conecte-se conosco


POLÍTICA

Daniel Silveira deve ter prisão mantida por mais de 300 votos, admitem aliados

Publicado

source
Deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), preso por incitar violência ao STF e pedir a volta do AI-5
Agência Brasil

Deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), preso por incitar violência ao STF e pedir a volta do AI-5

Aliados do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) já admitem que a Câmara manterá a prisão do parlamentar na sessão marcada para começar às 17h . Os mais pessimistas calculam uma derrota por 350 votos . A horas do início da votação, deputados bolsonaristas fazem um último esforço com apelos por mensagem de WhatsApp e telefonema pela soltura do colega, mas têm pressão o silêncio como resposta.

Presidente da Frente Parlamentar da Segurança, o deputado Capitão Augusto (PL-SP) disparou como parlamentares pela manhã uma mensagem via WhastApp com apelo aos colegas. Com o título “05 principais fundamentos técnicos pela inconstitucionalidade da prisão do Deputado Federal Daniel Silveira”, o texto reunia declarações de advogados do jornalista Alexandre Garcia na tentativa de conquistar votos pela soltura de Silveira. Capitão foi ignorado pela maioria dos destinatários e reconhecem a dificuldade de sucesso:

“Estou solicitando aos parlamentares, mas o silêncio deles está me assustando. Alguns dizem que vão derrubar (a prisão), mas mais de 90% não se manifestam. Já pressenti que vamos perder e haverá mais de 300 votos favoráveis ​​a manutenção da prisão”, disse.

Leia mais:  Joice Hasselmann provoca Bolsonaro em rede social: "BolsoChavismo"

Para Capitão Augusto, a falta de apoio refletido o recebimento dos deputados em contrariar a decisão do Supremo Tribunal Federal. Daniel Silveira foi preso à noite de terça-feira, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, após gravar um vídeo com acesso aos integrantes da Corte . No dia seguinte, por unanimidade o STF manteve prisão do parlamentar.

Você viu?

“Vejo vários parlamentares falando dessa questão do descontentamento do STF se nossa decisão para contrária ao que os 11 decidiram . Digo aos deputados: isso é problemas deles, se vão ficar contentes ou não. Temos que fazer o que é certo. É uma prisão que consideramos arbitrária”, disse Capitão Augusto.

Um dos deputados federais mais próximos de Silveira, Carlos Jordy (PSL-RJ) afirma que, pelas conversas com colegas de parlamento, o aliado receberá cerca de 350 votos pela prisão. Segundo ele, às vésperas da votação, está muito difícil convencer os deputados contrários a Silveira a mudarem de ideia.

Leia mais:  Covas lidera com 16% e é seguido de perto por Boulos; veja como está a disputa

“Quem podíamos convencer, já convencemos. O resto está irredutível. Ou porque não quer se indispor com o STF, ou porque é opção ao governo, ou porque não gosta de Daniel Silveira pela forma como ele se expressa “, disse Jordy.

“É uma pena que desligada julgando a pessoa, e não os fatos. Estão violando uma prerrogativa da imunidade parlamentar. O Conselho de Ética é que seria o lugar adequado para avaliar se houve quebra de decoro. Não deveria haver interferência de um poder sobre o outro. Abre um precedente muito perigoso”, completou.

Comentários Facebook
publicidade

POLÍTICA

Lira rebate críticas à proposta de imunidade parlamentar: “Não é PEC impunidade”

Publicado

por

source
PEC sobre imunidade parlamentar foi desenvolvida por grupo indicado pelo presidente da Câmara
Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

PEC sobre imunidade parlamentar foi desenvolvida por grupo indicado pelo presidente da Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse nesta quarta-feira que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da imunidade parlamentar “não é a PEC da impunidade”.

Pouco antes de o plenário iniciar sessão sobre o assunto, Lira reagiu às críticas de que o texto seria elaborado para evitar qualquer punição a deputados e senadores.

O vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), que comanda o início do debate, afirmou que apenas a “admissibilidade” da proposta seria votada nesta quarta-feira.

Apresentada na terça-feira, a PEC gerou polêmica e provocou reações de partidos como PSOL, Novo, Cidadania, Rede e Podemos. Essas legendas tentam barra a deliberação do tema a toque de caixa.

Se a PEC já estivesse em vigor, o deputado Daniel Silveira não poderia ter sido preso em flagrante, assim como Flordelis não poderia ser afastada do mandato.

Após rechaçar a jornalistas a possibilidade de ser uma “proposta da impunidade”, Lira também recorreu ao Twitter para falar sobre o assunto. A medida foi acordada pela maioria dos líderes após a manutenção da prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ). Lira defende uma tramitação rápida, enquanto a temperatura do assunto favorece a mudança de regras.

Leia mais:  Covas lidera com 16% e é seguido de perto por Boulos; veja como está a disputa

“Quando se contrapõe à democracia, a ‘inviolabilidade” do mandato parlamentar não é absoluta, como bem demarcou o STF e, com 364 votos, a Câmara. Mas a inviolabilidade não foi revogada e sua autoria é dos mesmos que inscreveram as atribuições da Suprema Corte na mesma Constituição”, escreveu Lira. Ele continuou a argumentar: “Não sou a favor nem contra qualquer solução legislativa específica sobre a proteção do mandato, que não protege o parlamentar, mas a Democracia. Sou a favor, sim, que o Congresso faça sua autocrítica e defina um roteiro claro e preciso para o atual vácuo legal para lidar com situações desse tipo”.

Você viu?

Durante a sessão, o líder do Cidadania, Alex Manente (SP), criticou a forma apressada como a PEC estava sendo deliberada.

— Não podemos fazer isso como se fosse um pastel numa feira, da maneira como estamos fazendo. Podemos transformar essa limitação numa impunidade. Esse é o risco que pode se correr se não debatermos uma mudança constitucional – discursou o deputado.

Vice-líder do PSOl, Fernanda Melchionna, afirmou que a votação causa “estranhamento” e parece uma reação ao Supremo Tribunal Federal (STF), que decretou a prisão de Silveira.

Leia mais:  Deputados e senadores pedem investigação de ofensa de Bolsonaro a repórter

— Quero alertar a todos: se a PEC que está sendo apresentada fosse votada antes, o deputado Daniel Silveira não teria sido preso. Porque crimes de ódio e da extrema-direita estariam impunes. A deputada Flordelis também não seria afastada do mandato – discursou a deputada do PSOL.

Deputado do Novo, Gilson Marques (SC) também criticou a redação do texto.

— Uma PEC às vezes demora anos para ser votada. Essa PEC serve para a blindagem, turbinar o foro privilegiado, autobenefício, não tem nem relatório pronto. Coletou em tempo recorde as assinaturas. E ontem o texto ficou pronto – atacou o deputado.

Ex-líder do governo Jair Bolsonaro e hoje adversária do presidente da República, Joice Hasselmann (PSL-SP) também se posicionou contrária à proposta.

— Esse projeto é um escárnio. É estender tapete vermelho para corrupto cometer crime.

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana