizam nenhuma “clonagem”. Eles apenas transferem sua linha para um chip novo, simulando uma troca (que é normal em caso de mudança de formato, defeito, perda e roubo). Até pode ser necessário adquirir um novo chip presencialmente em uma loja para regularizar a situação, pois a operadora pode não ter condições de reverter sua linha para o chip anterior. Mas não é necessário trocar de número.

Como sua situação já foi regularizada e você não mencionou ter perdido o acesso à rede celular, não me parece que você foi alvo desse tipo de fraude.

Vale deixar claro que o “SIM swap”, ao contrário da fraude em que o criminoso entra em contato, ocorre sem qualquer interferência da vítima. Em alguns casos, sabe-se que essas transferências de chip só foram possíveis com a colaboração de funcionários das operadoras ou de suas parceiras. É muito importante denunciar esse caso à polícia e à ouvidoria da operadora.

Para se proteger no WhatsApp, a medida mais importante é a verificação em duas etapas (ou “PIN”). Quando você ativa a exigência de PIN no WhatsApp, os criminosos não poderão roubar sua conta no WhatsApp, tendo ou não acesso ao seu número de telefone.

: O PIN do WhatsApp impede que a conta seja ativada em outro celular em caso de perda do número por roubo da linha ou do celular — Foto: Reprodução

: O PIN do WhatsApp impede que a conta seja ativada em outro celular em caso de perda do número por roubo da linha ou do celular — Foto: Reprodução

De qual aparelho foi enviada uma mensagem de WhatsApp?

Digamos que uma pessoa tenha um aparelho com seu chip e compre outro chip de outra operadora e cadastre esse chip no nome e CPF de outra pessoa. Em seguida, ela baixa o aplicativo “Dual Space” (onde cadastra esse número no WhatsApp) e manda mensagens para uma pessoa e depois joga esse chip fora.

Tem como saber de qual aparelho saiu essas mensagens? Pelo número de telefone se consegue o nome e endereço. Mas saber pelo número de qual aparelho vieram as mensagens, tem como? – Desiree

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Desiree, não ficou muito claro se você quer identificar o aparelho (modelo/marca) ou um dispositivo específico. Mas vamos lá.

Quando um aparelho está conectado à rede celular, ele informa seu código IMEI à operadora. O IMEI é composto de 15 dígitos, sendo que os 8 primeiros correspondem ao “TAC”, um código único reservado a cada modelo de celular.

Em outras palavras, IMEI, que a operadora pode informar, revela nos 8 primeiros dígitos a marca e o modelo do aparelho. Já o IMEI completo (15 dígitos) pode ser usado para identificar um dispositivo específico – em condições normais, não existem dois aparelhos com o mesmo IMEI. Inclusive, aparelhos “dual chip” têm dois IMEI, um para cada chip, pois não se deve usar o mesmo IMEI para duas conexões à rede celular.

Como descobrir o IMEI — Foto: G1/Arte

Como descobrir o IMEI — Foto: G1/Arte

Porém, isso vale para conexões à rede celular. O WhatsApp usa o número do celular, mas não é um sistema da rede celular, como SMS ou chamadas.

Por exemplo, você pode ativar o WhatsApp em qualquer celular, inclusive em um celular sem chip, desde que você tenha acesso ao SMS de ativação. Isso significa que nem sempre há relação entre o número cadastrado no WhatsApp e as informações que a operadora possui sobre aquele número.

Vamos imaginar um exemplo. Digamos que você não queira usar o seu celular para o WhatsApp e que você tenha um tablet Android que nem acessa a rede celular. Você pode instalar o WhatsApp no seu tablet e ativá-lo digitando o código que vai chegar por SMS ao seu celular. Para a operadora, o aparelho conectado no seu número é o seu celular. Para o WhatsApp, é o tablet.

Na prática, a origem de uma mensagem de WhatsApp só pode ser identificada pelo próprio WhatsApp, o que exige uma ordem judicial. A operadora pode informar dados sobre o número e isso pode ajudar a identificar o aparelho utilizado, mas só quando o WhatsApp é utilizado da maneira “tradicional”, ou seja, quando o mesmo aparelho está conectado ao WhatsApp e à rede de telefonia.

E-mails de golpes após acessar o banco?

Desde que comecei a usar o internet banking (de três bancos diferentes) no meu notebook, venho recebendo e-mails fraudulentos direcionados a mim como se fosse dos bancos, logo depois, e muitas vezes com meu nome. Como sou experiente em relação a phishing, nem abro eles sabendo da arapuca.

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Minha dúvida é a seguinte: Como os criminosos estão sabendo de minha atividade online? Eu gosto muito de usar o navegador Opera por conta da VPN embutida e não sei se a culpa é dele.

Meus outros palpites são os seguintes:

  1. Fragilidade no roteador (apesar de ele ter uma senha pessoal forte)?
  2. Cookies ou histórico do navegador (costumo deixar o histórico sem limpar por algumas semanas pra facilitar a navegação diárias sempre nas mesmas páginas)
  3. Extensões – Uso somente 3: Adguard e Ublock Origin juntas, e de vez em quando uma chamada Absolute Enable right click (tendo em vista que as outras duas são bem famosas, esta é minha suspeita número 1, apesar dela também ser bem avaliada)
  4. Alguma fragilidade do Opera?
  5. Outra coisa sinistra que não faço ideia!

