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Congresso apoia operação que prendeu Ribeiro e volta a discutir CPI

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Ex-Ministro da Educação Milton Ribeiro
Catarina Chaves/Ministério da Educação

Ex-Ministro da Educação Milton Ribeiro

No Congresso Nacional, lideranças demonstraram apoio às investigações da Polícia Federal (PF) que levaram à prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro na manhã desta quarta-feira. Parlamentares voltaram a discutir a abertura de uma CPI sobre o caso, para a qual faltam duas assinaturas no Senado.

Ribeiro é investigado sob suspeita de ter cometido os crimes de corrupção e tráfico de influência no cargo, privilegiando o atendimento de pastores no ministério.

Para o líder do PT na Câmara, Reginaldo Lopes (MG), a prisão demonstra que o bolsonarismo “destruiu os critérios republicanos para as políticas públicas”. Ele apoia a criação de uma CPI.

“O MEC, com o FNDE, era um espaço com muitos critérios (para investimentos). Tinha um conjunto de políticas construído nessa caminhada civilizatória, e o bolsonarismo vem destruindo tudo. Tem um pedido da bancada do PT na Câmara (por CPI) e outro no Senado. É evidente que estamos no processo eleitoral, mas como esse governo não respeita as instituições, cabe ao Parlamento investigar. Nesse caso tem um fato determinado, um objeto concreto. Não é um factoide e uma cortina de fumaça como a CPI da Petrobras defendida pelo governo.”

O líder do partido de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados, Altineu Côrtes (PL-RJ), defendeu que as investigações prossigam. “Óbvio que isso é uma coisa ruim para o governo, já que ele foi ministro do governo, mas não acho que isso afete em nada a credibilidade do governo”, disse ao GLOBO.

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“Tudo tem que ser investigado, se as ações aconteceram ali foram coisas pontuais. Acho que o governo não tem que temer nenhum tipo de investigação. Tenho certeza absoluta que o presidente Jair Bolsonaro jamais teve qualquer assunto fora dos assuntos técnicos com esse ou com qualquer ministro.”

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que defendeu a criação de uma CPI do MEC em março, afirmou que “é compreensível agora porque o Governo Bolsonaro se esforçou tanto para retirar assinaturas da CPI do MEC”. Ele retomou agora o pedido por assinaturas.

“Aos interessados quero lembrar que faltam apenas 2 assinaturas para pedirmos a CPI do MEC”, disse no Twitter. “Por tudo que conseguimos apurar através da Comissão de Educação do Senado, o #BolsolaodoMEC é ainda maior do que parece. Tem que prender quem manda também!”.

Já o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR) — denunciado pelo Ministério Público em 2021 por suspeita de lavagem de dinheiro e propina — disse que espera que Ribeiro seja inocentado. “Muitos que foram presos, hoje estão inocentados após conclusão das investigações. Espero que seja esse o caso do reverendo Milton Ribeiro”, afirmou.

‘Liberdade’ da PF

Paulo Rocha (PA), líder do PT no Senado, disse que vê de forma positiva o fato de a Polícia Federal estar conseguindo levar adiante o caso.

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“É consequência da investigação que fizeram e das cagadas que fizeram no MEC. Ainda bem que a Polícia Federal está tendo a liberdade de fazer essa investigação.”

O líder da minoria no Senado Jean Paul Prates (PT-RN) também frisou a “liberdade” da PF. “Agentes públicos negociando propina para liberar verbas da Educação. Que a PF tenha toda a liberdade para investigar e punir os culpados. No governo que diz ter acabado com a corrupção, espero que não queiram acabar é com as investigações”, disse no Twitter. A deputada Tabata Amaral disse em rede social que “a área que deveria ser a mais importante ao Brasil virou símbolo do desastre desse governo”. “Os piores ministros da Educação da história não só destruíram, como também transformaram o MEC em balcão de negócios”, escreveu a deputada.

O senador Alessandro Vieira (PSDB-SE) lembrou que havia pedido providências da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre as suspeitas no MEC. “Não se acaba com a corrupção com orações, populismo ou bravatas online. É preciso ter independência, honestidade e coragem para enfrentar o sistema”, disse em sua rede social.

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Castro acelera agenda de obras dias antes de proibição eleitoral

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Governador Cláudio Castro tentou agilizar obras dias antes do veto da lei eleitoral
Reprodução: Commons – 10/05/2022

Governador Cláudio Castro tentou agilizar obras dias antes do veto da lei eleitoral

Às vésperas do veto da Justiça Eleitoral a participação de candidatos em inaugurações de obras e projetos públicos, data estabelecida ontem, a três meses das eleições, o governador Cláudio Castro (PL) intensificou a sua agenda para manter o capital político. Nas últimas semanas, ele participou do lançamento de obras habitacionais, inaugurou campos de futebol e fez questão de estar presente na entrega de leitos hospitalares, em compromissos espalhados pelo estado.

Correndo contra o tempo, Castro participou de 18 agendas em apenas uma semana. Em algumas delas, esteve ao lado de ex-secretários pré-candidatos, que apesar de não comandarem mais as pastas, referendam projetos como se ainda ocupassem os postos.

No dia 24, por exemplo, em pouco mais de 12 horas, Castro esteve presente no marco inicial das obras de reforma do Conjunto Habitacional do Jacarezinho, na Zona Norte, e correu para a Zona Oeste, onde participou de inaugurações de bases do Samu, em Campo Grande e em Bangu. Na mesma tarde, também bateu ponto em abertura de unidades hospitalares em Ricardo de Albuquerque e no Centro.

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Sem perder tempo, mandou-se para a Baixada Fluminense. Lá, entregou aparelhos auditivos em Duque de Caxias. Antes que o sol caísse, foi a Padre Miguel, na Zona Oeste, onde concedeu termos de posse aos moradores do local.

Campos de futebol 

Mas nem só de entregas de obras e serviços essenciais se fez a agenda do governador: no último domingo, ele peregrinou por bairros da capital como Realengo, Anchieta e Campo Grande para inaugurar campos de futebol. Ao lado do deputado estadual Rodrigo Amorim (PTB) e do ex-secretário de Esportes do Rio Gutemberg da Fonseca (PL) — ambos também pré-candidatos nas eleições deste ano —, participou de uma sessão de fotos e ressaltou a importância da entrega.

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A despeito da roupa social que vestia, o governador foi para baixo das traves e tentou agarrar pênaltis batidos pelos presentes. Se o desempenho sob as balizas não foi dos melhores, ao menos colecionou aplausos ao prometer mais entregas do tipo para a região.

“Esse é mais que o lançamento de um campo. É o lançamento de um projeto. Vamos reformar 70 campos de futebol, todos dentro de comunidades, para que possamos retomar o esporte como importante instrumento de inclusão social, de integração e socialização das famílias”, prometeu.

Pedra fundamental 

Na quarta-feira passada, Castro participou de rápidas atividades de início de obras em Manguinhos e Inhaúma, ao lado do ex-secretário de Obras Max Lemos, que se candidatará novamente neste ano; na quinta, Castro almoçou junto dos que participaram da inauguração do Restaurante do Povo em Belford Roxo. No município, ele ainda lançou a pedra fundamental do hospital oncológico.

Desde ontem, a legislação eleitoral também proíbe a distribuição gratuita de bens e serviços custeados ou sancionados pelo poder público.

Fonte: IG Política

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