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CIÊNCIA E SAÚDE

Coronavírus: crescimento de infecções entre jovens está provocando aumento de casos na Europa, diz OMS

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O diretor regional da Europa para a Organização Mundial da Saúde (OMS), Hans Kluge, afirmou que o aumento de infecções entre jovens pode estar provocando picos recentes de casos em todo o continente.

Ele disse ao programa Today da Rádio 4 da BBC que as autoridades precisavam se comunicar melhor com os mais jovens.

“Um número crescente de países está passando por surtos localizados e um ressurgimento de casos. O que sabemos é que isso é uma consequência da mudança no comportamento humano”, disse ele.

“Estamos recebendo relatórios de várias autoridades de saúde sobre uma proporção maior de novas infecções entre jovens. Então, para mim, é o suficiente para repensarmos a melhor maneira de envolver os jovens.”

Kluge disse que, como pai de duas filhas, entende que os jovens “não queiram perder o verão”.

Mas ele acrescentou: “Eles têm uma responsabilidade em relação a si mesmos, a seus pais, avós e comunidades. E agora sabemos como adotar comportamentos bons e saudáveis, então vamos aproveitar ess conhecimento”.

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Semanas após os bloqueios começarem a ser amenizados em todo o continente europeu, os casos de novas infecções começam a aumentar em algumas áreas. Por isso, governos começaram a pedir mais cautela, além de adotar novas medidas para conter a disseminação do vírus.

Na terça-feira, o Senado italiano votou pela extensão do estado de emergência. O primeiro-ministro, Giuseppe Conte, disse que as infecções estão aumentando em países vizinhos — incluindo França, Espanha e Bálcãs — e pediu uma vigilância extra para impedir que o vírus volte.

O chefe da agência de saúde pública da Alemanha também disse que está “muito preocupado” com o aumento de infecções. Lothar Wieler, chefe do Instituto Robert Koch (RKI), disse a repórteres na terça-feira que os alemães haviam se tornado “negligentes” e pediu às pessoas que usassem máscaras faciais e respeitassem as regras sociais de distanciamento e higiene.

A Alemanha resistiu bem ao surto inicial, mas, na semana passada, registrou 3.611 novas infecções.

A Grécia — que também resistiu bem nos primeiros meses da pandemia — disse que está tornando as máscaras obrigatórias novamente em lojas e serviços públicos após um aumento recente de infecções.

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O ministro da Saúde da França, Olivier Véran, disse que queria evitar outro lockdown e pediu às pessoas que “não baixem a guarda”.

E no Reino Unido, a súbita decisão do governo de impor uma quarentena de 14 dias aos viajantes que chegam da Espanha atrapalhou os planos de férias de milhares de pessoas. A Espanha criticou a medida como “injusta”, afirmando que o aumento de novas infecções por lá se limita em grande parte a apenas duas regiões.

Por: G1

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CIÊNCIA E SAÚDE

Coronavírus: Bolsonaro assina medida provisória que libera R$ 1,9 bilhão para produção de vacina

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O presidente Jair Bolsonaro assinou, em cerimônia no Palácio do Planalto nesta quinta-feira (6), uma medida provisória que libera R$ 1,9 bilhão para viabilizar a produção de 100 milhões de doses da chamada “vacina de Oxford” contra o novo coronavírus.

A abertura desse crédito extraordinário segue agora para análise do Congresso Nacional, que terá até 120 dias para aprová-lo. Por se tratar de uma medida provisória, o dinheiro fica liberado assim que o texto for publicado no “Diário Oficial da União”.

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello e a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade de Lima, participaram da cerimônia de assinatura.

Como a vacina elaborada pela Universidade de Oxford ainda está em fase de testes, o Brasil assume parte dos riscos tecnológicos relativos ao desenvolvimento do produto.

A expectativa do governo é que, caso a vacina em estudo seja eficaz, uma campanha de vacinação contra a Covid-19 possa ser realizada em 2021.

Para o governo, o risco relacionado à eficácia da vacina é necessário devido à “urgência pela busca de uma solução efetiva para a manutenção da saúde pública e para a retomada” das atividades econômicas.

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A transferência de tecnologia e formulação, o envase e o controle de qualidade será feito por contrato entre Fiocruz e a empresa farmacêutica AstraZeneca – que, em parceria com a Oxford, realiza as pesquisas.

Na cerimônia, Bolsonaro afirmou que a vacina pode ser “uma realidade” em dezembro ou janeiro – e que, semanas depois, o “problema estará vencido”.

“Talvez dezembro, janeiro, exista a possibilidade da vacina, e daí esse problema estará vencido, poucas semanas depois. O que é mais importante é que junto com esta vacina, diferente daquela outra que um governador acertou com outro país, venha a tecnologia para nós. Temos como dizer que fizemos o possível e o impossível para salvar vidas, apesar daqueles que teimam em dizer o contrário”, declarou.

De acordo com o Ministério da Saúde, o valor será gasto desta forma:

  • R$ 1,3 bilhão para pagamentos à AstraZeneca, previstos no contrato de Encomenda Tecnológica
  • R$ 522,1 milhões para produzir a vacina na Fiocruz/Bio-Manguinhos
  • R$ 95,6 milhões para absorção da tecnologia pela Fiocruz

A pesquisa de vacina da Universidade de Oxford é considerada uma das mais promissoras até o momento.

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Segundo o Ministério da Saúde, em boletim divulgado nesta quinta-feira (6), 98.493 pessoas morreram de Covid-19 no Brasil. A pasta contabiliza, ao todo, 2.047.660 casos de infecção pelo novo coronavírus registrados no país.

Por: G1

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