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CIÊNCIA E SAÚDE

Covid: quase 1 milhão de pessoas foram vacinadas na China

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Segundo presidente da farmacêutica estatal Sinopharm, apenas um pequeno grupo teve efeitos colaterais, que não foram significativos

China vacinou quase 1 milhão de pessoas

China vacinou quase 1 milhão de pessoas

Tingshu Wang/Reuters – 4.9.2020

Quase um milhão de pessoas foram vacinadas com uma das vacinas chinesas candidatas contra o coronavírus e, até agora, não tiveram “efeitos adversos significativos”,  disse Liu Jingzhen, presidente da farmacêutica estatal Sinopharm.

Liu disse em uma entrevista que ecoou nas redes sociais da empresa que “a vacina foi testada em quase um milhão de pessoas” e que “apenas um pequeno grupo (deles) teve efeitos adversos leves”.

Ele acrescentou que “diplomatas e estudantes que viajaram para mais de 150 países não apresentaram teste positivo para covid-19 após serem vacinados”.

Em 22 de julho, a China autorizou o uso de vacinas candidatas contra o coronavírus para certos casos excepcionais, como “proteção de pessoal de saúde, funcionários de programas de prevenção, inspetores portuários e funcionários do serviço público”.

Última fase de testes

Embora Liu não especifique na entrevista se a vacina testada é da Sinopharm, ele indicou que o grupo está prestes a concluir a terceira fase de testes clínicos que está realizando em dez países com a participação de cerca de 60 mil pessoas.

“Terminamos a coleta de sangue de 40 mil pessoas 14 dias após receber as duas injeções necessárias para a vacinação. O resultado é muito bom”, diz.

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Até agora, as autoridades chinesas não revelaram quando poderão comercializar suas vacinas em grande escala, mas o diretor do Centro de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Comissão Nacional de Saúde, Zheng Zhongwei, indicou no final de outubro que o país asiático planeja fabricar 610 milhões de doses antes do final deste ano e 1 bilhão em 2021.

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CIÊNCIA E SAÚDE

Alimentação saudável pode minimizar sintomas da TPM

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A ginecologista Marcella Marinho aponta que uma dieta rica em alimentos vegetais e peixes pode melhorar a qualidade de vida da mulher no período pré-menstrual

Um dos períodos mais complicados da saúde da mulher sem dúvida é o da Tensão Pré-menstrual (TPM), que a cada ciclo menstrual provoca sintomas físicos e emocionais. Por se tratar de uma desordem caracterizada por um conjunto de alterações hormonais que provocam sintomas por até duas semanas antes da menstruação causando desequilíbrio na mulher, muitas acabam necessitando de tratamento médico específico para o humor e mudanças comportamentais.

Entre os sintomas físicos, os mais frequentes são dores de cabeça, enxaqueca, retenção de líquidos, fadiga, constipação, dor nas articulações, dor nas costas, cólicas abdominais, palpitações cardíacas e ganho de peso. Já os sintomas emocionais caracterizam-se por alterações de comportamento, ansiedade, depressão, irritabilidade, ataques de pânico, tensão, falta de concentração, diminuição do trabalho ou do desempenho social e alteração da libido.

Segundo a ginecologista Marcella Marinho, neste interim, nota-se que as escolhas alimentares podem afetar diretamente estes sintomas, podendo amenizá-los ou agravá-los. “Uma alimentação saudável pode colaborar para que este quadro seja amenizado ou mesmo, por meio de alimentos que repõem os nutrientes necessários, eliminar os sintomas da TPM”, ressalta.

Tendo em vista as duas fases do ciclo menstrual, o folicular e a lútea, é no período lúteo que ocorrem mais alterações, como retenção de água, elevação de peso, aumento de demanda energética, modificações no perfil lipídico e no metabolismo de vitamina D, cálcio, magnésio e ferro, hipersensibilidade emocional, dores generalizadas e mudança do comportamento alimentar, favorecendo uma maior ingestão energética e o surgimento de compulsões alimentares, principalmente por alimentos muito calóricos como chocolate, doces e carboidratos salgados.

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Em termos preventivos, mudanças de hábitos na dieta e no estilo de vida podem ter efeitos atenuantes significativos sobre os sintomas da TPM, como redução no consumo de álcool, cafeína, sal, açúcar refinado e na ingestão de carboidratos, junto ao consumo moderado de carne e laticínios. “Adicionalmente, uma dieta rica em alimentos vegetais — folhas, frutas, legumes e frutas secas, como nozes e amêndoas —, peixes, como atum, cavala e salmão, e linhaça (óleo e sementes), pode aumentar as prostaglandinas anti-inflamatórias”, indica Dra. Marcella.

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Tipos de TPM

Em média, a TPM inicia-se por volta dos 26 anos de idade, podendo iniciar na adolescência e agravar-se ao longo dos anos, desenvolvendo ou piorando patologias como ansiedade e depressão, especialmente quando se têm algum histórico familiar ou pessoal, como aquelas que tiveram depressão pós-parto.

Existem quatro variações da TPM. Segundo a Dra. Marcella Marinho, “é importante frisar que os sintomas podem manifestar-se em combinação variável ou isoladamente”.

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E inúmeras são as pesquisas e experiências desenvolvidas por médicos, cientistas, laboratórios e universidades voltadas à identificação, compreensão e tratamentos, tanto preventivos como corretivos, aos distúrbios e doenças característicos do corpo da mulher.

  1. TPM do Tipo A: cujo sintoma principal é a ansiedade.
  2. TPM do Tipo C: em que a cefaleia (dor de cabeça) destaca-se entre os demais sintomas. Pode também apresentar fadiga e aumento de apetite, principalmente desejo por doces.
  • TPM do Tipo H: em que prepondera a retenção hídrica. Neste tipo, são comuns alterações físicas, como o inchaço, aumento do volume no abdômen, dores mamárias e ganho de peso.
  1. TPM do Tipo D (Depressão): a depressão é o principal sintoma. Está associada à insônia, ao choro fácil, ao desânimo e ao esquecimento. Sem os níveis adequados de estrogênio e progesterona, ocorre a tensão nervosa, resultando em aumento da desordem nervosa, incluindo a depressão.
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Dados apontam que a TPM atinge mais de 18,5 milhões de brasileiras de 10 a 49 anos.

Sobre Marcella Marinho

A médica Marcella Marinho é especialista em ginecologia e obstetrícia pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). É pós graduada em Laparoscopia e Histeroscopia pelo Hospital do Servidor Estadual (IAMSPE), em Sexualidade Humana pela USP, em Ciências da Longevidade Humana – Grupo Longevidade Saudável e pós graduanda em Nutrologia pela Instituto Israelita de ensino e pesquisa Albert Einstein. Realiza acompanhamento preventivo de mulheres, priorizando o atendimento integral em todas as fases da vida, da adolescência até a menopausa. Como obstetra, dedica-se em estar junto a gestante para acompanhar a evolução da gestação e do trabalho de parto. Para mais informações, acesse o perfil do Instagram @dramarcellamarinho,  por e-mail dra.marcellamarinho@gmail.com ou pelo telefone (11) 93429-0805.

FONTE: https://jornaldebrasilia.com.br/saude/alimentacao-saudavel-pode-minimizar-sintomas-da-tpm/

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