Gostaria muito de saber sua opinião. – Daniel

Daniel, o mais provável é que seja simplesmente uma coincidência. De fato, não seria nenhuma surpresa se os criminosos tivessem dados gerais a respeito dos horários mais comuns para o uso do internet banking e tentassem enviar as fraudes por volta do mesmo horário.

Com ou sem essa “inteligência” por parte dos bandidos, o fato é que muitas fraudes são enviadas diariamente. Sendo cliente de três bancos, acaba sendo mais fácil ocorrer esse tipo de coincidência com você.

Vale também considerar a possibilidade de que esses e-mails não sejam fraudulentos. Infelizmente, algumas instituições financeiras têm enviado e-mails a clientes para divulgar produtos ou até mudanças no serviço. Você age corretamente evitando as mensagens, já que a ideia desses bancos – diferenciar comunicados ao cliente das “solicitações de dados” que aparecem nas fraudes – cria uma linha muito tênue, podendo facilmente abrir brechas para fraudes que imitem a comunicação oficial do banco.

O blog não recomenda o uso de VPNs e também sugere o uso do internet banking no smartphone. Os aplicativos dos bancos costumam ter funcionalidades amigáveis, como a digitalização do código de barra dos boletos com a câmera, e realizam checagens de segurança que você precisa fazer manualmente no computador (conferir se a página está com o “cadeado”, por exemplo).

Contudo, é improvável que seu acesso aos bancos pelo notebook esteja desencadeando o recebimento dessas fraudes. Se não for coincidência nem um comunicado oficial do banco, vale tentar usar outro dispositivo ou outra conexão. Uma dica: você pode usar a função de “roteador” do seu celular para acessar a internet pelo 3G e evitar seu roteador. Assim, você vai isolar todas as possibilidades.

Por: G1

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5 fatos sobre acúmulo de função e desvio de função

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Este é um dos temas que pode gerar mais controvérsia no Direito do Trabalho e, por isso, acaba gerando posicionamentos tão diferentes nos julgamentos.

5 fatos sobre acmulo de funo e desvio de funo

Antes de tudo, é preciso diferenciar desvio de função e acúmulo de função. Acúmulo de função ocorre quando um trabalhador exerce, além da sua função, atividades de um cargo diferente. Já o desvio de função ocorre quando o empregado é obrigado a exercer função distinta daquela para a qual foi contratado, afeta a outro cargo.

Para sanar algumas dúvidas sobre o tema, reunimos cinco curiosidades que todo trabalhador e empregador devem saber sobre o acúmulo de função.

Olha só:

1 – Acarreta ou não aumento salarial?

Para cada atribuição do trabalhador deve haver uma contraprestação correspondente e tanto as atividades como o salário devem constar no contrato de trabalho. Assim, as atribuições do empregado e seu salário devem estar de acordo com o cargo para o qual foi contratado.

Portanto, se lhe forem designadas atividades distintas, que exijam outra qualificação técnica, estará caracterizado o desvio de função, ou se ainda houver acúmulo de funções, e o empregador deverá pagar um aumento salarial.

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2 – O dever de provar é de quem?

O dever de provar o desvio de função ou acúmulo de função é do empregado, segundo artigo 818 da CLT e artigo 333 do CPC. Isso quer dizer que, numa ação judicial, cabe ao funcionário comprovar que exerceu função distinta daquela para a qual foi contratado.

Se o empregado presta serviços estranhos ao contrato juntamente com atividades inerentes à função efetiva, também deve provar os fatos por meio de provas e testemunhas perante o Juízo.

3 – Cada caso é um caso

Se o empregador exigir atividade que não esteja especificada no contrato de trabalho, mas for afeta, por sua natureza, ao cargo por ele ocupado, não caracteriza como desvio de função. O desvio de função acontece quando o empregado passa a exercer outra função, com maior responsabilidade e remuneração, mas permanece com os vencimentos inalterados.

Por outro lado, para que se configure acúmulo de função é necessário que haja distinção entre a função inicial e a nova, e o exercício concomitante das duas. Geralmente isso ocorre quando algum funcionário da empresa é dispensado, e suas atividades são repassadas a um empregado que exerce outra função.

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4 – Se o chefe exigir…

À princípio, o empregador não pode exigir uma tarefa que não seja própria do cargo ocupado pelo empregado.

Por exemplo: se o empregado é contratado para ser motoqueiro, está especificado no contrato de trabalho que ele deve exercer atividades como entregar e receber correspondências, cumprir horários etc.

Por causa da sua função, tal trabalhador poderá ser responsável por realizar outras tarefas que não estão discriminadas no contrato, mas que são compatíveis com a natureza da atividade, tal como fazer a cobrança do cliente, sem que isso caracterize desvio de função.

5 – A regra é clara

Conforme expresso no artigo 468 da CLT, qualquer alteração no contrato de trabalho do empregado deve ser feita com o seu conhecimento, ou seja, o empregador não pode, unilateralmente, efetuar qualquer modificação prejudicial.

Além disso, o empregado poderá solicitar seu desligamento por falta grave do empregador, quando este exigir serviços alheios ao contrato, conforme determina o artigo 483, alínea a, da CLT.

 

FONTE: JusBrasil

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