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Confira cinco motivos para Bolsonaro apoiar Arthur Lira para comando da Câmara

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5 motivos para Bolsonaro apoiar Arthur Lira para a presidência da Câmara
O Antagonista

5 motivos para Bolsonaro apoiar Arthur Lira para a presidência da Câmara

Nesta segunda-feira (1°), acontece a votação para eleição dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado e tal resultado, pode mudar o rumo dos dois anos restantes de mandato do presidente Jair Bolsonaro. Levando sua má relação com o atual chefe da Câmara, Bolsonaro se empenhou para fazer  campanha para o candidato Arthur Lira (PP-AL). As informações foram apuradas pelo O Globo. 

Analisar processos de impeachment e controlar votações para aprovação de projetos, são algumas das tarefas atribuídas ao presidente da Câmara. Com um aliado na chefia, um presidente pode definir parte de sua reputação e legado.  Arthur Lira tem como maior adversário o candidato Baleia Rossi (MDB-SP), que tem o apoio de Rodrigo Maia (DEM-RJ) . Já no Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) tem a aprovação do Planalto contra a adversária Simone Tebet (MDB-MS). 

Confira cinco motivos que justificaram o apoio Bolsonaro ao candidato Arthur Lira: 

– Pode evitar um impeachment  

Jair Bolsonaro , em seus dois anos e um mês na presidência do Brasil, já contabilizou um número recordes de pedidos de impeachment da história da república brasileira. Até a última sexta (29), cerca de 64 pedidos foram protocolados pedindo o afastamento do atual representante do país. E cabe ao presidente da Câmara decidir se vai analisar e seguir adiante com o pedido ou arquivar o caso. 

Com um aliado, as chances desse pedido seguir adiante é muito pequena. O principal adversário de Lira na disputa, Baleia Rossi , já afirmou em reuniões com opositores de Bolsonaro que caso seja eleito, irá analisar pelo menos um dos mais de 60 pedidos de impeachment

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– Aceitação de pautas 

Desde o início de seu mandato, o atual presidente vem tendo dificuldades na aprovação de seus projetos de costume e conservadores, como por exemplo, a posse e porte de armas. Bolsonaro, disse recentemente que o atual presidente da Câmara, “foi um dos responsáveis por atrasar a agenda do Brasil por dois anos, por medidas que ele não botou em votação”. 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, também declara seu apoio ao candidato Lira, assim pautas como a reforma tributária e a administrativa poderão começar a ser discutidas. Guedes e Maia já tiveram desavenças por discordâncias nos projetos. 

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– Medidas provisórias 

Indicar medidas provisórias editadas pelo presidente da república em votação, também é uma das tarefas do presidente da Câmara. A validade de uma MP gira em torno de 60 dias, podendo ser prorrogada pelo mesmo período de dias. E caso não receba a aprovação das duas Casas do Legislativo, ela perde a validade. Na gestão de Maia, cerca de 40% (64 de 156) das MPs emitidas por Bolsonaro perderam a vigência. 

O presidente já declarou que irá reapresentar pelo menos uma das MPs novamente após o período de votação e troca no comando. Refere-se sobre a regularização fundiária na Amazônia que nem chegou a ser votada na Câmara em 2020. Bolsonaro já falou sobre o caso diversas vezes e aponta Maia como o culpado. 

– Provocar uma derrota em Rodrigo Maia 

Com Arthur Lira vencendo a votação, Maia também contabiliza uma derrota. O  candidato que levava seu apoio, Baleia Rossi,  seria derrotado pelo político apoiado por Bolsonaro. Com as desavenças declaradas, o atual presidente da república comemorou a decisão do STF que impediu a reeleição para a chefia da Câmara e do Senado, o que prejudicou a candidatura de Maia. 

– Impedimento das CPIs 

Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI), na maioria das vezes, podem causar incomodo nos governos federais pelos seus poderes de investigação se igualarem ao das autoridades judiciais. Um presidente atuante nas casas do Legislativo é essencial para a implementação de uma CPI, pois para seguir adiante, precisa de pelo menos a assinatura de um terço das duas casas. 

Em 2019, o Palácio do Planalto vendo sendo investigado por uma CPMI das Fake News, que segue em andamento e mira personalidades próximas do presidente Jair Bolsonaro. 

Na semana passada, Rossi afirmou a chance de criar uma CPI para apurar a atuação do Ministério da Saúde no combate a pandemia do novo coronavírus. Rodrigo Maia declara apoiar decisão e diz que ministro Pazuello “já cometeu crime”. 

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Mourão reage sobre suposto atrito com Bolsonaro: “nunca brigamos, p*rra”

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Vice-presidente General Mourão
Agência Brasil

Vice-presidente General Mourão

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) negou nesta segunda-feira (1) que tenha se desentendido com  o presidente Jair Bolsonaro. Os dois políticos se encontraram em uma reunião realizada no Palácio do Planalto, em Brasília.

“Nós nunca brigamos, porra”, respondeu Mourão, aos risos, quando questionaod por um jornalista.

Apesar de negar qualquer indisposição com Bolsonaro , o general foi excluído da reunião entre ministros no início de fevereiro, e durante eventos públicos, presidente e vice não apareciam juntos.

O próprio Mourão chegou a dizer que sentia falta de dialogar com o chefe do executivo em entrevista dada no final de janeiro:  

“Não há conversas seguidas entre nós. As conversas são bem esporádicas. Faz falta até para eu entender em determinados momentos o que eu preciso fazer”, disse.

Contudo, pelo menos publicamente, os governistas parecem ter se acertado. “Virou a página”, declarou Mourão.

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