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Covid-19: após vacinação, taxa de internação de idosos em Uberlândia cai de 51% para 16%; mortes também tiveram recuo

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Incidência da covid-19 cai 23% em Minas e indicador de complicações pela doença atinge o menor patamar desde o início do ano

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A melhora de todos os indicadores da covid-19 em Minas Gerais levam o estado à fase de maior controle da pandemia desde o início do ano. O dado foi apresentado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) nesta quinta-feira (15/7) durante o encontro virtual do Comitê Extraordinário Covid-19, que se reúne semanalmente para discutir a situação da doença.

Diante da melhora, o grupo aprovou a evolução da macrorregião de Saúde Sudeste para a onda verde do Minas Consciente e da Norte e Sul para a onda amarela. Assim, 12 das 15 localidades estão atualmente nas ondas mais flexíveis do plano, criado pelo governo estadual para promover a retomada segura e gradual da economia. Apenas três regiões se encontram em onda vermelha, mas nenhuma delas possui a classificação de Cenário Epidemiológico e Assistencial Desfavorável, o que inviabilizaria, por exemplo, a volta às aulas. As mudanças entram em vigor a partir de sábado (17/7).

Melhora dos indicadores 

A taxa de incidência, que mede a circulação do vírus na sociedade, caiu 23% nos últimos 14 dias, e é a oitava menor do país. Já a confirmação de Síndrome Respiratória Aguda Grave provocada por covid chegou a 58% na última semana, o menor número desde janeiro.

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A positividade, indicador que mede o número de pessoas com sintomas gripais que testam positivo para covid-19, também saiu do patamar de 30% a 49% para menos de 30%, variando entre 26% e 28% nas últimas semanas.

“Isso demonstra que o vírus tem circulado menos e gerado menos necessidade de realização de exames. Além disso, os exames realizados têm demonstrado menos positividade para covid-19. Lembrando que estamos no inverno, um período de grande circulação de outros vírus que provocam sintomas gripais”, afirmou o secretário de Estado de Saúde, o médico Fábio Baccheretti.

Ele ressaltou ainda que os gráficos mostram um descolamento dos casos leves em relação aos casos graves e óbitos, algo que não acontecia no passado. “Sempre que tínhamos aumento de casos leves, ele levava ao aumento de casos graves e óbitos. Agora, no pico que ocorreu no meio de junho, já não observamos o aumento proporcional nos casos graves e a evolução para óbito”, explicou.

A mortalidade por faixa etária também apresentou uma queda expressiva na população com mais de 60 anos, grupo mais vulnerável à doença. “Nas primeiras semanas de 2021 tínhamos um acúmulo de óbitos na faixa etária 60+ de quase 90%. Agora, chegamos a 60%. Ainda é o grupo que mais concentra óbitos, mas com uma proporção muito inferior a que tínhamos antes do início da imunização”, explicou Baccheretti.

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Ocupação de leitos

A média de solicitações de internação em leitos de UTI Covid teve queda de 30,41%, e o tempo médio de espera por atendimento na última semana caiu de 22 para 15 horas.

“Chegamos a patamares muito superiores nos picos observados neste ano. Agora, estamos em uma situação muito mais confortável e isso se deve tanto à vacinação, quanto às iniciativas do Governo do Estado para conter a pandemia”, afirmou o secretário de Saúde.

Ele ressaltou ainda que o aumento da incidência com o pico registrado no mês de junho não resultou em aumento de solicitações por leitos de enfermaria e de UTI, diferentemente do cenário observado nos picos anteriores. “Isso comprova a eficácia da vacinação e das medidas adotadas pelo governo do Estado”, lembrou.

Atualmente, a ocupação de UTI Covid na rede pública mineira é de 61% e 70 pacientes aguardam por um leito. O número chegou a 227 pacientes em 10 de junho.

Minas Consciente

O Comitê Extraordinário Covid-19 aprovou, nesta quinta-feira (15/7), a evolução da região Sudeste para a onda verde, a mais flexível do Minas Consciente. Ela se junta à macro Vale do Aço, que já havia evoluído na semana anterior.

As macrorregiões Noroeste e Sul também progrediram para a onda amarela, se juntando a Centro, Centro-Sul, Jequitinhonha, Leste, Norte, Oeste e Triângulo do Norte.

Apenas as regiões Leste do Sul, Nordeste e Triângulo do Sul foram mantidas na onda vermelha.

O número de cidades com menos de 30 mil habitantes, que poderão progredir de onda, independentemente da situação em que se encontra a macro ou a microrregião, também subiu para 96 municípios nesta semana, o maior número desde abril. Essas cidades registraram menos de 50 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias.

Mudanças

Com o progresso da vacinação e a melhora dos indicadores da covid-19 em Minas, o Comitê Extraordinário revisou o protocolo do Minas Consciente e criou regras para a realização de grandes eventos.

As principais alterações se referem ao distanciamento e à capacidade máxima de lotação dos espaços, e atingem especialmente os setores mais afetados pelas restrições da pandemia, como Eventos e Turismo. As mudanças passam a valer no dia 15 de agosto.

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Ficaram decididos a flexibilização do distanciamento padrão para 1,5 metros; o aumento nas lotações máximas de espaços, conforme a onda do Minas Consciente; e regras específicas para a viabilização de grandes eventos de natureza cultural, esportiva, comercial, religiosa, social ou política, por um tempo pré-determinado.

Segundo o secretário de Estado de Saúde, o médico Fábio Baccheretti, as novas regras, aprovadas pelo Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública (Coes), se basearam em experiências bem-sucedidas em outros países.

“Estamos em uma nova fase, com vacinas chegando de forma consistente e melhora nos indicadores. Diante disso, vimos a necessidade de criar regras para os grandes eventos, já que eles não eram considerados de forma separada no Minas Consciente. Fizemos uma ampla discussão e a equipe técnica buscou exemplos em outros países que já passaram por uma fase de vacinação semelhante à nossa (50% com primeira dose e segunda dose crescendo, chegando próximo de 15%) para definir as regras”, afirmou.

Ele lembrou ainda que os novos protocolos poderão ser atualizados conforme as mudanças no cenário epidemiológico em Minas.

Regras mínimas

– Entrada do evento: aferição de temperatura, controle no fluxo de acesso e acesso com hora marcada;

– Distanciamento de 1,5 metros: a ser aplicado em filas, entre cadeiras/assentos e também no cálculo da capacidade;

– Apresentação de documento de imunização presumida: cartão de vacinação que comprove imunização completa superior ou igual a 15 dias OU PCR ou laudo médico com positividade para covid-19 (entre 15 e 90 dias).
*É obrigatório comunicar as regras aos participantes e facilitar a devolução do ingresso. 

Regras por onda 

Vermelha

– Lotação máxima de 50 pessoas ou 10% da capacidade em ambientes fechados; 30% da capacidade em ambientes ao ar livre;
– Duração máxima de 5 horas;
– Horário permitido: entre 8h e 21h.

Amarela

– Lotação máxima de 300 pessoas ou 30% da capacidade em ambientes fechados; 600 pessoas ou 50% da capacidade em ambientes ao ar livre;
– Duração máxima de 6 horas;
– Horário permitido: entre 7h e 23h.

Verde

– Lotação máxima de 50% da capacidade em ambientes fechados; sem limite de lotação em ambientes ao ar livre;
– Duração máxima de 12 horas;
– Sem restrição de horário.

Por: Portari

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