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Dívida pública só deve começar a cair em 2023, projeta Tesouro

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Mesmo com a aprovação da reforma da Previdência e a execução do teto de gastos, a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) só deve começar a cair em 2023, informou hoje (30) o Tesouro Nacional. A projeção consta de relatório com perspectivas para a dívida pública brasileira.

Segundo o Tesouro, a DBGG, divulgada pelo Banco Central, e que leva em conta o endividamento bruto da União, dos estados e dos municípios, deverá encerrar 2019 em 80,8% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) e continuar subindo até chegar a 81,8% em 2022.

Considerando o retorno dos superávits primários – economia para pagar os juros da dívida pública – em 2023, a dívida bruta começaria a cair lentamente nesse ano, até chegar a 73,5% do PIB em 2028. A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP), que considera o que o governo tem a pagar e a receber, atingiria o pico de 64,8% do PIB em 2024, começando a cair no ano seguinte e encerrando 2028 em 61,5%.

Juros baixos

O cenário leva em conta crescimento médio anual de 2,44% do PIB de 2020 a 2028 e taxa Selic (juros básicos da economia) médios de 6,59% ao ano no mesmo período. O secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, ressaltou que os efeitos da queda da taxa Selic, atualmente no menor nível da história, foram computados nas projeções e beneficiarão a trajetória da dívida pública nos próximos anos.

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“Nossa dívida pública tem um prazo médio muito baixo, em torno de quatro anos. Isso significa que, nos próximos quatro anos, a dívida pública vai ser renovada com juros muito mais baixos que as taxas anteriores”, disse Mansueto. Ele lembrou que, em 2016, a taxa Selic, juros básicos da economia, estava em 14,25% ao ano, contra 5% ao ano atualmente. “Estamos num cenário de juros impensável há três anos. Isso exige um primário menor para colocar a dívida em trajetória de queda”, acrescentou o secretário.

Mesmo com a reforma da Previdência, o teto de gastos e os juros baixos incorporados às previsões, o secretário do Tesouro disse que a dívida pública pode cair mais que o previsto com o leilão da cessão onerosa dos barris de petróleo da camada pré-sal, a devolução extra de R$ 30 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao Tesouro e com a realização de algumas privatizações.

Comparações internacionais

Apesar da estabilização e da diminuição do endividamento do governo nos próximos anos, o relatório do Tesouro ressaltou que a dívida bruta, principal indicador usado nas comparações internacionais, continuará alta em relação a outros países semelhantes ao Brasil. A Dívida Bruta do Governo Geral encerrou 2018 em 77,2% do PIB, contra média de 50,8% nas economias emergentes de renda média.

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O descolamento é ainda maior se comparado com países emergentes com grau de investimento (selo de bom pagador concedido por agências internacionais). Essas economias chegaram ao fim de 2018 com dívida bruta média de 43,7% do PIB.

Edição: Nádia Franco

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Dólar sobe para R$ 5,72 e fecha no maior valor em duas semanas

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Influenciado pelo exterior e por tensões no mercado interno, o dólar voltou a superar a barreira de R$ 5,70 e fechou no maior valor em duas semanas. A bolsa de valores resistiu às pressões externas e subiu quase 1% em um dia de poucas negociações.

O dólar comercial encerrou hoje (12) vendido a R$ 5,722, com alta de R$ 0,047 (+0,84%). A moeda norte-americana iniciou a segunda-feira em baixa, chegando a R$ 5,63 na mínima do dia, por volta das 9h50. Depois das 12h, reverteu a tendência e passou a subir. A cotação atingiu o maior nível desde 30 de março, quando tinha encerrado a R$ 5,762.

Diferentemente do câmbio, o mercado de ações teve um dia de tranquilidade, marcado por ganhos. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 118.812 pontos, com alta de 0,97%. O indicador descolou-se do exterior, tendo subido o dia inteiro, enquanto os índices norte-americanos tiveram um dia de queda. A bolsa brasileira registra perda de apenas 0,17% em 2021.

Dois fatores contribuíram para a volatilidade no mercado de câmbio. Depois de dias de queda, as taxas dos títulos do Tesouro norte-americano de dez anos voltaram a subir nesta segunda. Juros mais altos nos papéis norte-americanos, considerados os investimentos mais seguros do mundo, pressionam a cotação do dólar em países emergentes, como o Brasil.

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O impasse em torno das negociações sobre o Orçamento Geral da União de 2021 também voltaram a influenciar o dólar. O presidente Jair Bolsonaro tem dez dias para sancionar o texto, aprovado com o remanejamento de R$ 26,45 bilhões de despesas obrigatórias para emendas parlamentares impositivas. A equipe econômica recomendou o veto parcial, para evitar a violação do teto de gastos e questionamentos do Tribunal de Contas da União.

*Com informações da Reuters

Edição: Nádia Franco

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