conecte-se conosco


POLÍTICA

Covereadora denúncia terceira intimidação contra parlamentares trans em SP

Publicado

source
Suposto atentado na casa da Carolina Iara de Oliveira
Divulgação/ PSOL

Suposto atentado na casa da Carolina Iara de Oliveira

No domingo (31), a covereadora Samara Sosthenes , integrante do Quilombo Periférico, do PSOL, na Câmara de São Paulo , registrou um boletim de ocorrência na delegacia alegando ter sofrido um atentado, no bairro jardim Herculano, Zona Sul da cidade. As informações foram apuradas pela Folha de São Paulo. 

Tal ato, contabiliza a terceira denuncia de infração cometida contra parlamentares do PSOL em São Paulo, em uma semana. A Polícia Civil local está à frene das investigações e estuda uma possível conexão entre os casos. 

De acordo com o depoimento prestado por Sosthenes, um motociclista foi até a porta de sua casa na madrugada de domingo (31) e fez um disparo com uma arma de fogo direcionada para cima. Ela estava dentro de sua moradia no momento, mas não escutou barulho. 

Com isso, ela conta que somente tomou conhecimento dos fatos porque um vizinho presenciou a cena, mas não tomou nota da placa da moto e nem gravou feições do suspeito, que usava capacete e máscara. E o espectador não quis prestar depoimento as autoridades. 

Leia mais:  "Merece exame de sanidade mental", diz general Heleno após declaração de Freixo

Conforme a assessoria da Sosthenes divulgou, sua mãe também teria escutado o barulho do disparo, porém estava na casa de uma vizinha. O projetil ficou alojado na parede da casa e a perícia não precisou ser acionada porque a bala não atingiu nenhuma pessoa ou objeto. A rua da covereadora não tinha nenhuma câmera de segurança, portanto, não se tem nenhuma comprovação sobre a ação do suspeito. 

Segundo as informações oficiais, a parlamentar acredita que o ato foi movido por conta de sua atuação política e por transfobia . Ela estava presente da semana de ações em prol do Dia Nacional da Visibilidade Trans. 

Você viu?

“Considerando este histórico, a Mandata Coletiva Quilombo Perífericos acompanhou a covereadora na delegacia situada na Rua Brigadeiro Tobias, 527, onde foi registrado um boletim de ocorrência, pelos crimes de ameaça e transfobia e também cobrar das autoridades de segurança pública investigação e providências”, afirma nota coletiva do grupo. 

Ainda de acordo com a nota, os atentados devem ser tratados e investigados como ações interligadas , já que outras vereadoras do mesmo partido prestaram queixas sobre a mesma situação. 

Integrantes do Quilombos Periféricos
Folha de São Paulo

Integrantes do Quilombos Periféricos

“A começar pelo atentado à casa da covereadora Carolina Iara, da Bancada Feminista, e a invasão e ameaça ao gabinete da vereadora Erika Hilton”, declara a nota. 

Leia mais:  "Ódio cego", diz Celso de Mello sobre fala de estupro de filhas de ministros

O atentado que a nota se refere aconteceu na última quarta-feira (27), quando dois desconhecidos deram dois tiros na residência de Carolina. Não houve registro de feridos. 

De acordo com a Polícia Civil de São Paulo, a ocorrência registrada por Sosthenes foi considerada como ameaça e disparo de arma de fogo pelo DHPP ( Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa). 

“A unidade também apura o dano e disparo de arma de fogo, registrado na quarta-feira (27), cometido contra outra covereadora. Já o crime de ameaça, cometido contra uma parlamentar na Câmara de Vereadores, na última semana, é investigado pelo 1º DP (Sé)”, afirma. 

Ainda segundo a declaração da Secretaria Pública, a parlamentar “realizou representação criminal contra o autor nesta sexta-feira (29) e diligências estão em andamento para apurar todas as circunstâncias relacionadas aos fatos. A Polícia Civil apura se há relação entre os casos”. 

Comentários Facebook
publicidade

POLÍTICA

Mourão reage sobre suposto atrito com Bolsonaro: “nunca brigamos, p*rra”

Publicado

por

source
Vice-presidente General Mourão
Agência Brasil

Vice-presidente General Mourão

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) negou nesta segunda-feira (1) que tenha se desentendido com  o presidente Jair Bolsonaro. Os dois políticos se encontraram em uma reunião realizada no Palácio do Planalto, em Brasília.

“Nós nunca brigamos, porra”, respondeu Mourão, aos risos, quando questionaod por um jornalista.

Apesar de negar qualquer indisposição com Bolsonaro , o general foi excluído da reunião entre ministros no início de fevereiro, e durante eventos públicos, presidente e vice não apareciam juntos.

O próprio Mourão chegou a dizer que sentia falta de dialogar com o chefe do executivo em entrevista dada no final de janeiro:  

“Não há conversas seguidas entre nós. As conversas são bem esporádicas. Faz falta até para eu entender em determinados momentos o que eu preciso fazer”, disse.

Contudo, pelo menos publicamente, os governistas parecem ter se acertado. “Virou a página”, declarou Mourão.

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana